PORTO VELHO – Vários acadêmicos de medicina em fase de formação na Faculdade são São Lucas reagiram às afirmações do diretor da Faculdade, médico e professor Amado Rahhal, de que a antecipação da formatura autorizada pelo Ministério da Educação e cultura não aconteceu porque um grupo de alunos havia atrasado nos estudos em função da pandemia em 2020.
Michel Hosananh, um dos acadêmicos de Medicina, afirma que “doutor Amado falou algo que não existe. Não estamos devendo 400 horas, pois nossa turma concluiu 75 por cento do regime de internato exigidos pelo MEC na portaria de abril de 2020 para colar grau antecipado e atuar no front da pandemia”.
A faculdade, no entanto, já agendou solenidade de antecipação da formatura para o dia 10 de fevereiro, daqui há 12 dias, portanto.
Em matéria veiculada nesta quinta-feira, 28, o expressaorondonia, o médico e professor da Faculdade São Lucas, Amado Rahhal afirmou que acadêmicos de Medicina estariam devendo 400 horas relativas à carga horária do décimo período do curso. A notícia provocou a revolta dos acadêmicos, que contestam as alegações e têm provas de que o diretor está faltando com a verdade.
A advogada Dinair Silva afirma que represento 29 acadêmicos no mandado segurança. Por hora, vamos aguardar o julgamento do MS e as medidas que estão sendo adotadas pelo MPF. Caso não haja obediência por parte do Centro Universitário São Lucas, ao que está sendo determinado e negociado, tomaremos as medidas cabíveis em novas ações, inclusive reparação dos danos morais que os acadêmicos vem sofrendo.

A pendência, segundo o diretor da instituição, impediu que pelo menos 50 alunos do curso colagem grau antecipadamente, o que atenderia normativa do Governo Federal para viabilizar a disponibilidade de médicos no mercado de trabalho, principalmente para ajudar na linha de frete do combate à pandemia da covida-19.
Já a acadêmica Daiane Copercini lembra que, com toda essa situação de calamidade pública e a São Lucas demonstra descaso com a sociedade, contando mentiras para justificar o erro da instituição. “Eles só pensam em financeiro. Inclusive impetramos Mandato de Segurança com toda a documentação necessária. Temos todas as provas. E essa afirmativa do doutor Amado é esvaziada da verdade” desabafa, indignada.
De acordo com a advogada dos acadêmicos da 21ª turma do curso de Medicina da São Lucas, Dinair A. Silva, todos estão matriculados no 12º período, inclusive apresenta documento comprovando a situação cadastral de um dos alunos como comprovação. Sem exceção, conforme afirma a advogada, todos estão com a carga horária concluída, inclusive, como está lançado no portal da instituição.
As informações foram emitidas pela própria São Lucas e todos os dados encontram-se com o Ministério Público Federal, que sabem da veracidade das informações. “A faculdade está fazendo pouco caso dos acadêmicos e enganando a sociedade divulgando inverdades”, garante a advogada.
Rahhal, no entanto, reafirma que a faculdade está dentro da legalidade, uma vez que atende determinação do Ministério da Educação (MEC). O MEC nos fiscaliza, ou seja, não podemos realizar a colação de grau antecipada existindo o impasse das 400 horas devidas pelos alunos”, completou. Com o cumprimento da carga horária, deve ser feita também a antecipação da colação de grau, “já agendada para o dia 10 de fevereiro”.
De acordo com a acadêmica Daiane Copercini, que está em processo de outorga extraordinária, não existe justificativa plausível para a ser negada pela instituição. “A alegação de que temos 400h ainda para pagar e estar dentro da medida provisória está equivocada”, garante.
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