Fecha ou não fecha – Rocha quer novo estudo para definir decreto. No comitê do covid pressão é para rebaixar Porto Velho para a fase 3

PORTO VELHO – Membros do comitê do covid-19 já disseram com todas as letras ao governador Marcos Rocha ser necessário a edição de um decreto que rebaixe a classificação de Porto Velho para o nível 3 de enfrentamento ao covid-19, e, além disso, que ele amplie a ação repressiva contra quem desrespeita as regras de distanciamento, realizando eventos com muita gente, inclusive bailes, funcionamento de bares e lojas de conveniência.

Governador Marcos Rocha (C) procura o equilíbrio necessário para preservar a saúde sem prejudicar a atividade econômica

De outro lado está o grupo, formado por lideranças empresariais de diversos ramos, alegando uma previsão grande de prejuízos e problemas sócio econômicos graves caso haja o rebaixamento proposto pelo outro grupo.

Um dos argumentos do grupo que defende a manutenção de Porto Velho no nível quatro é o período de maior movimentação de compra e venda no natal. “As vendas darão a nós a possibilidade de chegar perto do nível que precisamos para evitar prejuízo maior e até demissões”, disse um defensor da manutenção.

Um empresário de porte médio disse haver muitos comerciantes que estão sobrevivendo de seus “capitais de giro”, e dois deles afirmam que, havendo o rebaixamento, terão de fechar as portas, dispensando pessoal.

Já outro empresário de porte médio, ouvido pelo site, vai em outra direção. “É claro que temos de garantir o movimento para podermos manter a economia e os empregos, mas não podemos nos prender só a isso. Como estamos aumentando a capacidade de contaminações, é preciso dar uma estancada. Entendo, ele completa, que apesar da importância da geração de empregos, em todas as atividades humanas o principal é a vida das pessoas”

Um dos pontos levantando pelos defensores do rebaixamento é o funcionamento de bares, lojas de conveniências e de boates. “O governador tem de entender que o gestor público deve priorizar a vida”, e faz um desafio: “Tenho feito vídeos em vários locais muito conhecidos de Porto Velho, e não só no que chamam de “periferia”, mas também em vias centrais como na Pinheiro Machado, com muita gente amontoada, tudo lotado, cuidados necessários colocados de lado, praticamente ninguém de máscara e em muitos casos, devido à altura do som ambiente falam praticamente um na cara do outro, além de partilharem copos e cigarros, inclusive o narguilé”.

A expectativa é que o governador Marcos Rocha, depois de duas semanas de idas e vindas, decida enfim por uma das posições. Enquanto isso, as festas e reuniões estão ‘bombando’ e o corona vírus agradecendo.



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