PORTO VELHO – Se de um lado a confirmação feita nesta segunda-feira pelo secretário municipal de Transportes, de que a JTP Transportes, ganhadora da concorrência realizada para escolha da empresa que vai fazer o serviço de transporte coletivo em Porto Velho agradou os potenciais usuários, de outro o anúncio já foi recebido com críticas pelos que utilizam o sistema.

O anúncio de que a nova frota, cujo contrato é de 15 anos, renováveis por mais cinco, vem com 130 ônibus, dos quais 80 já na implantação a 17 de outubro, oferecendo serviços há muito tempo cobrados e nunca atendidos pelas outras prestadoras de serviço – como ar-condicionado e acessibilidade em toda a frota – mas a majoração do valor da passagem de 3,80 para 4,05 teve reclamação.

“Nem começou a trabalhar e já está cobrando mais caro”, reclamou a vendedora Márcia Araújo, que estava chegando à loja onde trabalha. Ela narrou que sai de casa, no Bairro Tancredo Neves (zona Leste) e vai para o serviço na Jatuarana. “Tenho de pegar dois ônibus e esse aumento de 0,25 por passagem vai representar 1 real a cada dia, e isso porque de manhã já trago a marmita do almoço”.
A mesma reclamação fez o estudante Fábio dos Santos, graduando da Unir. Ele disse que mora no Bairro Liberdade e pega o ônibus da linha da Unir na Avenida Sete de Setembro. “Eu trabalho de dia e estudo à noite. Pego dois ônibus para ir e dois para voltar. Eu ganho salário mínimo e pago aluguel. Gastar um real a mais por dia, na relação do preço atual com o anunciado por dia, com a passagem de ônibus vai representar um buraco a mais”.
Fábio levantou ainda outra questão de interesse dos alunos da Unir, e que entrou na pauta de propostas de candidatos a reitor da universidade na disputa recentemente realizada, quanto à frequência do campus avançado – na BR-364 sentido Guajará-Mirim, quilômetro 9. Ele lembrou que a empresa deve estabelecer linha com carros pelo menos a cada 40 minutos, e que nos horários de pico essa frequência aumente, evitando a sobrecarga de passageiros.
Outro que reclamou foi Eduardo Carneiro, que trabalha como atendente numa loja em frente à Feira do Um. “O certo seria mostrar serviço primeiro, demonstrar que a gente pode confiar na empresa e depois então propor a majoração. Começar aumentando o preço já chegou mal, e ainda nem começou”.
Ainda na Feira do Um, outra questão foi levantada. A razão de não se ter em Porto Velho um serviço de tarifa única que permita ao passageiro usar o mesmo valor da passagem para outro trecho, num limite de tempo determinado, como já acontece em outras cidades, sugeriu Luíza Buarque, funcionária municipal que mora no Bairro União da Vitória e trabalha num órgão da prefeitura no Bairro Santa Bárbara.
Sobre essas questões o expressaorondonia.com.br buscou informações com a Semtran.









