Morre a esposa do sargento Coelho. Ele chegou a ser preso por exigir atendimento no CEM, mas mandaram ela para casa tomar dipirona

PORTO VELHO – Acometida de coronavírus manifestada no início do mês de maio, morreu na madrugada desta sexta-feira, 19, a esposa do sargento Coelho, da Polícia Militar de Rondônia, Fernanda Oliveira. Ela lutava pela vida há mais de um mês e o sargento Coelho chegou a ser detido, no dia 9 de maio, acusado por funcionários do Centro de Especialidades Médicas – transformado em centro de atendimento aos infectados pelo vírus corona – de ameaçá-los.

Na verdade, o militar estava desesperado porque a esposa já apresentava os sintomas da doença e, mesmo assim, os servidores se recusavam a atendê-la, segundo ele.

Ela só recebeu precário atendimento médico depois que desmaiou no Centro de Atendimento. Mesmo assim, foi mandada para casa, para ficar tomando dipirona e paracetamol. Foi orientada a só procurar o serviço médico quando piorasse as condições de saúde.

No dia 15 de maio, sargento Coelho postou vídeo nas redes sociais afirmando que sua esposa procurar atendimento médico, foi negado e naquele momento ela estaria sendo encaminhada para a UTI, para ser entubada.

Qual será o sentimento dos profissionais e das autoridades que não providenciaram o tratamento na fase inicial da doença para várias pessoas que morreram, mas poderiam estar vivas?

Segundo o sargento Coelho, devido a complicações da doença Fernanda teve uma parada cardíaca durante a madrugada desta sexta-feira e não resistiu.

Em virtude da morte por coronavírus, não haverá velório, pois o sepultamento ocorrerá de forma rápida e com a presença de poucos familiares.

Veja também:

“Não queriam atender minha esposa e mandaram ela para casa tomar dipirona; agora ela está sendo entubada”, reclama em vídeo sargento que acompanha calvário da mulher com coronavírus

Com informações do rondoniaovivo.com



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