PORTO VELHO – Morre o empresário, jornalista e ex-senador Mário Calixto Filho, vítima de infecção por coronavírus. Ele morreu na tarde desta quarta-feira, 17, em uma UTI do hospital Prontocordis, para onde foi levado, depois de ser infectado no presídio Aruanã, em Porto Velho, onde cumpria pena de 12 anos de prisão.
O Estado não divulgou quantos presos estão com covid-19 no sistema prisional.
Mário Calixto chegou a Rondônia no final dos anos 1960 como vendedor ambulante. ganhou dinheiro, montou loja de eletrodoméstico e migrou para o ramo da comunicação, adquirindo, no final daquela década, a rádio AM Eldorado do Brasil. Acabou se tornando dono de um conglomerado de comunicação comandado pelo Jornal O Estadão. Estava preso desde 2015, cumprindo pena de 12 anos.
Mário Calixto Filho foi apontado pelo Ministério Público de Rondônia (MP-RO) como líder de um esquema de empresas fantasmas utilizadas pelo jornal impresso Estadão do Norte para fraudar contratos com órgãos públicos em Rondônia.
Ele sempre negou as acusações e diziam que vendia espaço publicitários em seus veículos de comunicação e gostava de receber por isso.
Mais sobre Calixto
Residindo em Porto Velho desde o final dos anos 1960, onde abriu uma loja de venda de equipamentos eletrodomésticos e móveis, a Rondolar, Mário Calixto passou a atuar na área de comunicação, primeiro com a Rádio Eldorado, anos depois vendida a um grupo religioso. Em 1980 instalou o jornal Estadão do Norte, o primeiro impresso no sistema off set e a ter circulação diária em todo o Estado, com uma forte rede de distribuição, e sucursais nas principais cidades, em Guajará-Mirim, Rolim de Moura, Cacoal, Ariquemes, Ji-Paraná, Vilhena e Colorado.
Durante o período de vigência do Estadão, Mário Calixto fez muitos inimigos, pela sua maneira dura de abordar prefeitos, governadores e membros da classe política, e um dos maiores desafetos foi o governador Jorge Teixeira.
Nos últimos anos, com vários problemas judiciais, Mário Calixto foi apontado pelo Ministério Público de Rondônia (MP-RO) como líder de um esquema de empresas fantasmas utilizadas pelo jornal impresso Estadão do Norte para fraudar contratos com órgãos públicos em Rondônia. Condenado, ele fugiu e desapareceu, supostamente atravessando o Rio Guaporé e passando a viver na Bolívia, mas foi recapturado quando se encontrava numa cidade de Santa Catarina, sendo recambiado para Porto Velho.
Em 2015 foi localizado numa ação conjunta da Polícia Federal e a agência de inteligência do 12º batalhão da PM, quando residia em Balneário Camboriú. Na hora da prisão, Mário Calixto Filho comprava vinhos em uma loja especializada, na região central da cidade catarinense e era foragido da justiça.
Ele era suplente do senador Amir Lando e exerceu o mandato de julho de 2005 a março de 2005.









