Trabalhadores do CPA temem pelo contágio comunitário, com volta a normalidade a partir do dia 11; cerca de 15 mil pessoas circulam todo dia por ali

porto velho – Apesar do desejo de que esse período de clausura acabe logo, e com os sucessivos decretos mandando retornar várias atividades de forma “lenta, gradual e irrestrita”, como foi o caso do último do governador Marcos Rocha autorizando reabertura de setores da atividade privada, uma questão vem preocupando algumas pessoas, que dizem temerosas de uma possível “segunda onda” do coronavírus.

Pelo Centro Político e Administrativo de Porto Velho circulam pelo menos 15 mil pessoas por dia, o que dificulta o controle e pode favorecer o contágio comunitário – Foto: Ésio Mendes

Que as restrições não foram cumpridas efetivamente por muita gente, incluindo várias farras, que foram noticiadas mas, com certeza, muitas outras aconteceram, Estes eventos ajudaram muito a ampliar os casos da doença em Porto Velho – alguns participantes daqueles eventos chegaram, conforme o noticiário, a assinar um documento e foram para casa, certamente pensando na próxima farra.

O novo decreto do governador estabelece que os servidores públicos têm uma nova data para retornar, 11 de maio, e as aulas dia 17. E isso preocupa especialmente pais e até mesmo os servidores, sobre como acontecerá esse retorno. “Em realidade eu e alguns pais que conversei estamos preocupados”, disse Ana M., funcionária pública, dizendo que apesar de todas as recomendações “vai ser muito difícil exigir que jovens, e especialmente os mais novos no retorno às aulas? Quem garante que alguém na escola não esteja com a doença incubada?”.

Jorge R., que disse trabalhar no sexto andar do complexo do CPA, disse que ele e alguns colegas têm conversado sobre o assunto. “Vai ter muita gente subindo e descendo pela escadaria. Se não houver um controle de número de pessoa em cada viagem dos elevadores pode acontecer uma forte transmissão comunitária”, lembrou.

Será um problema também em outros prédios públicos, onde os elevadores também são muito utilizados. “Eles devem manter uma constante higienização, inclusive me nossos locais de trabalho, porque se estivermos funcionando, ainda que todos nos tomemos cuidados com a limpeza, estarão lá também quantas pessoas que não adotam os mesmos cuidados”, disse uma servidora da Seduc.

Não há um controle de acesso diário aos prédios do CPA. A estimativa é que pelo menos 5 a 8 mil pessoas trabalhem lá de segunda a sexta, e que entre 15 a 20 mil, no mesmo período, circulem por lá a cada dia. ‘É um formigueiro. Se não forem tomadas medidas sérias de higiene poderemos ter problemas grandes”, opinou outro servidor. O quadro também pode se repetir, em número menor de envolvimento de pessoas na área do CPA, onde também funcionam o Tribunal de Contas do Estado, o Ministério Público do Estado, a Assembleia Legislativa e o Tribunal de Justiça, o que soma, pelo menos, entre visitantes diários e servidores, mais de outras 15 mil pessoas.

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