BRASÍLIA – A greve dos funcionários do Instituto Brasileiro de Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e do Instituto Chico Mendes de Conservação da Natureza (Icmbio) já causou redução de 93% em autuações ambientais. Mas também está travando a fluidez nos negócios do setor madeireiro legal. A Federação das Indústria de Rondônia (Fiero) vem trabalhando para evitar maiores prejuízos ao setor madeireiro legal de Rondônia, que se ressente com a suspensão das emissões de documentos legais para a atividades do setor.
Também estão suspensas as autorização que este segmento de mercado necessita para fazer fluir seus negócios. E é isso que vem preocupando o setor madeireiro, que confia à Fiero o encaminhamento do debate para se chegar a um acordo que posso destravar a atividade.

Em resposta ao pedido do setor madeireiro de Rondônia, o presidente da Federação das Indústrias de Rondônia (Fiero), Marcelo Thomé, se reuniu com o presidente do IBAMA, Rodrigo Agostinho, para juntos buscarem soluções para as demandas do setor, que tem sido afetado com a greve do órgão.
“Como presidente do Conselho Temático de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Coemas), mobilizei a Confederação Nacional da Indústria (CNI), o presidente Ricardo Alban está sensível a esse problema e estamos buscando soluções em conjunto com o Ibama e o Observatório Nacional da Industria”, disse Marcelo (de paletó, à direita).

Atividades em campo como proteção, fiscalização, combate a crimes ambientais, licenciamento, pesquisa, emissão de autorizações para exportações e importações que dependem de equipes em campo não estão sendo executadas. Os servidores rejeitaram de forma unânime a recente proposta do governo e continuarão com as atividades de campo paralisadas.
Segundo a Associação Nacional de Servidores Ambientais (Ascema), a greve já causou redução de 93% em autuações ambientais. Além do Ibama, a paralisação inclui também servidores do ICMBio e do Serviço Florestal Brasileiro (SFB), cerca de 90% aderiram ao movimento. Entre as reivindicações, estão um novo plano de carreira, aumento de salário e melhores condições de trabalho para o setor. As negociações continuam.
Fonte: Assessoria de Imprensa






