PORTO VELHO – A crise enfrentada pela secretaria do Desenvolvimento Ambiental (Sedam) tem se agravado e já mobiliza parlamentares na Assembleia Legislativa de Rondônia. Deputados estaduais alertam que a situação pode desencadear um colapso econômico no estado, especialmente diante da operação padrão adotada pelos servidores.
Os parlamentares voltaram a cobrar que o governo estadual atenda às demandas da categoria, destacando a urgência de uma solução para o impasse. Segundo eles, além dos impactos econômicos, a situação compromete diretamente a gestão ambiental de Rondônia. Com uma equipe reduzida, desmotivada e sem o devido reconhecimento, a Sedam enfrenta dificuldades para cumprir suas funções de fiscalização, monitoramento e preservação dos recursos naturais.

Os deputados também apontam que a crescente desmotivação dos servidores e a saída de técnicos qualificados, como geólogos e engenheiros ambientais, já impactam diretamente a capacidade operacional da secretaria. De acordo com eles, a valorização da categoria vai além de uma pauta trabalhista e passou a ser uma preocupação de toda a Assembleia Legislativa, uma vez que a desvalorização tem gerado entraves que comprometem o ritmo de crescimento e o planejamento do desenvolvimento sustentável do estado.
Parlamentares ressaltam ainda que a Sedam é um dos principais motores do desenvolvimento de Rondônia e deveria ser tratada como a “menina dos olhos do Estado”. Segundo eles, não há como o estado continuar crescendo sem a regularidade na emissão de licenças ambientais, que impactam diretamente a arrecadação.
Sem o pleno funcionamento da secretaria, projetos deixam de avançar, investimentos são travados e a geração de receitas é comprometida. Sem a Sedam funcionando plenamente, não há desenvolvimento sustentável. Por isso, reforçam a necessidade de uma ação urgente do governo, com respeito aos servidores e garantia de condições adequadas para que o órgão cumpra seu papel.
Diante da ausência de avanços concretos, os servidores seguem em operação padrão, um movimento legítimo de protesto que reduz o ritmo das atividades e impacta diretamente a análise e a emissão de licenças ambientais. Como consequência, setores estratégicos da economia, como o agronegócio, a construção civil e a indústria, já começam a sentir os efeitos da morosidade nos processos.
Fonte: Assessoria de Imprensa




