Repercussão – Católicos elogiam decisão de Dom Roque sobre reabrir igrejas

PORTO VELHO – A decisão do arcebispo portovelhense dom Roque Palosch, de não autorizar os templos católicos, conforme o decreto do governador Marcos Rocha, pelo visto está sendo bem aceita pela pelos fiéis que congregam nas diversas paróquias. O decreto estabelece o retorno às celebrações já no próximo sábado, 2 de maio, estabelecendo normas diversas como a quantidade de participantes, distância entre um e outro, mantendo a proibição de cumprimentos – o que no rito católico é a celebração da paz.

Por orientação do arcebispo dom Roque Palosch, padre Valdecir Cordeiro (foto) continuará celebrando missas virtuais

Na Carta Pastoral enviada aos vigários de todas as paróquias sob sua responsabilidade – além de Porto Velho mais 12 municípios e a área pastoral do Rio Madeira, o arcebispo destacou entender “a grave situação pela qual passam diversas cidades do país, desaconselha, de modo incontestável, o relaxamento das medidas de distanciamento social no Estado de Rondônia”.

Nesta quarta-feira o expressaorondonia.com.br ouviu católicos de diversas paróquias de Porto Velho a respeito do assunto, e, pelo visto, há aprovação à decisão pastoral, inclusive quanto à disposição demonstrada em colocar a igreja a serviço da sociedade.

A posição da arquidiocese que levou à carta pastoral foi discutida na véspera do governador baixar o novo decreto, e houve o consenso de que será melhor permanecer fechadas e as atividades feitas por via remota, quando inclusive foram tratadas questões da extensão do decreto relativo a quem entra e quem não entra para a celebração.

Felipe, da paróquia Sagrada Família, disse que foi uma decisão coerente com o momento, e que seria muito difícil cumprir as regras de distanciamento e de participação conforme o decreto de Marcos Rocha, lembrando ainda que a decisão do arcebispo busca preservar a saúde dos fiéis.

Kellyanne Botelho, paróquia São João Bosco, também favorável à decisão do arcebispo. Ela reconheceu sentir falta das celebrações presenciais, “especialmente em que é-nos dada a comunhão, mas não podemos imaginar que haja outra posição que não seja a tomada pelo dom Roque.

Michelle, paróquia São João Bosco, lembrou que a igreja historicamente é aberta a todas as pessoas, “sejam elas católicas ou não”. Mas eu não se pode ficar na porta selecionando os que devam entrar e os que não devam entrar. “Há pessoas que vão à igreja todos os dias. Como alguém vai dizer quem pode ou não pode entrar?”.

EVANGÉLICOS

Entre evangélicos que o expressaorondonia ouviu, foi citada a  orientação de que cada comunidade deve definir com o respectivo pastor o que vai fazer, mas pelo visto a tendência é manter fechados os templos.



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