RO, Sábado, 25 de maio de 2024, às 14:14



RO, Sábado, 25 de maio de 2024, às 14:14


Que orgulho, hein, Madeira! Moradores já são obrigados a cumprir até os dez mandamentos impostos pelas facções

Estado trabalha pela regularização fundiária de 21 mil lotes em 17 bairros de Porto Velho, segundo a Sepat

Sérgio Pires

OPINIÃO DE PRIMEIRA – Há, nas grandes cidades brasileiras (e Porto Velho não é diferente!) um mundo aparte, um submundo, aumentando de tamanho como aqueles monstros dos antigos filmes japoneses que nos assustavam na infância. Só que neles havia super-heróis, que se transformavam também em gigantes, para destruir aquelas ameaças à sociedade. Hoje, os monstros se alimentam da vida , dos bens e da insegurança das pessoas de bem, enquanto, para combatê-los há apenas seres humanos comuns, muitas vezes muito menos armados que os facínoras; muitas vezes dando suas vidas para salvar as de outros e, outras tantas vezes, perseguidos e injustiçados, porque responderam à altura a violência proposta a eles pela bandidagem, porque neste país, a maioria das leis é feita sob medida para proteger bandidos e não suas vítimas. Em Porto Velho, sempre reservando-se as devidas proporções com cidades de milhões de habitantes, a violência está presente no nosso dia a dia e cada vez mais perto de nossas casas. As facções dominam os conjuntos habitacionais populares, mantendo seus moradores, a imensa maioria gente pobre, que apenas quer viver em paz, sob o domínio do medo e das armas. Bandidos cruéis e ignorando a vida alheia, matando até crianças, um dos efeitos colaterais dos tiroteios ocorridos no meio da população, tomam conta de grandes áreas, colocando como reféns famílias inteiras, inclusive pregando nas paredes dos prédios seus “Dez Mandamentos” e ameaçando matar quem não segui-los, como ocorreu recentemente no Orgulho do Madeira.

A Secretaria de Segurança Pública, com a atuação da Polícia Militar e da Civil, tem atuado com dureza no combate ao crime. Dezenas de prisões já foram feitas. Armas apreendidas; quilos de drogas tiradas de circulação e gangues desbaratadas. Mas o submundo do crime, que alimenta o monstro, continua voraz. As gangues continuam crescendo, tomando conta, se expandindo e atacando não só os mais pobres e vivendo na insegurança, como também trazendo para pertinho das nossas casas a guerra por pontos de tráfico que há entre elas. Cadáveres são jogados nas ruas; outros são mortos na frente de famílias que nada têm a ver com o crime. De um lado a polícia atua com firmeza; de outro, a lei dá ao criminoso todo o aparato possível para soltá-lo. Prova disso é que são inúmeros os casos em que o preso de hoje é o mesmo de ontem e da semana passada e da retrasada. Nosso país tem que mudar e separar gente de bem de quem é bandido. Senão, não vai haver sistema que dê segurança à imensa maioria da população. O crime vai acabar nos dominando….

- Advertisement -



Muda tudo na sucessão em Porto Velho: sem aval do seu partido, Fernando Máximo anuncia que está fora da disputa

Não foi por falta de convites. PL, PP, PSD e outras siglas ofereceram abrigo para que Fernando Máximo concorresse à Prefeitura de Porto Velho, já que o deputado federal acabou sendo preterido por seu partido, o União Brasil. Mesmo anunciando, via nota oficial, que não decidiu ainda quem apoiará na corrida eleitoral da Capital dos rondonienses, o União Brasil, partido de Máximo, não deu preferência a ele. Prova disso é que, até o final deste sábado, quando ainda havia possibilidade legal de troca de sigla, que o partido de Fernando Máximo estaria aguardando pela adesão de Mariana Carvalho, ela sim que, agora, nada de braçada, ao menos no cenário atual, já que o parlamentar dos 85 mil votos na última eleição, aparecia como seu grande adversário, inclusive liderando várias pesquisas feitas na cidade. O anúncio oficial da desistência de Máximo em concorrer à Prefeitura foi feito por ele mesmo, neste sábado, no programa Papo de Redação da TV (SICTV/Record), onde participou junto com os Dinossauros Everton Leoni, Beni Andrade, Jorge Peixoto, Juacy Loura Júnior, Hiran Gallo e Sérgio Pires. Os motivos principais, afora a preterição do União Brasil, foi que, caso deixasse seu partido, poderia perder sua cadeira e, mais que isso, a preocupação com os milhares de votos recebidos de todas as regiões do Estado, com muita gente preocupada caso ele deixasse seu mandato, que tem sido bastante produtivo para toda a Rondônia. Com Fernando Máximo fora, embora o quadro ainda possa mudar, a disputa em Porto Velho se encaminha para beneficiar Mariana Carvalho. Máximo certamente vai influir bastante na eleição, porque seu apoio será poderoso na campanha municipal. Aguardemos, pois!

MDB apresenta Euma Tourinho, um nome novo na nossa política, com quem quer conquistar a Prefeitura da capital

Numa cerimônia rápida, na sede do parido, marcada principalmente por uma coletiva à imprensa, a dra. Euma Tourinho assinou sua ficha de adesão ao MDB e, ao mesmo tempo, foi confirmada como a representante do partido para concorrer à Prefeitura de Porto Velho, em outubro próximo. O encontro foi comandado pelo presidente do diretório municipal, Williames Pimentel, que fez uma rápida apresentação da candidata, com o entusiasmo que caracteriza seus pronunciamentos, ainda mais quando fala sobre seu partido e seus companheiros do MDB. Euma apresentou-se como pré-candidata, usando a linguagem determinada pela lei eleitoral, mas que, além dos concorrentes, ninguém usa.  Ao responder perguntas dos jornalistas, a agora ex-juíza e ex-presidente da Associação dos Magistrados de Rondônia, função que deixou há poucos dias, falou sobre família (estava acompanhada do seu pai, Euro Filho, emedebista desde 1999, ou seja, há 25 anos); destacou seu amor por sua cidade e falou sobre progresso, desenvolvimento, combate às desigualdades, respeito às minorias e outros temas que fazem parte das preocupações de alguém que sonha em comandar sua terra natal e melhorá-la. Criticou a divisão radical que está ocorrendo na nossa política e elogiou o MDB, por ser um partido preocupado com a união e não com extremismos. Ainda não se sabe como será a performance de Euma Tourinho e nem sobre suas chances reais na disputa em que ingressa agora, mas se pode dizer, com toda a segurança, que a entrada dela no jogo da sucessão mexeu com o tabuleiro que já estava postado. É um nome novo, respeitado e com boas ideias, colocado pelo MDB como opção muito viável ao eleitorado da maior cidade de Rondônia.

Solidariedade confirma nome de Benedito Alves para a disputa da Prefeitura da capital

O Solidariedade também tem candidato à Prefeitura de Porto Velho. Trata-se do professor e ex-conselheiro do Tribunal de Contas do Estado, Benedito Alves. Um dos rondonienses com maior conhecimento em diversas áreas, Benedito chegou a ser indicado candidato ao Senado na última eleição, mas na última hora o PDT, seu partido então, optou por tentar manter o nome de Acir Gurgacz na disputa pela vaga, o que acabou sendo impedido pela Justiça Eleitoral. Natural de Paraguaçu Paulista, interior de São Paulo, Benedito foi secretário da Fazenda no governo Confúcio Moura, de 2010 a 2013, sendo então nomeado conselheiro do Tribunal de Contas, onde teve destacada atuação, até se aposentar, em março de 2022. Com convites para atuar no exterior, Benedito não aceitou. Preferiu ficar em Rondônia, onde está há longos anos, para continuar contribuindo, com seu conhecimento, para o crescimento da terra que o adotou e onde ele já deixou inúmeras realizações, com seu trabalho. Embora sua tentativa de estreia na política tenha sido frustrada, por questões partidárias, Benedito agora está tranquilo na nova sigla que o abrigou. Ele assinou ficha e já começou os contatos para colocar seu nome nas ruas, nesta pré-campanha. Ainda não há informações se o vice virá do próprio Solidariedade ou de alguma outra sigla aliada.

Rondônia paga piso nacional a quase 15 mil professores e mais de oito mil técnicos em educação, a partir deste mês

Seria de uma brutal injustiça e apenas politicagem da República Sindicalista, que, infelizmente, está voltando, não reconhecer o que o atual governo de Rondônia tem feito em benefício dos professores, dos técnicos e servidores da Educação. O governador Marcos Rocha anunciou, no final de semana, a adesão de Rondônia ao piso nacional dos professores (4.580 reais), mas foi adiante. Estendeu o benefício também para os demais servidores, beneficiando, numa canetada, cerca de 23 mil servidores (14.984 mil professores e 8.040 técnicos e analistas) segundo ele mesmo anunciou em vídeo que divulgou nas redes sociais. “O governo tem que contribuir com o desenvolvimento da educação pública de Rondônia. Isso só é possível com a valorização dos profissionais da educação. Os níveis de qualidade do nosso ensino estão cada vez melhores, por causa da soma de esforços da comunidade escolar e do Governo, para que tenhamos resultados cada vez com maior qualidade”, comentou Rocha, ao confirmar a decisão. Ele lembrou ainda que, além das atualizações salariais, o Estado tem mantido em dia os pagamentos de licença prêmio em pecúnia, onde já foram pagos algo em torno de 46 milhões e 700 mil reais aos profissionais da área.

MDB lança uma professora para disputar a Prefeitura de Ariquemes. Agna é mais uma mulher na corrida eleitoral

Tem mais mulher na política. Tem cara nova. Agna Souza, professora do Ifro, há 25 anos ligada à Educação e desde 2016 morando em Ariquemes, é o nome escolhido pelo MDB para disputar a Prefeitura da sua cidade. Outras duas mulheres, a atual prefeita Carla Redano e Daiane Krause, que formarão uma dobradinha, já estão também com firmadas na corrida pelo comando de uma das mais importantes cidades de Rondônia. Agna chega para a disputa com um discurso de um governo participativo; com olhos voltados para o social (“precisamos pegar nas mãos dos que mais precisam!) mas, essencialmente, fica empolgada ao comentar a série de projetos que têm para a área que mais entende, a Educação. Ela enumera uma série de propostas, destacando que a meta será tornar Ariquemes como uma cidade exemplo de qualidade no ensino, não só para o Estado, mas também para o país. Acrescenta uma preocupação especial com a saúde pública, principalmente em relação a especialidades médicas em que a sua cidade simplesmente não tem. Ariquemes, cidade que já deu a Rondônia um Governador, dois senadores, vários deputados federais e estaduais, apresenta mais uma liderança que surge. Agna chega com o aval do poderoso MDB, o partido que ainda é o que mais reúne prefeitos, vice-prefeitos e vereadores no Estado.

Cassol volta com tudo. O primeiro alvo é Confúcio Moura, que ele acusa de endividar o estado e prejudicar famílias pioneiras

O polêmico Ivo Cassol já escolheu um adversário para chamar para a briga, neste momento em que ele está retornando à vida pública e, se não houver novos empecilhos, permitirá que ele concorra ao Governo, em 2026. Em várias entrevistas que tem concedido, Cassol tem feito duras críticas ao ex-governador e atual senador Confúcio Moura. Acusou Confúcio, por exemplo, de ter endividado o Estado desnecessariamente, ao aceitar uma renegociação da dívida do Beron depois que ele, Cassol, tivesse conseguido, via judicial, segundo declarou, acabar com a conta que até hoje está sendo paga pelo Estado. Também bateu firme na decisão do então governador em fazer financiamentos para construir presídios, quando existe, para isso, o Fundo Penitenciário. Outro ataque duro do ex-governador e ex-senador se relacionou com a criação de onze áreas de reserva, via decretos de Confúcio (“na calada da noite”!, acusou) que hoje prejudica algo em torno de 1.700 famílias, conforme informou. “Ele tem fazenda em Goiás, depois de vender a sua aqui. Por que não transformou o que é dele numa área de reserva e foi fazer isso com gente pioneira, gente que foi para o mato e lá dentro, sofreu malária, doenças, ataque de cobra e tudo o mais”? Confúcio ainda não respondeu. O estilo Cassol voltou com tudo. Seus adversários que comecem a se preparar para enfrentar o discurso de um político que não teme falar duro com quem quer que seja.

Estado trabalha pela regularização fundiária de 21 mil lotes em 17 bairros de Porto Velho, segundo a Sepat

Mais de 21 mil lotes (a expressão faz parte da linguagem técnica, quando se trata de legalização de áreas e propriedades) devem fazer parte do programa de regularização fundiária do governo do Estado, envolvendo 17 bairros da Capital. Em todas as demais áreas, em Porto Velho, a responsabilidade é da Prefeitura, que vem fazendo o trabalho de legalização nos mais diversos setores. No que depende do Estado, áreas sob sua responsabilidade, bairros mais centrais como Pedrinhas e São João Bosco e outros na zona sul, estão entre os que os moradores começarão a receber a documentação definitiva dos seus imóveis. Já foram protocolados, na Secretaria Municipal  de Regularização Fundiária, Habitação e Urbanismo (Semur), nove projetos para a regularização. Além dos dois bairros citados, completam a relação das áreas que serão beneficiadas pela atuação da Secretaria de Patrimônio e Regularização Fundiária de Rondônia (Sepat) outros nove projetos de regularização, englobando os bairros Costa e Silva, Cohab etapas 4 e 5; bairros Universitário, Vila 10 de Junho, São Sebastião e bairro Nacional. O Núcleo Urbano Costa e Silva teve a análise realizada e o pedido de Reurb atendido. Os demais núcleos estão em fase de análise pela Semur. Segundo o titular da Sepat, David Inácio Filho, a determinação do governador Marcos Rocha é concluir o mais rápido possível todos os processos, porque a regularização fundiária, tanto na cidade quanto na zona rural, é prioridade da administração estadual.

Cristiane e a guerra contra o abuso das empresas aéreas, que nos impuseram uma crise que já dura dez meses

Dê uma missão à deputada Cristiane Lopes e espere resultados. Não há onde ela ponha a mão que não se dedique de corpo e alma. Seja em discursos vigorosos em defesa da família, da religião, contra o aborto; em batalha contra decisões do STF, no caso do jornalista preso, mesmo com câncer ou nas questões locais, como apoio, via liberação de emendas de até 4 milhões de reais, para ajudar a regularização fundiária, as mãos de Cristiane agarram com força todos os temas em que se envolve. Neste momento, seu espírito obstinado luta por encontrar soluções viáveis para a crise aérea que assola Rondônia, maltratada pelas companhias aéreas e ignorada pela ANAC. Uma das medidas foi apresentar projeto de lei na Câmara Federal, autorizando que empresas estrangeiras possam fazer voos na Amazônia, levando e trazendo passageiros em rotas que as nacionais se negam a atender. A proposta está andando nas comissões, com boas chances de aprovação. Mais recentemente, criou uma comissão, sob a liderança do advogado especialista em defesa do consumidor, Gabriel Tomasete, para uma mobilização permanente em busca de alternativas e soluções para o problema. Fazem parte também representantes da Fecomércio, Associação Comercial, Sebrae e Abav.  Numa primeira reunião (a próxima será nesta terça-feira, dia 9) serão debatidos temas como os graves prejuízos financeiros para os empresários; os casos de pessoas doentes que não conseguem viajar e como resolver essa questão não só da falta de voos, como também dos preços abusivos das passagens. Cristiane já avisou que, afora isso, manterá reuniões em Brasília, batendo em todas as portas onde possam haver respostas para o grave problema que assola o rondoniense há mais de dez meses, quando começou esse caos. A deputada garante: vai até o fim e não para enquanto não houver uma solução definitiva para todo o sofrimento que os viajantes rondonienses estão tendo, por culpa das empresas aéreas.

Perguntinha

Na sua opinião, as forças de segurança do país devem ser elogiadas ou criticadas, depois de gastos de seis milhões de reais, para a prisão de dois foragidos do Presídio de Segurança Máxima de Mossoró, recuperados depois de 50 dias de andanças de 1.500 quilômetros pelo nordeste e norte do país?






Outros destaques


+ NOTÍCIAS