“Lebrão é injustiçado e Júnior Gonçalves é perseguido pela Justiça e MP”, diz Redano

PORTO VELHO – A atual composição da Assembleia Legislativa é a pior de todas as nove anteriores, conforme disse, em discurso neste final de semana o insuspeito deputado Alex Redano (Republicanos), presidente do legislativo estadual. O discurso de Redano demonstra que de republicano ele só tem mesmo o partido ao qual é filiado.

Falando em um evento numa cidade do interior, Redano deixou claro que, apesar da Constituição estadual estabelecer que a principal finalidade dos deputados seja a fiscalização do governo, lembrou a aprovação de recente crédito suplementar solicitado pelo governador Marcos Rocha.

Ouça, veja o vídeo e tiram suas conclusões:

No discurso, Redano faz questão de lembrar a Marcos Rocha, presente à reunião, a parceria dos deputados que, conforme o presidente da ALE, deram um “cheque em branco” ao governador.

Só para lembrar, “cheque em branco” é um termo usado para identificar algo que se dá para alguém sem preocupação de fiscalizar o uso, como, comparativamente o eleitor faz a cada quatro anos ao votar neste ou naquele candidato.

No afã de agradar, o presidente do Poder Legislativo enfatiza que que o “cheque em branco” foi de 800 milhões de reais, ou aproximadamente 10% do orçamento estadual para 2021 que gira em torno de 8,6 bilhões de reais.

Mas não ficou só nessa confissão de renúncia ao que a lei determina seja de obrigação constitucional da Assembleia Legislativa. No discurso, Redano transformou em “santo” seu colega de plenário o deputado Lebrão, flagrado pegando dinheiro vivo, que seria pagamento de propina da empresa que recolhe lixo em pelo menos quatro cidade de Rondônia, mas principalmente, em São Francisco, sua base eleitoral à época administrada pela sua filha, Gislaine Lebrinha.

Se disse “emocionado” ao ouvir de Lebrão que se sentia injustiçado.

Para Redano, as filmagens mostrando Lebrão com a ‘boca na botija’ foi um ato de injustiça, estendendo a seguir elogios para outro ‘penalizado pela Justiça’, o chefe da Casa Civil do governo, Júnior Gonçalves.

Para ele os dois são injustiçados “por que trabalham” e “têm competência”. Ambos, conforme o presidente da Assembleia, são vítimas dos que os acusam.

Com a palavra o Ministério Público e o Tribunal de Justiça.



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