RO, Domingo, 03 de março de 2024, às 18:54



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Porque não pensaram nisso antes? Retomada com força no Brasil, a proibição de celular em sala de aula já vem tarde, atestam especialistas

Em Portugal, onde não há nenhuma norma centralizada a respeito do tema, a iniciativa partiu da sociedade

PORTO VELHO – A Unesco já sugeriu há tempos. Em vários países da Europa eles já são proibidos. A discussão no Brasil foi retomada com mais força recentemente, quando o prefeito o Rio de Janeiro baixou norma proibindo o uso de celulares dentro de escolas  municipais, afora em forma de uso pedagógico.

As justificativas são as mais diversas, mas todas convergem para um único ponto: evitar que o educando desvie a atenção da atividade-fim de sua presença na escola, o aprendizado.

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Num país onde uma pequena elite tem a possibilidade de estudar em escolas que, graças às mensalidades, podem trabalhar sistemas de uso de tecnologia com maior profundidade, defender isso é fácil. Mas quando a pessoa “sai da bolha” e bate de frente com o problema na escola pública aí questão gera outros problemas.

Há no mundo atual questões ligadas à tecnologia eletrônica cujo uso, inclusive, pode gerar problemas para o usuário, especialmente crianças, e uma justificativa meio acomodativa que se ouve de pais, para justificar crianças na pré-escola usando celular, é: “Se meu filho não usar o celular ele perde contato com o mundo”.

Mas usar em sala de aula também gera muitos problemas, um deles a falta de interação social. É comum ver-se grupos de estudantes durante, o recreio, “conversando” pelo celular, algumas muitas vezes com seu interlocutor a metros à sua frente ou, mesmo, a seu lado.

O celular também permite a velha e conhecida “cola”, só que agora em forma eletrônica, sem necessidade, como seus pais e avós faziam, de trocar bilhetes com pedidos de respostas (no papel), o que dificulta muito a fiscalização, haja vista que no celular é só dar “um clique” e a mensagem desaparece.

OPINIÕES

Em Portugal, onde não há nenhuma norma centralizada a respeito do tema, a iniciativa partiu da sociedade. Uma petição pública iniciada no primeiro semestre deste ano tem recolhido milhares de assinaturas de pais pedindo que o Ministério da Educação proíba os celulares nos recreios, para incentivar que as crianças se socializem cara a cara.

Adriana Martinelli, diretora de conteúdo do congresso Bett Brasil, evento que tem o foco em tecnologias para instituições de ensino, vê que toda a discussão em torno do tema é uma forma de encontrar um bode expiatório para um problema mais profundo da escola: a dificuldade em despertar o interesse dos mais novos.

“Proibir pode ser uma resposta emergencial para o outro extremo, que é o uso indiscriminado. Mas é só um paliativo. O que a gente precisa é garantir o engajamento do estudante no processo de aprendizagem”, diz.

(https://revistaeducacao.com.br/2023/07/18/uso-de-celulares-nas-escolas/)






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