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quinta-feira 29 julho 2021

Políticos usam dinheiro de reabrir rodovia Porto Velho-Manaus para engordar fundão eleitoral de quase 6 bilhões

O dinheiro deixado pelos deputados no orçamento para obras na BR-319 dá para asfaltar um trecho com a distância entre Porto Velho e Candeias, numa rodovia que tem 500 quilômetros para serem reasfaltado

Sérgio Pires

OPINIÃO DE PRIMEIRA – Cada vez mais vergonhoso, cada vez pior. Parece que estamos mesmo jogados nas mãos de políticos que nos desrespeitam. Os mais de 20 milhões de pessoas que vivem na Amazônia, têm sido considerados gente de segunda categoria. A não ser que o tema seja ONGs, seus interesses, questões indígenas e as causas ambientais, as demais necessidades do povo amazônida são consideradas como questões de terceira categoria. O caso do asfaltamento da BR 319 é sintomático e resume todo esse desprezo para com nossa região. Aconteceu de novo. Além dos ambientalistas de beira de praia, que ficam falando asneiras em salas com ar condicionado; nas ONGs internacionais, que querem o domínio sobre nossa floresta; de idiotas movidos por ideologia, agora são os próprios parlamentares que nos fazem de terceiro mundistas. O relator da LDO, aquela mesmo que destinou quase 6 bilhões de reais para o Fundo Partidário, deputado Juscelino Filho, do Maranhão, teve a petulância de retirar da Lei Orçamentária para o ano que vem, praticamente todas as emendas propostas para recursos de asfalto à 319. No final, o relatório autorizou uma ridícula quantia para a obra vital para toda população do Amazonas, Rondônia, Roraima e Acre, que, se confirmada, servirá para asfaltar apenas 20 quilômetros da rodovia. Algo como asfaltar um trecho da BR 364 entre Porto Velho, no Trevo do Roque e Candeias do Jamari.

O que se espera é que as bancadas federais dos quatro Estados que serão beneficiados pelo asfalto reajam, se unam e não permitam que esse crime perpetrado contra nossa região, não se consume. Assim como a população exige que os parlamentares que nos representam modifiquem, com seus votos, esse escândalo da multiplicação do bilionário fundo para partidos políticos, certamente cobrará também ações efetivas, no sentido de que esse ridículo valor destinado a uma obra gigantesca e extremamente vital para todos nós, seja multiplicado várias vezes. Certamente tirando essa gordura que tira sarro da cara do povo brasileiro, nossos parlamentares poderão passar recursos para que a 319 não fique, mais uma vez, apenas no projeto. O governo federal quer fazer a obra e a prometeu. O Ministério da Infraestrutura jura que vai concluir todo o asfaltamento. Mas, se não houver dinheiro no orçamento, tudo ficará, como tem ficado pelo menos nos últimos 30 anos, apenas em promessas vãs. Protestar, gritar, mandar mensagem exigindo oposições firmes dos nossos representantes, certamente ajudará a modificar essa decisão absurda e digna de vaias, do representante do Maranhão.  Que a besteira inominável que ele cometeu, seja logo corrigida!

AMORIM PASSA DE VÍTIMA A DENUNCIADO COMO INVASOR DE RESERVA LEGAL

O ex-senador e duas vezes prefeito de Ariquemes, Ernandes Amorim, percorreu gabinetes em Brasília e foi à mídia, protestar contra grupo criminoso que invadiu suas propriedades e que o ameaçava de morte. Pediu investigação, pediu apoio da Polícia Militar e do governo rondoniense, pediu apoio do Ministério da Justiça. Jamais foi ouvido.  Nunca houve qualquer ação para descobrir quem são os falsos sem-terra que o atacavam. Mas, no final, sobrou para ele, Amorim. Agora, o promotor Alan Castiel Barbosa, da 15ª Promotoria de Justiça, determinou abertura de inquérito contra o ex-senador, porque seria ele o invasor de terras da União e não os bandidos que o ameaçam. Segundo o representante do MP, Amorim teria tomado para si terras protegidas, em áreas pertencentes à Reserva Extrativista Jacy-Paraná, localizada entre Nova Mamoré, Buritis e Porto Velho. De denunciante a denunciado, Amorim agora terá que responder na Justiça sobre as áreas que, segundo a denúncia, ele teria invadido ilegalmente. Já contra os falsos sem-terra que o atacaram, não há qualquer denúncia.

 SOBRINHO, EPIFÂNIA E EDSON CONDENADOS PELO CASO MOJUCA, DE 2005

É decisão de primeira instância – portanto cabe recurso – mas o juiz Haruo Misusake, da 1ª Vara da Fazenda Pública, sentenciou a perda dos seus cargos como servidores públicos, do ex-prefeito de Porto Velho, Roberto Sobrinho; da então sua secretária de Educação, a também da ex-deputada Epifânia Barbosa e do professor e empresário Edson Silveira. A decisão judicial atende pedido do Ministério Público e incluiu também a perda do direito de contratar com o poder público, além da perda dos direitos políticos do trio. O caso é de 2005, quando Sobrinho comandava a Prefeitura da Capital e teria contratado (irregularmente, segundo a denúncia do MP, acatada pela Justiça), 300 vagas no colégio Mojica, então propriedade do seu amigo e correligionário Edson Silveira. Epifânia teria abonado a negociação. Essa é uma das dezenas de denúncias feitas pelo MP contra Sobrinho. Muitas vezes condenado em primeira instância, ele foi inúmeras vezes absolvido em instâncias superiores. Nesse caso, a sentença também pode ser contestada. Roberto Sobrinho foi duas vezes Prefeito de Porto Velho e foi preso pouco antes de encerrar seu segundo mandato, quando tinha quase 70 por cento de aprovação dos porto-velhenses.

CHEGAM MAIS 27.500 VACINAS. JÁ SÃO 1 MILHÃO E 50 MIL DOSES

Com a chegada de mais 27.530 doses nesta terça-feira (17.200 Astrazeneca e 10.300 Coronavac), Rondônia supera o 1 milhão e 55 mil vacinas. Toda a semana, o volume que nos é enviado pelo Ministério da Saúde tem crescido um pouco, melhorando substancialmente o total de imunizantes à disposição das Prefeituras, para aplicar na população. Já vacinamos, até o domingo, quase 620 mil pessoas com a primeira e mais de 200 mil na segunda. Ainda é pouco? Claro que é. Mas há o que se comemorar, até porque há algumas semanas atrás, os números da imunização registrados oficialmente pelo Ministério da Saúde estavam perto do ridículo. A vacinação, certamente, está melhorando a situação no nosso Estado, como o está no Brasil todo. Tivemos, no final de semana, apenas dois óbitos, com 123 casos novos no sábado e 70 no domingo. Pode-se sim ter esperanças e comemorar, mas nada de descuido. No Boletim 486, da segunda-feira, foram 100 novos casos e apenas uma morte, registrada em Buritis.

TENTANDO LACRAR, DEPUTADO PETISTA FALA BESTEIRA SOBRE VACINAS

Falando bobagem, o deputado baiano Jorge Solla, do PT, chegou à incrível conclusão de que Rondônia já recebeu vacinas suficientes para imunizar toda a sua população. Na ânsia de criticar o governo e o Ministério da Saúde, o parlamentar cometeu essa bobagem. Disse, aliás, o mesmo sobre Tocantins. Tanto nós como o mais jovem Estado brasileiro, temos população aproximada (na faixa de 1 milhão e 750 mil) e também o da chamada “população vacinável” (cerca de 1 milhão e 300 mil pessoas). Ora, recebemos até agora um pouco mais de 1 milhão de vacinas. Para imunizar todos os que estão no grupo “vacinável”, com as duas doses, qualquer conta simples de Matemática, apenas em Rondônia, exigiria pelo menos 2 milhões e 600 mil doses. Bem mais que o dobro do que já chegou. O parlamentar baiano cobrou do ministro Marcelo Queiroga, distribuição proporcional das doses, como se não soubesse que isso está sendo feito dentro de critérios rigorosos, desde o início da distribuição das vacinas. No final das contas, querendo lacrar, errou feio e ainda demonstrou, claramente, que não conhece o próprio país, a não ser, claro, aquele pequeno meio que, infelizmente, o elegeu.

CONFÚCIO TAMBÉM FALA COM HILDON SOBRE UMA CANDIDATURA PARA 2022

O MDB anda esticando os braços para abraçar Hildon Chaves. O partido, ainda o maior de Rondônia, não tem, até agora, um nome de peso para disputar o Governo no ano que vem e tem “namorado” o prefeito da Capital. Os primeiros contatos foram feitos pelo presidente regional do partido, o deputado federal Lúcio Mosquini. Agora, outro peso pesado do emedebismo regional procurou o prefeito da Capital, para novo bate papo. Claro que, oficialmente, a conversa girou sobre o apoio do senador Confúcio Moura a Porto Velho, com emendas e outras parcerias, o que também aconteceu. Nos bastidores, contudo, sabe-se que a eleição de 22 teve importante parcela do papo. Confúcio, aliás, não poupa elogios a Chaves, chegando a afirmar que “seria uma honra para o MDB, ter um nome como Hildon Chaves para concorrer ao Governo”. Hildon, contudo, ainda não definiu seu futuro. Também jamais chegou a cogitar, ao menos publicamente, uma eventual saída do ninho tucano. Por enquanto, ele não dá qualquer indício de seus passos no futuro. Por enquanto, o que se sabe é que ele é uma das lideranças importantes do PSDB e que estaria “fechado” com uma eventual candidatura de Marcos Rogério ao governo. O MDB, contudo, não vai desistir do Prefeito porto-velhense!

SINDICATO E CRM NÃO DEVIAM SER OUVIDOS ANTES DE SE CONTRATAR MÉDICOS?

Não é o primeiro caso e nem o último. Já aconteceu aqui mesmo, perto de nós e em vários estados brasileiros. Falsos médicos, utilizando diplomas e registros fajutos, por incrível que pareça, conseguem contratos com governos e, para pânico dos doentes, não só “tratam” deles, como receitam e, sabe-se lá mais o que! Nesta semana, a Sesau, a secretaria estadual de saúde, descobriu uma falsa médica, contratada em meados de maio, atendendo no Cero, onde estão internados pacientes com a Covid 19. Ela utilizou um diploma falso e o registro de uma médica da Bahia, para conseguir um contrato emergencial. Chegou a receber um salário do Estado, nesse período. A mulher tinha frequentado a faculdade de Medicina, mas jamais se formou. Como casos assim não são incomuns, não seria mais lógico, antes de contratar um profissional para esse nível de atendimento aos doentes, realizar uma pesquisa em parceria com o Sindicato Médico do Estado? Ou com o Conselho Regional de Medicina? Ou ambos? Aceitar a contratação de um médico exige profunda investigação sobre quem ele é, de onde veio, onde se formou, enfim, para se ter toda a segurança de quem irá cuidar dos doentes.

NO MEIO DA PANDEMIA, BRASIL BUSCA RECORDE DE MEDALHAS EM TÓQUIO

Será uma Olimpíada completamente diferente de todas as realizadas desde 1896, em Atenas, quando começaram as competições da era moderna. Cento e cinco anos depois, Tóquio recebe milhares de atletas de vários países, inclusive o Brasil, que mandará a maior delegação de todos os tempos, 301 de duas dezenas de modalidades. A pandemia que assola o mundo, já transferiu os Jogos de 2020 para um ano depois. Infelizmente, no Japão – e na sua Capital, Tóquio – o número de casos voltou a crescer de forma preocupante, a tal ponto que serão raras as competições com a presença de público. O Brasil chega ao território japonês com o objetivo de superar seu recorde em medalhas, acima das 19 conquistadas na Olimpíada do Rio de Janeiro, em 2016. Naquele ano, conquistamos sete medalhas de ouro, seis de prata e seis de bronze. Durante a competição, que será aberta oficialmente na sexta, dia 23 e vai até 8 de agosto, temos chances de medalhas de ouro em esportes como futebol, vôlei feminino e masculino; boxe, vela, judô e ginástica artística, entre outros. Mesmo sendo uma competição toda diferente, pelas circunstâncias, ainda é uma Olimpíada. Vale a torcida pelo Brasil!

PERGUNTINHA

Você acha que a diminuição de casos de internação e mortes pela covid 19 em Rondônia deve-se à vacinação que tem aumentado ou a causa é próprio vírus, que estaria perdendo sua força?

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