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segunda-feira 25 outubro 2021

PF prende bando que despachou 1 tonelada de cocaína na conexão Porto Velho-Fortaleza

Justiça manda prender 42 e fazer 60 buscas e apreensões em Rondônia e mais quatro estados

PORTO VELHO – A Polícia Federal deflagrou nesta manhã desta quarta-feira a ‘Operação Alcance’, para desarticular um esquema de envio de carregamento de drogas de Rondônia para a cidade de Fortaleza (CE), assim como núcleo voltado à lavagem de capital proveniente do tráfico sediado em Porto Velho.

Aproximadamente 200 policiais federais cumprem os 102 Mandados Judiciais, sendo 42 de Prisão Preventiva e 60 de Busca e Apreensão. Há ordem judicial de bloqueio de valores bancários, demandados pela Vara de Delitos de Tóxicos de Porto Velho.

Os mandados judiciais estão sendo cumpridos em seis cidades diferentes, sendo Porto Velho, Cacoal, Guajará-Mirim, Fortaleza (CE), Boa Vista (RR) e Santa Luzia (MG).

As investigações foram iniciadas em agosto de 2020 com a finalidade de identificar a participação dos integrantes da Organização Criminosa (Orcrim) sediada em Porto Velho e liderada por indivíduo foragido condenado em 2015 a aproximadamente 40 (quarenta) anos de prisão por tráfico, associação e lavagem de dinheiro.

Durante as investigações constatou-se que os integrantes do grupo criminoso atuavam em duas frentes: um núcleo responsável na remessa de droga através de carretas para o Estado do Ceará e outro na ocultação do patrimônio. Após o cumprimento do mandado de prisão do líder da OrCrim em novembro de 2020 quando usava documento falso, descobriu-se a magnitude das transações.

Sete remessas de drogas foram apreendidas totalizando cerca de uma tonelada de cocaína. O dinheiro da droga era recebido de forma dissimulada em contas bancárias de interpostas pessoas e empresas, sendo que estas recebiam aproximadamente 3% do valor movimentado. Além das inúmeras identificadas, em uma delas a OrCrim chegou a receber R$ 1.500.000,00 no interstício de 15 dias.

Há empresa com movimentação financeira de aproximadamente R$ 85.000.000,00 em 2020 sem sequer possuir sede física. Parte do patrimônio estava sendo ocultado através de postos de gasolinas, empresas, garagem de veículos, sítios, jet-ski e imóveis de luxo.

Os presos, após serem ouvidos pela Polícia Federal, serão encaminhados para o sistema prisional, onde aguardarão pronunciamento da Justiça sobre as acusações de tráfico interestadual de drogas, organização criminosa e lavagem de dinheiro. cujas penas somadas podem chegar a mais de 40 anos de prisão.

O nome da Operação é atinente aos esforços despendidos para alcançar os integrantes e o líder da organização criminosa foragido da Justiça desde o ano de 2015.

Fonte: Assessoria PF-RO

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