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Rondônia, quarta-feira, 25 de maio de 2022, às 18:30





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PÉSSIMO EXEMPLO – Obra iniciada há 20 anos e abandonada pela Unir em Guajará mostra como dinheiro público é jogado no lixo

O conjunto de 'prédios fantasmas' no Distrito de Iata seria o Hotel Escola de Ecoturismo, para alunos do campus de Guajará-Mirim

GUAJARÁ-MIRIM – Quem chega ao bucólico e quase esquecido distrito de Iata, nas barrancas do rio Mamoré e no traçado da estrada de ferro Madeira-Mamoré, em Guajará-Mirim, tem duas visões imediatas: uma do lado boliviano, para além do rio e outra – do lado brasileiro mesmo – de um conjunto de prédios abandonados, que a população chama de ‘prédios fantasmas’.

Autêntica obra fantasma, exemplo claro de como se joga fora (ou desaparece sem explicações?) o dinheiro do contribuinte, está presente no complexo de prédios construídos no distrito de Iata, em Guajará-Mirim, para servir de “Hotel Escola de Ecoturismo vinculado ao curso de Administração, na época com ênfase em Gestão Ambiental e Ecoturismo, daquele município”.

Em explicação intitulada “Nota a Sociedade sobre o Hotel Escola de Ecoturismo no Distrito de Iata”, publicada em 2013 no site da Unir, fica-se sabendo que tudo começou em 2002, conforme “convênio Nº 046/2002 para construção de Hotel escola no Distrito do Iata”.

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Os participantes citados foram “a Superintendência da Zona Franca de Manaus – Suframa como Concedente, a Fundação Rio Madeira – Riomar como Convenente e a Universidade Federal de Rondônia- Unir como Interveniente”, mas a obra não foi além da construção de prédios, abandonados a seguir.

É só entrar no distrito do Iata para ver que, como muitas obras públicas no Estado, também a do pretendido hotel ficou apenas na proposta. Algumas das áreas já foram invadidas, a falta de uso, e de conservação do que foi construído cobra seu preço.

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Enquanto isso, moradores do Iata chegam a dizer que o local está cheio de fantasmas.

Quanto ao resto, este expressaorondonia solicitou informações à Unir e continua esperando pelas respostas, como também poderia se posicionar o Tribunal de Contas da União sobre a verba e de que parcela do valor foi usada.

www.expressaorondonia.com.br

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