SÃO PAULO — O delegado Alexandre Bento, do 42° Distrito Policial do Parque São Lucas, em São Paulo, afirmou, nesta segunda-feira, 9, que o gerente da academia C4 Gym – onde morreu Juliana Faustino Bassetto e outras duas pessoas passaram mal após participarem de aulas de natação – disse que o responsável pela manutenção da piscina do estabelecimento era o manobrista do local.

Segundo as investigações, o homem – que não teve a identidade revelada – fez uma mistura de produtos químicos e a levou para a área da piscina. A intenção era esperar acabar a aula das 13h30.
De acordo com a polícia, após deixar o balde com a mistura na área, o homem saiu do local. Como o lugar é fechado, a solução começou a exalar gases, o que fez com que as pessoas presentes fossem asfixiadas.
A primeira pessoa a perceber o problema, segundo as investigações, foi Vinícius de Oliveira, marido de Juliana.
Ele avisou os demais alunos e pediu para que todos saíssem da piscina. No total, havia nove pessoas na aula, além do professor.
Até o momento, Vinicius permanece internado em estado grave. Um adolescente de 14 anos respira com a ajuda de aparelhos.
Outras duas vítimas chegaram a passar por atendimento médico e receberem medicação, mas foram liberadas.
O professor que dava a aula de natação chegou a se sentir mal, mas não procurou auxílio médico.
Polícia investiga negligência
De acordo com o delegado, em tese, houve negligência da empresa. A Polícia Civil teve acesso aos documentos que confirmaram que a academia não possuía alvará de funcionamento e também tem instalações elétricas precárias.
Bento também afirmou que, embora seja uma academia antiga de bairro, a nova administração cuida do local há cerca de dois anos.
Nesta segunda-feira, a Polícia Civil irá analisar as imagens das câmeras de segurança que registraram o momento em que o funcionário deixa o produto químico na área da piscina.
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