
PORTO VELHO – Na coluna da semana passada, tratei sobre a dificuldade para agendar uma consulta com um ginecologista para minha mulher na rede credenciada do Ipam (Instituto de Previdência e Assistência dos Servidores Públicos do Município de Porto Velho). Em resposta à minha reclamação recebi uma mensagem pelo WhatsApp da gerência médica do instituto dizendo que compreendia a situação e, de quebra, convidou-me para comparecer ao órgão a fim de conversar pessoalmente sobre o assunto.
Registro, por uma questão de justiça, a atenção dispensada, porém, o que eu gostaria mesmo era que a atual diretoria do Ipam pegasse a dinheirama da assistência médica e investisse na expansão dos serviços e melhoria do atendimento médico-hospitalar.
Afinal, é para isso que serve o plano de saúde, ou seja, garantir acesso à assistência médica de qualidade, para atender às necessidades do interesse público. A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) lista procedimentos mínimos que devem ser obrigatoriamente seguidos pelos planos de saúde para reduzirem os erros e melhorarem o atendimento à clientela.

Reforço, porém, que não é justo colocar a responsabilidade pelo caos na assistência médica do Ipam na conta do prefeito Léo Moraes. Isso seria uma tremenda injustiça, considerando que ele está no cargo há dezoito meses, mas, convenhamos, alguém precisa fazer alguma coisa para, pelo menos, aliviar o fardo nos ombros de filiados e dependentes, que estão exaustos e já manifestam a sua impaciência diante de tanto descaso.
Sempre que um novo presidente do Ipam assume a retórica é a mesma, como se o ungido tivesse uma porção mágica, um método diferente, um coelho na cartola, mas nunca consegue tirá-lo de dentro. No fundo, há muita encenação e pouca ação.
Enquanto isso, o segurado segue a via-crúcis da humilhação sempre que precisa marcar uma consulta ou realizar um exame de alta complexidade.
Até quando?
*É servidor público aposentado e analista político









