RO, Domingo, 14 de abril de 2024, às 0:06



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Mariana tenta atrair o MDB para seu projeto de disputar a Prefeitura da capital nas eleições deste ano. Vai colar?

Emancipações voltam à pauta por sugestão do presidente da Assembleia. Marcelo Cruz quer mobilização 

Sérgio Pires

OPINIÃO DE PRIMEIRA – Foi com porta fechada. Uma longa conversa. De um lado, a ex-deputada federal Mariana Carvalho, virtual candidata à Prefeitura de Porto Velho. Do outro lado da mesa, o presidente municipal do MDB, Williames Pimentel. Oficialmente, nenhuma declaração das duas partes. Nos bastidores, ouve-se que nunca esteve tão próxima uma parceira política entre Mariana, Hildon Chaves e seu grupo político e os emedebistas.

Claro que é apenas um exercício de futurologia, mas desde que Mariana encontrou-se com Confúcio Moura, o poderoso senador que está coordenando, com o OK de Pimentel, as negociações políticas para a sucessão municipal em Porto Velho, se havia algum entulho pelo caminho, eles foram retirados pelas conversas que continuaram avançando.

Sabe-se que Mariana estaria pensando que poderia vir do MDB seu vice, numa composição que traria para o lado dela um partido forte, organizado, que tem militância e que quer eleger o máximo de prefeitos. Onde não tiver nomes fortes, apontados em pesquisas com possibilidades reais de eleição, os emedebistas querem fazer alianças para eleger o máximo de vice-prefeitos, assim como vereadores. É neste contexto que Mariana e o MDB estão conversando.

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    Com 45 mil votos na capital, Fernando Máximo também

           se movimenta por uma candidatura a prefeito

Embora não esteja numa pré-campanha aberta, como já está Mariana, o deputado federal e ex-secretário de saúde, Fernando Máximo, nome fortíssimo para outubro, também se mexe. Tem mantido contato com várias lideranças políticas, em conversas pessoais e por telefone ou internet. Segundo um assessor, o deputado federal, aliás o mais votado em Rondônia, contudo, mesmo envolvido na possibilidade de ser candidato a Prefeito de Porto Velho, não descuida em nada do seu mandato em Brasília. O ex-secretário de saúde tem aparecido bem em todas as pesquisas. Ele fez 85.604 votos para ser eleito o de melhor performance na última eleição, dos quais 45.210 ( ou seja,  52 por cento de toda a sua votação) foi conquistada na Capital. Para se ter ideia, o seguindo mais votado e também eleito deputado federal, Maurício Carvalho, teve 19.675 votos. A maior dificuldade de Fernando, por enquanto, é seu partido. O União Brasil, comandado pelo chefe da Casa Civil, Junior Gonçalves e que tem como principal liderança o governador Marcos Rocha, ainda não bateu o martelo se apoiará Mariana, do Republicanos ou seu filiado, Fernando Máximo. Tudo vai depender do andamento das relações do Palácio Rio Madeira/CPA com o Palácio do Prédio do Relógio. Neste momento, as relações são amistosas, apenas.

Emancipações voltam à pauta por sugestão do presidente da Assembleia. Marcelo Cruz quer mobilização 

Dos 52 municípios de Rondônia, 33 deles têm população menor do que a da Ponta do Abunã, na divisa com o Acre. Quatro localidades (Extrema, Nova Califórnia, Vista Alegre e Fortaleza do Abunã) somam mais de 16 mil moradores. Tornada município, a região teria um PIB dos mais respeitáveis, já que hoje, seu agronegócio que só cresce e sua economia, são responsáveis por cerca de 30 por cento de toda a arrecadação da sede, o município de Porto Velho. A Ponta do Abunã produz muito, contribui muito e recebe pouco em troca. Embora nos últimos tempos a situação tenha melhorado, como a Prefeitura vai atender todas as necessidades de um território gigantesco, que fica cerca de 220 quilômetros do prédio do Relógio, onde está a base do governo municipal? As emancipações voltaram à pauta de Rondônia por iniciativa do presidente da Assembleia Legislativa, o deputado Marcelo Cruz. Quando da solenidade de posse de Laerte Gomes no comando do Parlamento Amazônico, entre outros temas importantes que o legislativo rondoniense deve abraçar este ano, o presidente da ALE escolheu o tema das emancipações como prioridade. Marcelo citou, no pacote de possibilidades reais de emancipação, também o distrito de União Bandeirantes. Inclui-se aí, claro, Tarilândia, distrito de Jaru, que está pronta, feita, construída, montada, para sua transformação em município.

De todas as regiões aptas para a emancipação, certamente a Ponta da Abunã é a que está com toda a estrutura montada. Foi, desde seu surgimento, uma área recheada de polêmica. Quase causou um confronto militar entre as polícias militares de Rondônia e a do Acre, quando o então governador rondoniense Jerônimo Santana mandou tropa para lá, porque o Acre estava tomando a região, na medida em que prestava ali praticamente todos os serviços. Foi necessária a intervenção do STF, em 1977, quando deu ganho de causa ao nosso Estado. Os quatro distritos já poderiam estar emancipados há muitos anos. E ainda há a questão de União Bandeirantes, que em menos de 15 anos já tem a estrutura necessária para ser um município. Marcelo Cruz tocou na ferida, ao trazer de volta o debate em tema tão importante. O presidente da Câmara Municipal, vereador Márcio Pacele, também apoia a emancipação da Ponta do Abunã, onde tem uma atuação destacada. A verdade é que precisamos sim, batalhar para que as emancipações, onde elas são possíveis e necessárias, sejam concretizadas.  Não é possível mais vivermos neste contexto de injustiças, em que comunidades produzem, dão duro e participam da riqueza de grandes cidades, enquanto elas mesmas sofrem com a falta de serviços e estrutura. O Marcelo está certo!

União Brasil elege novo presidente e reafirma liderança de Marcos Rocha e Júnior Gonçalves em Rondônia

Por falar em União Brasil, cessaram os comentários maliciosos, alguns até acima do tom republicano, ouvidos nos bastidores e eventualmente em troca de mensagens de adversários, de que o União Brasil, em Rondônia, poderia trocar de mãos. Papo furado. Conversa pra boi dormir. Nunca a liderança do governador Marcos Rocha e do presidente regional, Júnior Gonçalves, esteve tão sólida no partido. Ambos estiveram na eleição e posse do novo presidente nacional da sigla, o advogado Antônio de Rueda, em Brasília, dias atrás. Na ocasião, o ex-prefeito de Salvador, ACM Neto, um dos grandes nomes da política brasileira, foi escolhido como vice-presidente. Tanto Rocha quanto Júnior celebraram a vitória de Rueda, amigo pessoal de ambos. Várias fotos, com o trio sorridente, foram divulgadas na mídia e nas redes sociais, destacando a proximidade dos rondonienses com o novo presidente nacional do União Brasil. O chefe da Casa Civil chegou a divulgar, no Instagram, mensagem a Rueda: “conte conosco em Rondônia, para fazer um partido forte, que leve valores para a sociedade”. Júnior também integra o diretório nacional. Em nível estadual, a sigla se prepara para as importantes eleições municipais que se aproximam.

Bagattoli e sua luta pelos pequenos produtores; seus elogios a Bolsonaro e as duras críticas contra as ONGs da Amazônia

Jaime Bagattoli não escolhe tema para debater. E quanto se tornar um crítico, não poupa palavras. Ao participar do programa Papo de Redação (com os Dinossauros da Parecis FM) ele respondeu perguntas sobre Bolsonaro, a quem não poupa elogios, por sua liderança no país;  sobre o asfaltamento da BR 319, que considera de extrema necessidade para a região e o país; a luta pela regularização de 68 mil pequenas propriedades no Estado e a preocupação com a privatização da BR 364, que teme que pode encarecer muito o custo do transporte e o preço final dos produtos ao consumidor, pela previsão de muitos pedágios. existência de muitos pedágios. Bagattoli destacou o evento de domingo, em São Paulo, onde esteve ao lado de Bolsonaro, de quatro governadores, vários senadores e cerca de 80 deputados federais. Arrumou uma confusão, ao criticar duramente a imprensa. Esclareceu que se referiu à grande mídia e principalmente à Globo, enquanto fez questão de elogiar o trabalho jornalístico da imprensa de Rondônia. O senador do PL fez duras críticas às ONGs que atuam na Amazônia, embora tenha feito questão de não generalizar. Dessas organizações que mandam e desmandam na nossa floresta, destacou, há uma minoria que se preocupa com o povo, mas pelo menos 95 por cento delas, deixou claro, “são nocivas”. Bagattoli abordou vários outros assuntos, no bate papo com os Dinos.

Em rede nacional, coronel Vital fala da participação direta no combate ao crime e no assassinato dos pais, há seis anos

Não é um secretário de segurança que fica no gabinete. É diferente. O Coronel Felipe Vital, que caminha para completar dois anos à frente da Sesdec, tem participado pessoalmente de ações policiais. Para se ter ideia, apenas nesta semana, em três ocasiões diferentes, ele participou de operações policiais que prenderam três criminosos, uma delas depois de uma fuga alucinada pelas ruas de Porto Velho e outra no Baixo Madeira. Vital foi atração especial, nesta semana, no programa Alerta, em rede nacional, da TV a Crítica de Manaus, comandado por um dos apresentadores mais divertidos, talentosos e polêmicos da TV brasileira, Sikêra Júnior. Na ocasião, entrevistado em Porto Velho pelo repórter Marcos Sales, o secretário contou, além de suas participações diretamente em ações da polícia, um acontecimento que surpreendeu a todos: o assassinato dos próprios pais, em Boa Vista, ocorrido em 2018. Até agora o duplo crime não foi desvendado e nem os bandidos presos, lamentou o Coronel Vital, conversando com o famoso apresentador. Sikêra Júnior não poupou elogios ao secretário rondoniense, chamando-o de “homem de bem, indo e voltando” e lamentou profundamente a tragédia que se abateu sobre a família do Coronel, fato que até há pouco era do conhecimento de poucas pessoas em Rondônia.

Pressão pelo asfalto da BR-319 aumenta muito, mas poderio das ONGs e sua rainha continuam impedindo a obra

Afinal, a BR 319 vai continuar do jeito que está, até que não seja mais possível o reasfaltamento, há anos exigido por milhões de amazônidas, simplesmente ignorados por decisões da ministra Marina Silva, por suas amigas ONGs internacionais; por ambientalistas em geral; por ações do Ministério Público Federal e seguidas decisões judiciais? A pressão pela obra, que é a única ligação por terra entre Manaus, Porto Velho e o restante do Brasil, para quem sai da Capital manauara, está cada vez mais forte. Segundo o senador Jaime Bagattoli, toda a bancada do Amazonas está integrada à batalha pelo asfalto na BR. Recentemente, o vice-presidente da República, Geraldo Alkmin, esteve em Manaus e foi pressionado pelo governador Wilson Lima e por representantes da bancada federal, para que apoie a iniciativa e ajude a pressionar, em virtude do poderio das ONGs, que continuam impedindo o andamento da obra, com aval da ministra do Meio Ambiente, Ibama e outros organismos oficiais. Os cerca de 400 quilômetros do chamado Trecho do Meio da BR-319 continuam empacando o desenvolvimento da região e isolando o Amazonas do restante do Brasil. A força do lado do bom senso e dos interesses da imensa maioria da população é grande, mas maior ainda é o poderio das ONGs, cuja Rainha, Mariana Silva, ouve seus amigos e não aqueles que sofrem o isolamento. Tenhamos esperança, como citou Bagattoli!

Quem furta energia corre risco de ser preso e pagar caro. Só nesta semana, mais três foram pegos

Não foi só coincidência. Há poucos dias, o diretor da Energisa, Fernando Corradi, avisou, durante encontro com jornalistas, que o combate ao furto de energia estaria entre as prioridades da empresa, para este ano. Os aproveitadores, que mexem nos medidores ou utilizam ligações clandestinas, causam prejuízos ao Estado de pelo menos 100 milhões de reais anualmente, sem contar o risco de vida para quem utiliza este estratagema ou para pessoas que podem sofrer graves problemas, ao tocarem em ligações expostas, por exemplo. Só nesta semana, com apoio da Polícia Técnica, foram descobertos pelo menos três casos de grandes desvios de energia. Uma cerâmica pagava valores irrisórios sobre a energia consumida, assim como uma panificadora, também de grande porte e um estabelecimento apenas denominado como centro de estética. Os proprietários foram detidos, levados à Delegacia e além de responder processo (o furto de energia é crime!) terão que ressarcir os prejuízos e pagar pesadas multas.  Segundo números oficiais, a energia furtada em Rondônia poderia abastecer cerca de 51 mil casas populares. Imagine-se só o tamanho da roubalheira! Agora, o combate vai ser intensificado ainda mais. Fora, ladrões de energia!

Em Ji-Paraná, tudo passa por Isau. Se ele for candidato, a reeleição está próxima. Se não for, quadro todo pode mudar

Como anda a sucessão na segunda maior cidade do Estado? Como em Porto Velho, a política ferve em Ji-Paraná. Por lá, a situação é um pouco diferente, porque depende ainda da situação do prefeito Isau Fonseca, que é candidatíssimo a um segundo mandato e só não concorreria caso fosse impedido por decisão judicial. Se a eleição fosse hoje e Isau pudesse disputar, suas chances para mais um mandato seriam imensas. Se ele não for, quem vai? Bem, aí o quadro muda. Um nome que andou sendo citado nos últimos dias, para entrar na corrida municipal, já avisou que não concorrerá. Trata-se da deputada federal de segundo mandato Sílvia Cristina, do alto dos seus mais de 65.012 votos. Ela avisou que não será candidata, mas que participará ativamente da campanha. Não definiu ainda quem apoiará, porque o PL ainda não divulgou qual será seu candidato para outubro. Outro nome que teria enormes possibilidades de eleição seria o de Laerte Gomes. O presidente do Parlamento Amazônico e líder do governo na Assembleia, contudo, só decidirá entrar na disputa caso Isau não seja candidato. Jesualdo Pires é daqueles personagens que há que se destacar, sempre que se fala em política de Ji-Paraná, por tudo o que fez por sua cidade, em dois mandatos como Prefeito. Mas ele ainda não se decidiu. Portanto, pelos lado ji-paranaenses, há muito mais dúvidas do que certezas, a essa altura do campeonato!

Perguntinha

Qual sua opinião sobre o que aconteceu com o jornalista português Sérgio Tavares, que teve seu passaporte apreendido por quatro horas e foi interrogado pela Polícia Federal, como se fosse criminoso, apenas sobre assuntos da política brasileira, no aeroporto, quando chegava para cobrir a passeata dos 750 mil na avenida Paulista?






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