LUTA PELO OURO – PF e Ibama destroem dragas de $ 4 milhões, em combate ao garimpo no Rio Madeira

As investigações prosseguem para identificar os financiadores, operadores logísticos e receptadores

PORTO VELHO – Dragas avaliadas em até 4 milhões de reais foram para o fundo do rio Madeira, nesta sexta-feira, 30, durante uma ação da Polícia Federal contra a garimpagem ilegal no trecho não navegável do rio, acima da usina hidrelétrica Jirau. A Polícia Federal (PF) e o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), deflagraram a segunda fase da ‘Operação Nêmesis’, com objetivo de combater a extração ilegal de ouro no Rio Madeira.

De acordo com a PF, foram inutilizadas 20 dragas industriais, cada uma avaliada em mais de R$ 4 milhões, três rebocadores, uma balsa de diesel, 37 motores industriais de grande porte, 10 motores médios e quatro geradores industriais de grande porte.

Madeira abaixo ou Madeira acima, este é mais um capítulo do que lembra brincadeira de gato e rato dos órgãos ambientais e os investidores do garimpo, enquanto a sociedade não decide debater e resolver esta questão definitivamente.

 

O que chamam atenção nestas seguidas operações contra a atividade garimpeira, com recursos públicos aplicados em ações que parecem não surtir nenhum efeito – já que outras ocuparão o lugar das que foram destruídas –  é a indiferença da classe política, que, com raras exceções, ignoram o problema, enquanto o país perde bilhões em arrecadação. Por quê todos se negam a encarar e resolver esta questão?

Imagens divulgadas pela Polícia Federal (PF) mostram as dragas em plena operação de extração ilegal de ouro no rio Madeira.

Veja o vídeo:

 

A fiscalização concentrou-se exclusivamente a cerca de 27 km acima da barragem de Jirau, onde balsas e dragas operavam sem licenciamento ambiental ou permissão de lavra garimpeira da Agência Nacional de Mineração (ANM).

Durante as investigações, a PF obteve imagens de satélite mostrando a movimentação do garimpo clandestino desde abril de 2025.

A ação policial é amparada pelo decreto nº 6.514/2008, que prevê que, em caso de impossibilidade técnica de remoção os equipamentos devem ser destruídos, dado ao risco que a permanência deles traz ao meio ambiente.

Durante as abordagens, os agentes recolheram mercúrio utilizado na separação do ouro, armas de fogo e equipamentos de queima de amálgama. O uso de mercúrio é proibido, conforme determina o decreto nº 97.507/1989 e a Convenção de Minamata, ratificada pelo decreto nº 9.470/2018. Além do contágio tóxico das águas e populações ribeirinhas, a atividade ilegal provocava o assoreamento das margens do Rio Madeira.

As investigações prosseguem para identificar os financiadores, operadores logísticos e receptadores do metal precioso. Os suspeitos poderão responder pelos crimes de extração mineral não autorizada, usurpação de bens da União, uso indevido de substâncias tóxicas e associação criminosa.

Com informações da Assessoria

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