Hora de decisão – Valdemir Caldas

A população precisa estar aberta, entregue às forças criadoras da espontaneidade espiritual

Valdemir Caldas*

PORTO VELHO – Os candidatos ao governo de Rondônia estão nas ruas, nos bairros, vilas e distritos, nos debates televisivos e programas eleitorais. Em outubro próximo, o rondoniense será chamado para fazer uma verdadeira opção de vida, com o seu voto seletivo e consciente. Caberá ao eleitor dizer se estamos condenados a continuar atrelados ao passado ineficiente e caduco ou se estamos prontos para voar rumo ao futuro promissor. O pleito será um verdadeiro divisor de águas. Espera-se que o eleitor confronte o que há de mais representativo da velha mentalidade política de Rondônia, cunhando, eleitoralmente, a sua alforria cívica.

Ninguém, em são consciência, pode fechar os olhos para os acontecimentos que vêm ocorrendo em nosso país e, especialmente, no estado de Rondônia. A população precisa estar aberta, entregue às forças criadoras da espontaneidade espiritual. Insisto, contudo, que é tarefa do povo saber identificar as ideias que norteiam e comandam a nova ordem mundial. Não podemos ficar estacionados no passado. É inaceitável pretender reconstruir o estado apegado à mentalidade eleitoreira. O povo tem que reagir com impetuosidade às alianças espúrias pelo voto responsável, dizendo um sonoro não às promessas hipócritas daqueles que se acostumaram a fazer da função pública instrumento de barganha e enriquecimento ilícito.

É importante ouvir atentamente as propostas dos candidatos nos programas eleitorais. Infelizmente, muitas pessoas passam duas horas ou mais na frente da televisão vendo programas inúteis, mas não tiram um tempinho para acompanhar o horário eleitoral, desperdiçando, assim, a oportunidade de conhecer as mensagens das mulheres e dos homens que vão representá-las no comando dos negócios do Estado.

Não precisa, necessariamente, assistir três, quatro ou mais inserções por dia, mas, pelo menos, duas, já seria um começo, contudo, o que não pode é negligenciar algo tão importante quanto à escolha de seus representantes. Assim, é possível verificar quem promete o que não pode cumprir, quem possui propostas realizáveis, quem apenas agride os adversários, quem já esteve no poder, e não fez nada, igualmente quem nada tem a dizer, embora esse último grupo represente a maioria, infelizmente.

A recomendação é não desligar a televisão no horário político eleitoral ou mudar de canal. Isso é um erro. Até as condutas desviantes podem nos ajudar a decidir melhor. Quer um conselho? Prefira o candidato que fala de suas ideias, que apresente propostas palatáveis, que contribuam para resolver os problemas do Estado. Ignore os falastrões, que só sabem criticar, sem propor alternativas. A aversão pela política é o que muitos deles desejam, pois quanto menos o eleitor prestar atenção, mais os seus projetos mirabolantes tendem a criar asas. O eleitor precisa tomar cuidado para não se tornar um fantoche nas mãos de políticos espertalhões.

*É servidor público aposentado e analista político


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