Governador do Rio de Janeiro avisa que fará contra-ataque contra a criminalidade e pede que defensores dos direitos humanos “não encham o saco”

O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), gerou polêmica ao fazer duras declarações contra defensores dos Direitos Humanos. O comentário ocorreu no domingo (16/02), um dia após uma tentativa de resgate de presos que terminou em ataque a uma delegacia na região metropolitana da capital fluminense.

No sábado (15/02), agentes da 60ª Delegacia de Polícia de Campos Elíseos, em Duque de Caxias, foram alvos de disparos feitos por criminosos ligados ao Comando Vermelho (CV). O grupo armado buscava libertar dois integrantes da facção que haviam sido capturados horas antes. Durante o confronto, dois policiais ficaram feridos e precisaram ser levados ao Hospital Adão Pereira Nunes para receber atendimento médico.

Revoltado com o episódio, Castro utilizou as redes sociais para anunciar uma resposta enérgica à ação criminosa. Em tom incisivo, ele também aproveitou para criticar aqueles que defendem os direitos humanos, pedindo que não interfiram nas medidas que serão adotadas pelo governo estadual. “Já aviso aos defensores dos ‘direitos humanos’: não encham o saco, porque nossa resposta será proporcional, eficiente e dentro da lei”, escreveu o governador.

Castro afirmou ainda que as autoridades já identificaram os responsáveis pelo ataque e garantiu que eles serão presos, independentemente das circunstâncias. “Isso não vai ficar impune. Todos eles serão alcançados pela Justiça, de um jeito ou de outro”, declarou.

Além disso, o governador revelou detalhes sobre um dos suspeitos de liderar o ataque à delegacia. Segundo ele, o criminoso havia sido beneficiado por uma saída temporária da prisão em outubro de 2019 e não retornou ao sistema penitenciário. “Ele ganhou uma ‘saidinha’ como presente, mas agora vamos garantir que volte para onde deveria estar desde então”, concluiu.

As declarações de Cláudio Castro repercutiram rapidamente, dividindo opiniões entre apoiadores e críticos. Enquanto alguns elogiaram a postura firme do governador diante da violência, outros questionaram o tom utilizado contra os defensores dos Direitos Humanos, tema frequentemente debatido em situações envolvendo segurança pública e justiça no Brasil.



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