
PORTO VELHO – Se na briga pela principal cadeira do Palácio do Planalto os embates político-eleitorais girarão em torno da questão ética – uma bandeira que o Partido dos Trabalhadores já levantou forte e fartamente -, no estado de Rondônia por certo que uma das principais fontes de peleja no período da campanha eleitoral será a segurança pública. Afinal, esse é um setor da administração do Cel. Marcos Rocha que mais tem chamado a atenção da opinião pública pela escalada da violência.
Os meios de comunicação, como os jornais eletrônicos Gente de Opinião e Expressão Rondônia, aqui e ali, trazem ao conhecimento da população fatos estarrecedores que atestam de maneira inequívoca que algo não vai bem nesse que é um direito fundamental e condição essencial para o exercício da cidadania, garantido na Constituição Federal, motivo pelo qual os candidatos à sucessão estadual devem ter a coragem de apresentar e discutir propostas para a modernização da segurança pública.

É verdade que a Secretaria de Segurança vem-se esforçando, segundo fontes governamentais (nem poderia ser diferente), para devolver um pouco de tranquilidade aos lares rondonienses. Contudo, ao que parece, o efeito prático disso pouco tem contribuindo para reduzir os elevadíssimos índices de criminalidade.
Já disse, e repito, que a questão da segurança pública vai muito além de propostas e discursos vazios de campanha eleitoral. A situação é grave e, por isso mesmo, precisa compor o mosaico das preocupações do próximo governante do Estado. Que assim seja, pois não é outra a expectativa da sociedade.
*É servidor público aposentado e analista político









