As Forças Armadas dos Estados Unidos realizaram ataques contra locais de lançamento de mísseis e embarcações iranianas no sul do Irã, informou o Comando Central dos EUA. Segundo Washington, a ação teve caráter “defensivo” e buscou proteger tropas americanas de ameaças iranianas.
De acordo com o porta-voz do Comando Central, Tim Hawkins, os alvos incluíam bases de mísseis e barcos que estariam tentando instalar minas na região do Estreito de Ormuz, rota estratégica para o comércio mundial de petróleo.
A mídia iraniana relatou explosões em Bandar Abbas e áreas próximas ao estreito. Informações não confirmadas apontam que quatro integrantes da Guarda Revolucionária do Irã morreram nos ataques.
Após a ofensiva, o Líder Supremo iraniano, aiatolá Mojtaba Khamenei, fez ameaças veladas aos Estados Unidos. Em mensagem publicada no Telegram, afirmou que Washington “não terá mais refúgios seguros na região” e criticou a presença militar americana no Oriente Médio.
Horas depois, a Guarda Revolucionária iraniana informou ter abatido um drone americano e afirmou ter repelido outras aeronaves que tentavam entrar no espaço aéreo do país.
Os novos confrontos aumentam a tensão em torno do cessar-fogo iniciado em 8 de abril, enquanto representantes de EUA e Irã participam de negociações em Doha, no Catar, para tentar encerrar o conflito.
O secretário de Estado americano, Marco Rubio, afirmou que a diplomacia ainda é possível, apesar da escalada militar.
“O presidente quer um acordo. Ou será um bom acordo, ou não haverá acordo”, declarou Rubio durante visita oficial à Índia.
O presidente dos EUA, Donald Trump, também comentou as negociações e disse que espera que o Irã entregue seu urânio enriquecido para destruição supervisionada internacionalmente.
As conversas entre Washington e Teerã envolvem temas como o controle do Estreito de Ormuz, o programa nuclear iraniano e a liberação de recursos iranianos congelados no exterior.
Enquanto isso, o Irã segue mantendo influência sobre a navegação no Golfo Pérsico, aumentando as preocupações internacionais sobre possíveis impactos no fornecimento global de energia.









