Escrivão suspeito da morte da ex-mulher é solto por falta de provas; xerifa Leisalona assume as investigações

PORTO VELHO – Detido sob suspeita de ter matado a ex-companheira, o escrivão da Polícia Federal aposentado Raimundo T. A. N., 56 anos, foi solto pela Polícia Civil nesta quarta-feira, 4, por falta de provas que sustentasse as suspeitas. O delegado plantonista da Central de Flagrantes de Porto Velho), Daniel Diniz, não teve outra alternativa legal após o resultado do exame feito pelo Instituto Médico Legal (IML) no corpo de Rosilene Chaves Oliveira, 46 anos, apresentar resultado inconclusivo.

Agora, a xerifa Leisaloma Carvalho vai assumir as investigações, a partir dos exames solicitado pelo seu colega Daniel Diniz, cujos resultados demoram a ficar prontos.

Durante entrevista coletiva realizada na Central de Flagrantes, o delegado Diniz falou sobre a soltura do acusado.

De acordo com o delegado, o escrivão afirmou que Rosilene passou mal após o ato sexual  e que as lesões no tórax e rosto dela teriam sido provocadas pelas tentativas de massagens cardíacas para reanimá-la.

 

Ainda segundo o delegado, durante buscas na residência, os policiais investigadores do caso teriam encontrado resquícios de uma substância aparentando ser cocaína, mas não explicou se o material foi submetido a teste.

O crime teria acontecido na madrugada de terça para quarta-feira em sua residência na Avenida Calama, bairro Aponiã, em Porto Velho e não tem testemunhas.

Agora, com a entrada da xerifa Leisaloma no caso, serão solicitados exames mais detalhados e específicos para confirmar o motivo do óbito.

O inquérito será encaminhado a Delegacia Especializada em Crimes Contra a Vida (DECCV) nesta quinta-feira, 15, e partir daí o inquérito será presidido pela delegada titular Leisaloma Carvalho, que conduzirá as investigações deste caso.

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