Empresário que armou emboscada para assassinar seu sócio em Ariquemes é condenado a 38 anos de cadeia

O segundo réu recebeu a pena de 30 anos, quatro meses e 29 dias de reclusão e 10 dias de detenção. Um dos executores, que à época dos fatos era menor de 21 anos, foi condenado a 26 anos e oito meses de reclusão

ARIQUEMES – Além de tomar dinheiro emprestado e nunca pagar, um empresário de Ariquemes andava insatisfeito com a divisão dos lucros e resolveu arquitetar um plano para eliminar seu sócio e ainda roubar seus pertences, entre eles uma caminhonete que nunca foi encontrada. Este caso aconteceu nas cercanias da cidade de Ariquemes, no dia 7 de dezembro de 2017. O empresário Laércio Alves da Silva fora atraído pelo seu algoz, que havia deixado tudo combinado com seus comparsas para executar o plano de assassinato. Os dividendos deste plano chegou agora, com o julgamento do mandate do crime e seus comparsas: 38 anos de cadeia para o mandante, 30 anos para um dos executores e 26 para o outro.

O julgamento teve início na manhã da última segunda-feira, 13, e terminou na noite de ontem (terça-feira), 14, no Fórum de Ariquemes. Os três acusados pelo assassinato brutal do empresário Laércio Alves da Silva, ocorrido no dia 7 de dezembro de 2017, na zona rural da cidade, foram condenados pelo conselho de sentença.

Além do homicídio, que ainda contou com a participação de outros dois adolescentes, os acusados foram condenados por diversos crimes conexos, dentre eles: furto qualificado, corrupção de menores e diversas fraudes processuais, que foram praticadas na intenção de dificultar o trabalho da polícia durante as investigações.

Polícia Militar de Ariquemes; Unisp de Ariquemes — Foto: Jeferson Carlos/G1

O mandante do crime era sócio da vítima e foi condenado a 30 anos e oito meses de reclusão, e mais um ano de detenção. O segundo réu recebeu a pena de 30 anos, quatro meses e 29 dias de reclusão e 10 dias de detenção. Um dos executores, que à época dos fatos era menor de 21 anos, foi condenado a 26 anos e oito meses de reclusão e seis meses de detenção.

Foram sustentadas em plenário as qualificadoras do motivo torpe (vingança), decorrente de desacordos em relação à divisão de lucros da sociedade mantida entre o mandante do crime e a vítima, além de empréstimos em dinheiro tomados pelo réu e nunca pagos a Laércio. Foram sustentadas ainda, as qualificadoras do meio cruel, da dissimulação e do emprego de recurso que dificultou a defesa da vítima. O crime, foi encomendado e pago.

Na acusação, o promotor de Justiça alegou ainda que o crime foi meticulosamente arquitetado e planejado pelo mandante e seus comparsas, mas que com o auxílio da Polícia Civil e das medidas cautelares deferidas pelo Poder Judiciário, toda a trama foi desvendada.

Conforme demonstrado nos autos, a vítima foi atraída por seu então sócio, a um local ermo da zona rural da cidade, onde foi rendida e brutalmente assinada.

Após matarem a vítima, os réus ainda furtaram a caminhonete e seus bens pessoais, que jamais foram encontrados.

Fonte: Gerência de Comunicação Integrada (GCI-MPRO) | Fotos: Ariquemes190


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