RO, Domingo, 03 de março de 2024, às 19:09



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Em Porto Velho, bloqueio da Carlos Gomes irrita motoristas e moradores

Uma vala aberta para atender à obra da nova rodoviária gerou todo problema para o tráfego oriundo da zona leste

PORTO VELHO — Moradores da Rua Duque de Caxias entre as ruas Uruguai e Jorge Teixeira, Bairro da Embratel, tiveram desde o início desta sexta-feira um dia “de cão”, com o fechamento da Avenida Carlos Gomes para uma obra supostamente de interesse da nova rodoviária.

Com o fechamento todo o tráfego oriundo da Zona Leste, que normalmente é dividido entre a Carlos Gomes e Duque de Caxias, ficou sobrecarregando essa última via e para quem mora na Duque ou pretendia chegar ali começou um grande jogo de paciência.

Queixas contra o fechamento da Carlos Gomes não faltaram. Os moradores reclamavam o risco de se deslocar, mais ainda o de atravessar a via por quê, principalmente, motoqueiros disparavam entre os carros, mesmo estando parados ou passando a faixa de segurança em ferente à igreja Presbiteriana Renovada.

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Com o bloqueio da Carlos Gomes o tráfego foi todo desviado na Avenida Uruguai pela Duque de Caxias

Quem precisou tirar seu carro da garagem par sair de casa teve de contar com a boa vontade dos motoristas que disputavam a fila, na espera do fechamento ou abertura do semáforo da Jorge Teixeira.

E quem teve a coragem de sair, como um morador da Duque que deixara o carro estacionado na frente de casa, ele teve seu retrovisor esquerdo arrancado por um motoqueiro.

Depois de esperar mais de 10 minutos para entrar na fila, uma moradora decidiu deixar o veículo estacionado na calçada e buscar um aplicativo, a 4 quadras de distância. Alguém que estivesse com pressa, e viesse para aquelas duas quadras da Duque, o melhor era estacionar na Rua Uruguai e seguir a seu destino a pé.

Obra nos horários de grande pico

Com o bloqueio da Carlos Gomes o tráfego foi todo desviado na Avenida Uruguai pela Duque de Caxias

Mas nesta sexta-feira havia pelo menos dois locais da cidade que irritavam quem precisasse passar de carro, ou à pé, e, nos dois casos, os motivos eram os mesmos: obras nos horários de trabalho e que, disseram reclamantes, deveriam ter sido previstas para quando o tráfego seria muito menor.

Além de quem reclamava na passagem da Duque de Caxias, entre a Uruguai e a Jorge Teixeira, também a montagem de um palanque, ou algo parecido, na Pinheiro Machado entre as ruas Rogério Weber e Presidente Dutra, causou reclamações.

Nesse caso, no Bairro Caiari, o palanque seria para apresentação de grupos de carnaval, mas não havia qualquer tipo de sinalização para quem seguia no sentido centro/bairro na Pinheiro Machado.

Ali o motorista só atentava com o problema ao passar pela Rua Santos Dumont, e se ver em um beco sem saída: retornar pela Pinheiro Machado era trafega na contramão. Pegar à direta na Rogério Weber, idem, em ambos os casos arriscando um acidente.

A solução foi para todos arriscar, e para quem pretendia seguir viagem pela Pinheiro Machado, ainda tinha de dar um circular de quase 2 quilômetros para retomar sua caminhada.

Só críticas aos que autorizaram as obras

Dois fatos comuns às duas questões – do bloqueio da Carlos Gomes e da Pinheiro Machado, um caso do outro a mais de 3 KMs de distância – foram motivos de reclamações.

Em ambos estavam ausentes os guardas de trânsito da Semtran. “Quando é para multar eles estão a postos, mas para ajudar no trânsito eles somem”, reclamaram duas pessoas ouvidas na Pinheiro Machado.

Uma queixa também comum era o fechamento daquelas vias em pleno horário comercial, fechamento que já estava sendo feito na Rogério Weber.

“O certo seria nos darem uma opção, com divisão da pista da Rogério em duas, para mão e contramão, mas não fizeram e aí temos de correr risco de uma batida”, queixava um uberista.

Mas tanto ali, quanto na área da nova rodoviária, a crítica era saber a razão pela qual essas duas obras não poderiam ter sido feitas à noite, em horários noturnos, quando o tráfego é menor, e não nos horários de pico.






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