Dólar fecha em alta, com balanços corporativos e pesquisas eleitorais no foco; Ibovespa cai




Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair

O dólar fechou em alta nesta quarta-feira (21), com um avanço de 0,17%, cotado a R$ 5,0272. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, teve queda de 0,86%, aos 206.495 pontos.
Com as eleições brasileiras como pano de fundo, investidores aguardam pela divulgação de novas pesquisas eleitorais e avaliaram novos balanços corporativos. A notícia de que o Banco Central estuda medidas para conter o endividamento das famílias e os preços do petróleo no mercado internacional também seguiram no radar.
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▶️ A temporada de balanços no Brasil começou nesta semana e deve mexer com os mercados financeiros. Analistas indicam que, principalmente nos resultados do setor financeiro, os índices de inadimplência estarão no centro das atenções, principalmente após o rali presidencial.
▶️ Com isso, investidores também seguem atentos ao cenário de crédito, após notícias de que o Banco Central estaria estudando um conjunto de medidas para conter o endividamento das famílias no Brasil. Entre as medidas, estariam a maior transparência dos bancos, a conscientização do consumidor e o limite do crédito autorizado por pessoa de acordo com a renda.
▶️ Além disso, a nova pesquisa Quaest de intenção de votos também fica no foco. O levantamento mostrou Flávio Bolsonaro (PL) com 45% das intenções de voto, contra 44% de Lula. A situação é de empate técnico, com 1 ponto de diferença entre os dois candidatos. A pesquisa também indicou que 44% temem volta da família Bolsonaro ao poder e 42%, mais um mandato de Lula.
▶️ No exterior, destaque para novos dados sobre estoques semanais de petróleo nos Estados Unidos. O indicador deve trazer novos sinais sobre as condições de oferta e demanda, em meio à volatilidade dos preços da commodity no mercado internacional e diante das tensões ainda elevadas no Oriente Médio.
O barril do Brent, referência internacional, recuou 0,04%, cotado a US$ 108,75. Já o West Texas Intermediate (WTI), referência nos EUA, caiu 0,56%, a US$ 97,27 o barril. Na véspera, o petróleo teve a maior cotação em cinco meses. Saiba mais.
Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado.
💲Dólar

a
Acumulado da semana: -0,90%;
Acumulado do mês: -2,84%;
Acumulado do ano: -8,41%.
📈Ibovespa

Acumulado da semana: +0,46%
Acumulado do mês: +10,75%;
Acumulado do ano: +28,09%.
Petróleo volta a ficar no radar
As tensões entre os Estados Unidos e o Irã seguem influenciando as cotações do petróleo no mercado internacional. Na véspera, o Teerã informou ao comandante do Exército do Paquistão que não haverá negociações com Washington até que suas exigências sejam atendidas.
As falas reforçam o endurecimento da postura do país em relação às tratativas com os EUA, apesar dos esforços de mediação do Paquistão, seu principal interlocutor.
Segundo o presidente iraniano, Masoud Pezeshkian, Washington não poderá conquistar a confiança de Teerã até que cumpra as sete condições apresentadas pelo país no mês passado para a reabertura do Estreito de Ormuz, rota por onde passava cerca de 20% de todo o comércio global de petróleo antes da guerra.
As condições do Irã incluem, entre outras exigências, o fim do bloqueio dos EUA aos seus portos, o fim das sanções dos EUA às suas exportações de petróleo, bem como o fim das hostilidades em todas as frentes regionais.
As tensões continuam a trazer volatilidade para os preços do petróleo. Na véspera, o barril do Brent chegou a superar os US$ 111, no maior nível em cinco meses.
Desde o início do conflito, no entanto, os países tem buscado rotas alternativas no Golfo Pérsico, em uma tentativa de mitigar o impacto do conflito. Segundo o presidente do grupo HSBC, Georges Elhedery, esse investimento pode até tornar o Estreito de Ormuz “desnecessário” nos próximos cinco anos.
Bolsas globais
Em Wall Street, os três principais índices acionários da região operam em alta nesta quarta-feira, depois que os resultados trimestrais da SpaceX e da Super Micro Computer aumentaram o apetite por ações do setor de inteligência artificial.
Perto das 10h50, o Dow Jones tinha subia 0,20%, enquanto o S&P 500 avançava 0,22% e o Nasdaq Composite tinha ganhos de 0,68%.
O dia também foi positivo na Europa, com ações impulsionadas por balanços corporativos. o índice pan-europeu STOXX 600 teve alta de 0,91%, aos 644,47 pontos.
Entre os mercados da região, o DAX, da Alemanha, avançou 1,35%, enquanto o CAC-40, da França, teve valorização de 1,06%, aos 7.921,68 pontos e o FTSE 100, do Reino Unido, subiu 0,19%, aos 10.752,88 pontos.
Na Ásia, as bolsas fecharam mistas nesta quarta-feira, em meio a esperanças cada vez menores de que o governo chinês faça um grande estímulo para impulsionar gastos. Balanços corporativos também ficaram no radar.
O SSEC, Índice de Xangai, teve queda de 0,6%, enquanto o CSI300, que reúne grandes empresas chinesas, caiu 1,0%. No Japão, o Nikkei avançou 0,85%, enquanto o Kospi, da Coreia do Sul, valorizou 3,29%. O Hang Seng, de Hong Kong, teve perdas de 0,90%.
* Com informações da agência de notícias Reuters.
Notas de dólar.
Luisa Gonzalez/ Reuters



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