RO, Domingo, 03 de março de 2024, às 17:51



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DEPOIS DA RENÚNCIA, A PELEJA! Três mulheres e 1 homem buscam o pódio na Unir. Eleição será dia 21, durante 12 horas

“Estou aqui para salvar a humanidade”, afirma marina silva, depois de dizer que asfalto na BR-319 será só para passear de carro

Sérgio Pires

OPINIÃO DE PRIMEIRA – Aurineide Alves Braga, Marília Lima Pimentel, Wanderlina Brasil e João Gilberto Ribeiro. Três mulheres, um homem. Esses são os nomes dos candidatos à Reitoria da Unir, que está vaga desde setembro, quando a reitora Marcele Pereira renunciou ao cargo, depois de sofrer ataques pessoais e ofensivos de grupos que dominam a Universidade há muitos anos e que não aceitam que alguém que não cumpra suas orientações a comande. Dentro da Unir, assim como ocorre na ampla maioria das universidades brasileiras, são representantes de grupos extremistas que comandam, na verdade, os caminhos da instituição.

Marcele Pereira, uma mulher preparada e respeitada no meio acadêmico, tentou de todas as formas implantar políticas que pudessem melhorar a Unir sob todos os ângulos. Há quem diga que como ela não teve a benção dos extremistas, que chegaram a criar um site para atacá-la, a situação ficou insustentável, ao ponto de afetar seriamente a saúde da professora. A campanha eleitoral do quarteto está autorizada a partir de agora e prosseguirá até dia 20. A eleição será dia 21, uma quinta-feira, entre nove horas da manhã e nove da noite. Podem votar os alunos da graduação e pós-graduação, os servidores ativos, aposentados e temporários e os técnicos-administrativos, entre outros.

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Nomeado por Lula, com aval de Confúcio, o rondoniense

Pimentel assume papel importante na saúde nacional

O porto-velhense da gema Williames Pimentel. tem uma rica história prestada ao serviço público e, principalmente à saúde. Sempre mostrou resultados acima da média, em todas as posições que ocupou. Depois de enfrentar duas grandes injustiças na vida (uma, quando acabou sendo denunciado numa operação que jamais comprovou qualquer ilegalidade e que, ainda deve dar a ele uma indenização pelo que sofreu; outra quando não assumiu seu mandato de deputado estadual conquistado nas urnas, pela enorme demora do julgamento do seu caso na Justiça Eleitoral, o que lhe tirou mais de três anos e meio de mandato) Pimentel volta ao noticiário. Agora, novamente, com a valorização do seu trabalho como técnico especializado na sua área. Depois de comandar a saúde tanto em Porto Velho quanto no Estado e de ter uma passagem importante em um órgão nacional, ele foi nomeado por decreto assinado pelo presidente Lula, como um dos diretores da Agência SUS, órgão ligado diretamente às políticas do Planalto para o setor. Além de cuidar da saúde indígena; da atenção primária à saúde e outras missões, Pimentel fica à frente da execução do Programa Mais Médicos, meta das mais importantes do governo federal. A nomeação começou a ser conversada em Brasília há algum tempo. Ela foi consolidada a partir do padrinho muito especial que Pimentel tem junto ao governo: o senador Confúcio Moura, responsável direto, atualmente, por praticamente todas as nomeações para cargos federais aqui no Estado e, confirma-se agora, também pra funções nacionais. Hoje Confúcio é o rondoniense com portas escancaradas no governo Lula, do tipo que entra pela porta dos fundos no Planalto, quando quiser.

Por onde passou, desde que ingressou na atividade pública, Pimentel deixou sua marca positiva. Tanto na saúde municipal quanto na estadual, há um rosário de realizações, de serviços e de práticas implantadas que, no decorrer dos anos, ajudaram a melhorar a sempre complexa saúde em Rondônia. Ele é um organizador, conhece profundamente tudo o que diz respeito às funções do setor, sabe comandar e é conhecido por não deixar de elevar a voz e falar alto e grosso, quando necessário. Assume agora um papel importante no atual governo, com múltiplas responsabilidades. A posse do novo diretor da AGSUS está agendada para o início de dezembro. Pimentel, portanto, é mais um rondoniense que assume missão importante em nível nacional. Ele o faz pela segunda vez, certamente com olhos voltados para a terra onde nasceu e cresceu e que lhe deu todas as oportunidades para colocar em prática tudo o que seu talento conseguiu amealhar.

TRE não aceita denúncias e por 7 votos a zero mantém resultado das urnas na eleição para o governo

Foi quase a goleada da Alemanha no Brasil na Copa de 14. Lá foi 7×1. Aqui foi 7×0. Todos os membros do Tribunal Regional Eleitoral seguiram o voto do relator e não acataram as denúncias feitas pelo PL, partido presidido pelo senador Marcos Rogério e pelo ex-governador Daniel Pereira, que queriam que a chapa Marcos Rocha/Sérgio Gonçalves fosse cassada, por abuso de poder econômico e várias outras denúncias, todas ignoradas tanto pelo Ministério Púnlico Eleitoral quanto pelo Judiciário. As denúncias envolviam desde uso indevido de servi dores na campanha, Telemarketing e que programas sociais como o Prato Fácil e um dos carros -chefe da parceria do Governo com os municípios, o programa Tchau Poeira.  Apenas muito barulho por nada, como diria o imortal Shaskpeare. O Governador e sua equipe, claro, comemoraram a estrondosa vitória, que, em determinados momentos, chegou. sim, a preocupar o time palaciano. Rocha, numa conversa informal com parceiros e assessores, chegou a fazer comentários que, claro, não faria em público, para não parecer estar tripudiando: “Rondônia é primeiro lugar no pais em transparência; aqui não se ouve falar em corrupção; temos o menor desemprego em todo o Brasil; empresas crescendo e outras, inclusive de outros países, chegando para fortalecer nossa economia. O agro dando um salto. Redução de queimadas e desmatamento, com diminuição histórica de 70 por cento. E quem perdeu a eleição tentando ignorar a vontade do povo, como se a população não estivesse acompanhando tudo o que está acontecendo”.

“Estou aqui para salvar a humanidade”, afirma Marina Silva, depois de dizer que asfalto na BR-319 será só para passear de carro

Não é a primeira vez que as redes sociais abundam com comentários de que a ministra Marina da Silva pode estar vivendo um stress insuportável e que seria muito bom que procurasse, com a maior brevidade, um tratamento psiquiátrico, para tentar algum equilíbrio, ao menos nas suas declarações públicas. Depois da ridícula entrevista em que falava sobre queimadas e chegou a afirmar que os problemas ambientais são tão sérios que parece que o cosmos é atingindo por nanomísseis, algo perto do inacreditável, dona Marina continuou seu périplo com afirmações estranhíssimas. Na CPI das ONGs, por exemplo, disse que muita gente que defende o asfaltamento da BR 319, entre Manaus e Porto Velho, “só quer a estrada asfaltada para passear de carro!” Uma afirmação infantil, vinda de uma autoridade que deveria ao menos conhecer a importância da rodovia para tirar os amazonenses do isolamento do restante do Brasil. Ainda na mesma CPI, a ministra do Meio Ambiente deu outra declaração polêmica, geralmente atribuída a pessoas com desequilíbrio mental, que se consideram divindades: “estou aqui para salvar a Humanidade!”, afirmou, com todas as letras, deixando os parlamentares presentes atônitos. Dona Marina decididamente não está bem.

Novo partido terá comando regional de Nilton Capixaba e Pedro Fernandes, com Aleks Palitot na liderança na capital

Muita movimentação nos meios políticos, com mudança de partido, com nomes quentes procurando outros horizontes em termos de siglas, com as fusões e tudo o que mexe com os bastidores, ainda mais muito próximo ao ano eleitoral que se aproxima. Há poucas semanas, ainda no início de novembro, o TSE homologou a fusão de dois partidos, o Patriotas e o PTB. Aqui em Rondônia, o nome quente do Patriotas é o deputado Marcelo Cruz, o presidente da Assembleia Legislativa, muito bom de voto na Capital e outras regiões do Estado, eleito pelo partido, assim como os deputados Edevaldo Soares e Ribeiro do Sinpol. Com a fusão, é muito provável que o trio não ingresse no Partido Renovação Democrática (PRD) o nome da nova sigla que unirá os que permanecerem de ambos os lados. O PRD será presidido, em nível estadual, pelo ex-deputado Nilton Capixaba e terá o atual deputado do PTB, Pedro Fernandes, como o segundo nome na hierarquia do partido recém-criado. Em Porto Velho, a presidência será do então petebista Aleks Palitot, considerado um dos vereadores mais atuantes da Capital. Ayel Muniz, que era do PSD e ingressou na nova sigla, será o vice-presidente. Na próxima semana, os membros do novo PRD estarão em Brasília, convocados pelo diretório nacional, para acompanharem o lançamento oficial do partido.

Marcelo Cruz deve comandar o Solidariedade e os deputados Ribeiro do Sinpol e Edevaldo Soares podem seguir o presidente da ALE

Embora não tenha se pronunciado oficialmente, ainda, o que se sabe dos bastidores é que o principal nome do Patriotas, o presidente da ALE, deputado Marcelo Cruz, não deve ingressar no novo PRD. Uma liderança política incontestável, saindo da Câmara Municipal para um bom mandato na Assembleia e uma reeleição com o dobro dos votos, Cruz teria outros planos. Depois de ter conseguido, na última eleição, uma votação expressiva e, com isso, ajudar a formar uma bancada de três nomes no Parlamento, ele estaria se preparando para liderar o Partido Solidariedade, que, no Estado, está sob comando de sua irmã. Claro que tudo isso ainda é apenas conversas de bastidores, já que o Presidente só falará oficialmente no assunto quando considerar que é a hora certa. Certamente terá sucesso, porque comandou um partido que praticamente não tinha popularidade em Rondônia e conseguiu os avanços expressivos que se sabe. Agora, caso venha mesmo a liderar o Solidariedade, a tática deve ser a mesma, com o nome popular de Marcelo Cruz puxando uma nominata importante de políticos. Tanto Ribeiro do Sinpol quanto Edevaldo Soares, ao que tudo indica, seguirão Marcelo Cruz na sua nova caminhada. Nos próximos dias, todos esses temas que fazem parte das conversas de bastidores, certamente começarão a se tornar oficiais. Aguardemos, pois!

Sete votos a favor e só Lebrão fora do pacote: bancada federal em peso aprova CPI do STF

Sete votos a favor, uma abstenção. Este foi o resultado da bancada rondoniense na Câmara Federal, em relação à criação da CPI do STF, que pretende investigar abusos de autoridade que teriam sido praticados por ministros do nosso Tribunal Superior. Segundo o texto de pedido de CPI, de autoria do deputado Marcel Van Hatten, do Partido Novo, diz que a intenção é “investigar a violação de direitos e garantias fundamentais, a prática de condutas arbitrárias sem a observância do devido processo legal, inclusive a adoção de censura e atos de abuso de autoridade, por membros do Tribunal Superior Eleitoral e do Supremo Tribunal Federal”. Ainda faltavam algumas poucas assinaturas para que o pedido fosse aprovado, já que são necessárias pelo menos 171 deputados envolvidos no pedido, o que representa um terço do total do Parlamento. Nesta quinta-feira, ainda precisavam ser confirmadas em torno de duas dezenas de assinaturas, o que Van Hatten garantiu que conseguiria até o final da sexta-feira. Cerca de 20 por cento dos avais já conseguidos para a abertura da CPI, vieram de deputados de partidos aliados ao governo Lula, mas nenhum das siglas de esquerda. Caso todos os trâmites sejam cumpridos, o presidente Arthur Lyra decidirá quando a CPI será instalada. Dos rondonienses, apenas o deputado Lebrão não avalizou a CPI. O coordenador da bancada, Maurício Carvalho; as deputadas Silvai Cristina e Cristiane Lopes e os deputados Lúcio Mosquini, Fernando Máximo, Coronel Chrisóstomo e Thiago Flores disseram sim à Comissão de Inquérito.

Janones, especialista em ódio e destruição de pontes na política, está perto de perder seu mandato

Mau. Gritão. Caráter deformada a tal ponto que até os aliados se afastam dele, André Janones é daqueles depósitos de lixo que ainda abundam na política brasileira. Famoso nas redes sociais por ataques virulentos a adversários, ele começou a surgir na política pelo bolsonarismo e, logo depois, virou as costas a tudo o que defendia para defender o totalmente oposto. Agora defensor intransigente do lulismo, os governistas o querem ver pelas costas, pelos problemas que ele causa e pelo ódio que destila. Em dezembro de 2019, quando eleito pela primeira vez, a BBC o considerou “um fenômeno da política brasileira”, enquanto ele jurava não defender nem Bolsonaro e nem Lula, mas apenas estar a serviço do povo brasileiro. O que fez, na verdade, foi usar as redes sociais, onde tem muitos milhares de seguidores, para atacar seus adversários, para vociferar e destilar raiva com quem não concorda com ele. Agora, o deputado que vive de ataques, está sofrendo na pele o que sempre desejou para seus inimigos. Está correndo sério riscos de perder o mandato, por ter feito “rachadinha”, ou seja, usou o salário de assessores para ajudá-lo na campanha. Um desses que se sentiu prejudicado gravou os pedidos de Janones pelo dinheiro dos funcionários e denunciou. Coisa grave. Numa hora dessas, em que precisaria de amigos e aliados, Janones paga pela destruição de pontes que cometeu na sua caminhada. E, na política, quem queima pontes, incendia junto. Dificilmente escapará da cassação.

Perguntinha

Você sabia que existem nada menos do que 22 facções criminosas na Amazônia, a maioria nacional, mas algumas estrangeiras que estão dominando o tráfico de drogas e armas, cooptando mão de obra de jovens que não têm emprego, enquanto nossas forças policiais concentram suas ações em queimar balsas e dragas do garimpo e destruir casas e tirar gado de áreas produtivas?

*Por Sérgio Pires





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