VILHENA – O que foi ‘vendido’ pela prefeito Flori Cordeiro (Podemos) em sua breve tentativa de se tornar candidato ao Governo do Estado como uma vitrine de administração eficiente na Saúde começa a ‘fazer água’ demonstrando que havia mais marketing político que realidade nas falas do mandatário. Nesta terça-feira, 28, o que deveria ser um encontro decisivo para esclarecer de forma oficial os valores devidos pelo município de Vilhena ao Grupo Chavantes, OS responsável pela gestão da Saúde na maior cidade do Sul de Rondônia, terminou em frustração e indignação.
A reunião marcada para ontem, terça-feira, 28, que reuniria técnicos de contabilidade da Santa Casa e da Secretaria Municipal de Saúde, foi desarticulada sem explicação plausível, revelando o que, segundo a empresa seria “um descaso das autoridades locais diante de uma dívida que já se aproxima dos R$ 17 milhões apenas no contrato de gestão”.

No último sábado, após reunião com médicos que buscam a regularização de atrasos no pagamento dos salários, o secretário Wagner Borges havia admitido os débitos e concordado que na terça-feira haveria um encontro técnico para confrontar documentos e encerrar de vez as acusações distorcidas que vinham recaindo sobre a Santa Casa.
A entidade, que administra o Hospital Regional, a UPA e o Instituto do Rim, vem sendo alvo de críticas que considera “infundadas”, mesmo dependendo exclusivamente do cumprimento do contrato para honrar seus compromissos.
A equipe do Grupo Chavantes, deslocada de São Paulo para Vilhena, que chegou esta semana, em caráter emergencial, passou a noite analisando planilhas para que a reunião fosse produtiva. No entanto, apenas meia hora antes do encontro, o prefeito Flori Cordeiro teria deixado a reunião alegando a presença de pessoas ligadas à política, enquanto o secretário Wagner Borges, que no sábado gravou um vídeo afirmando que a Santa Casa tem 92% de aprovação popular, afirmou que iria para Brasília e sugeriu que a equipe “retornasse” na próxima semana, ignorando o esforço da entidade em esclarecer os créditos necessários pra resolver a questão.

“A atitude reforça a percepção de falta de consideração e descaso com a Santa Casa, que se vê obrigada a suportar acusações públicas enquanto aguarda a regularização de valores que já foram reconhecidos pelo próprio município, que parece ignorar a gravidade da situação e o impacto direto sobre a população”, argumenta a empresa.
O vereador Éliton Costa (Republicanos), em vídeo gravado esta semana, demonstrou surpresa ao ouvir do prefeito a confirmação da dívida e a promessa de alinhamento para resolver o problema.
Segundo os técnicos do Grupo Chavantes que fizeram o levantamento financeiro, além dos quase R$ 17 milhões em débitos no contrato de gestão, existem outros valores pendentes relacionados às cirurgias, de responsabilidade do governo estadual, bem como serviços que sempre foram entregues a mais, realizados pela entidade, afim de garantir atendimento a todos.
Para os dirigentes do Grupo Chavantes, a reunião cancelada sem qualquer argumento plausível seria a oportunidade de dar transparência e encerrar a celeuma que há meses desgasta a relação entre gestores locais e a instituição.
A Santa Casa segue aguardando que os compromissos assumidos sejam cumpridos para que possa continuar garantindo assistência de qualidade e segurança aos pacientes da região como vinha fazendo, enquanto os repasses eram feitos em dia.
Fonte: Da redação da Folha do Sul, com assessoria









