RO, Sábado, 13 de abril de 2024, às 21:46



RO, Sábado, 13 de abril de 2024, às 21:46


Cassol se movimenta com desenvoltura, mas está com ficha suja e pula cirandinha da inelegibilidade com Bolsonaro até 2030

Com essas andanças e aparições públicas, o ex-governador aproveita para avaliar a aceitação de seu nome e medir se, tantos anos afastados das disputas e com o aparecimento de novas lideranças, seu nome ainda empolga

PORTO VELHO – O ex-governador e ex-senador Ivo Cassol está correndo trecho, fazendo discursos, indicando nomes e prometendo redimir Rondônia de todas as mazelas políticas e administrativas. Mas, por enquanto, Cassol ainda é um ficha suja e, só com os processos já julgados, estariam inelegível pelo menos até 2030, pulando cirandinha com o ex-presidente Jair Bolsonaro.

Isso, só com os processos que já foram julgados. Mas podem surgir outros.

Ivo Cassol está percorrendo o estado, reorganizando seu PP e definindo candidaturas e alianças

Com muito dinheiro, tempo de sobra e uma vontade enorme de voltar ao poder, Ivo Cassol está fazendo um teste de popularidade, ao reassumir – dizem que tomou na marra o comando do PP da irmã, Jaqueline – o Partido Progressista e atuar diretamente na indicação dos nomes que concorrerão às eleições deste ano como candidatos a prefeitos, vice e vereadores.

- Advertisement -



Com essas andanças e aparições públicas, o ex-governador aproveita para avaliar a aceitação de seu nome e medir se, tantos anos afastados das disputas e com o aparecimento de novas lideranças, seu nome ainda empolga.

A eleição municipal deste ano também servirá para que o ex-governador prove que não é um ‘pé frio’ quando apoia alguém. São escassos, raro mesmo, os casos de candidatos eleitos com o apoio explícito do homem do chapéu.

Tem gente que diz que ele ainda é imbatível e tem gente que acredita que, depois de vários anos sem disputar eleição, parte do eleitorado cativo de Ivo Cassol já estaria compromissada com outras lideranças, com outros projetos.

Ivo, contudo, aposta na aprovação da reforma do código eleitoral – já aprovado na Câmara dos Deputados e em debate no Senado – ou minirreforma eleitoral que livrará da inelegibilidade ele e outras centenas de políticos país afora.

Marcelo Castro (MDB-PI) é o relator da minirreforma eleitoral no Senado

Maioria aposta na aprovação da minirreforma, eu mudaria quase nada para as eleições deste ano, mas traria de volta à ribalta ‘cardeais políticos ficha suja’, que veem na política a única forma de continuar galgando espaço de poder.

As perspectivas, portanto, são favoráveis ao ex-governador Ivo Cassol, mas falta combinar direitinho com o eleitorado atual, que mudou bastante em relação a 2010, última eleição disputada por ele, quando se elegeu ao Senado.

Inelegibilidades

“Com o advento da Lei da Ficha Limpa (Lei Complementar 135, de 2010), os prazos de inelegibilidade são contados de forma diferente de um caso para outro. Quer dizer: para uma mesma falta cometida, a pessoa pode ficar inelegível por oito anos, dez anos, 15 anos, 20 anos. Isso não é correto. O que a Câmara fez, e nós estamos ratificando aqui no Senado? Estamos uniformizando toda a legislação na questão da inelegibilidade. Por hipótese: se um candidato a um cargo majoritário cometeu abuso de poder político ou econômico e tem seu registro cassado, é decretada a perda do mandato. Como conta a inelegibilidade? Hoje, conta a partir do dia da eleição. Então, se a eleição ocorreu no dia 4 de outubro, ele está ilegível por oito anos. Ou seja, daqui a oito anos, no dia 5 de outubro, ele se torna elegível. Repara a incongruência disso: se, daqui a oito anos a eleição cai no dia 6 de outubro, este candidato está elegível. Mas, se ocorrer no dia 3 de outubro, ele está inelegível. Nós uniformizamos isso: passamos a contar o prazo a partir de 1º de janeiro do ano subsequente à eleição. Qual é o espírito disso? Quem se tornou inelegível, está inelegível por oito anos e passará dois pleitos sem disputar eleição. Se concorreu a um cargo em eleições gerais, vai passar duas eleições gerais fora do pleito. Se concorreu em eleição municipal, vai passar duas eleições municipais fora da disputa.”

Como a reportagem deste www.expressaorondonia.com.br não conseguiu contato com a assessoria do ex-governador, fica aberto o espaço para manifestação de Ivo Cassol.

Por: Carlos Araújo

Fonte: www.expressaorondonia.com.br , com informações da Agência Senado






Outros destaques


+ NOTÍCIAS