PORTO VELHO – Homem ligado ao setor produtivo primário desde sempre, o ex-deputado federal, ex-deputado estadual e ex-prefeito Carlos Magno, com formação e mais de quarente anos de trabalho como técnico em agropecuária, entende que a criação indiscriminada de reservas ambientais sabota o desenvolvimento de Rondônia. Pré-candidato a deputado estadual, Carlão cita como exemplo a recente criação de uma enorme área de preservação – terra indígena rio Tanaru – solapando pequenas propriedades distribuídas pela próprio Governo Federal nos idos dos anos 1980/90 sobre o pretexto de preservar a área onde viveu o ‘Índio do Buraco’.

‘Deixo bem claro que não apoio devastação do meio ambiente e não sou contra a preservação da memória do Índio do Buraco, mas entendo que há exagero no tamanho da área destinada a esta nova terra indígena, em uma canetada do presidente da República, sem debater com os moradores da região”, se antecipa Carlos Magno, antes que tentem taxá-lo como inimigo do meio ambiente.
Desde que chegou a Rondônia, no ano de 1978, Carlos Magno foi contratado pela Emater – àquela época Acar, depois Aster Rondônia – trabalhou com assistência técnica aos milhares de colonas que chegavam de todas as regiões do país para desbravar Rondônia. Por isso, ele diz que conhece a realidade fundiária de Rondônia como poucos.

Desenvolvimento e preservação não são excludente e devem caminhar de mãos dadas para garantir o progresso do estado sem abdicar dos cuidados com as matas e com as nascentes. “Até porque isso é a garantia de sobrevivência do produtor rural”, reitera.
Carlão também já ocupou o cargo de secretário de Agricultura de Rondônia e mantém intensa ligação com o setor produtivo primário, mas, segundo ele, o que está acontecendo hoje é um terrorismo ambiental que tira a paz de que vivem e produz no campo.
Ele também critica a maneira açodada como foram criadas várias reservas estaduais no apagar das luzes da administração do ex-governador Confúcio Moura encima de áreas ocupadas há décadas por famílias humildes que tiram da terra o seu sustento.

“É preciso tratar essa questão sem o viés ideológico radical que estamos vendo”, aponta, garantindo que, se eleito deputado estadual, pretende articular uma frente com todos os representantes políticos e com todas as esferas de poder para garantir que Rondônia continue crescendo, mas também preservando aonde tem de ser preservado.
Segundo Carlos Magno, essa é uma tarefa em que deve se engajar todas a classe política, independente de cor partidária ou ideologia. “Como nunca adotei posições radicais, me predisponho a conversar com todas as correntes políticas para encontrarmos o consenso necessário a continuidade do desenvolvimento de Rondônia, sem prejuízo da manutenção de um legado ambiental às futuras gerações”, garante.
Fonte: Assessoria









