Bang, bang na via pública! Eles marcaram a hora, o local e a razão. E se mataram a tiros na manhã de domingo

Testemunha de tiroteio que deixou dois mortos em Vilhena dá detalhes da briga que havia começado no dia anterior

VILHENA (RO) – Como na música ‘faroeste caboclo’, da banda de Rock Legião Urbana, eles marcaram o local, a hora e a razão para o desafio. Dois homens se mataram na manhã deste domingo em via pública da cidade de Vilhena, em encontro marcado para resolver uma briga que foi iniciada em um bar na noite anterior. O site FOLHA DO SUL ON LINE entrevistou, na manhã desta segunda-feira, uma testemunha do tiroteio que resultou em dois homens mortos em um bar na região central de Vilhena na tarde de ontem.

Vídeos gravados na noite anterior mostram a briga entre os dois em outro boteco.

Segundo a entrevistada, que tem 48 anos e é servidora pública, no sábado, 6, o trabalhador rural Fernando dos Santos estava no local, e agia com violência, agredindo outras pessoas, xingando a própria mãe e atirando mesas e cadeiras, como mostram os vídeos gravados por uma câmera instalada nas proximidades do estabelecimento.

A servidora contou que, ao chegar ao local, o operador de máquinas Antônio Terra tentou impedir que Fernando continuasse ofendendo a própria mãe, e teria até questionado: “não tem homem aqui pra impedir isso?”

Com um capacete, Terra teria batido em Fernando, que segundo a testemunha, estaria armado com um canivete. Quando a briga acabou, a servidora levou a mãe de Fernando para sua casa, e ele foi até lá, onde xingou a genitora, além de prometer matar familiares da própria esposa. Ele estava de bicicleta, carregando o filho, um menino aparentando cerca de seis anos.

Após conversar com a testemunha, Santos também foi para casa, dizendo que ficaria tudo bem entre ele e a mãe. A entrevistada contou que Fernando já havia sido atingido com um tiro na boca durante a briga de bar, mas ressaltou que era um homem trabalhador e que hoje, inclusive, ele participaria de uma comitiva que faria o transporte de uma boiada.

Já no dia seguinte, ou seja, ontem, quando os dois homens se encontraram novamente em outro bar (a três quadras do boteco onde a briga tinha começado), Fernando perguntou a Antônio se a situação estava resolvida, obtendo uma resposta afirmativa. A testemunha da briga anterior estava outra vez no local da desavença entre os mesmos personagens.

O próprio Fernando, segundo a entrevistada, teria dito: “pra mim não tem nada resolvido, eu não sou moleque”. Em seguida, sacou a pistola 9 milímetros e fez o primeiro disparo. “Tonho”, como era conhecido o outro envolvido, reagiu e também atirou, antes de morrer no local.

A mãe do homem mais novo estava novamente no bar, e correu durante o tiroteio, conforme a versão da entrevistada, que acrescentou: “todo mundo sabia que os dois estavam armados e a gente até pediu para o Tonho ir embora, mas ele se recusou. Nunca vi uma coisa daquelas: eles estavam ali dispostos a matar um ao outro. Acabaram morrendo os dois”, finaliza a testemunha.

Fonte: Folha do Sul



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