RO, Sábado, 25 de maio de 2024, às 13:04



RO, Sábado, 25 de maio de 2024, às 13:04


Anúncio de mais voos – lá em outubro – parece pegadinha e esconde preço absurdo das passagens

Estamos crescendo cada vez mais e a economia melhora em praticamente todos os níveis, com Rocha liderando as ações

Sérgio Pires

OPINIÃO DE PRIMEIRA – Pode parecer um avanço para o rondoniense, mas na verdade, tende a se tornar mais uma pegadinha financeira. A Azul está anunciando a criação de novos voos, a partir de outubro (?) saindo e chegando em Porto Velho, que, visto apenas por este ângulo, parece ser algo muito positivo, como por exemplo a volta dos voos para Rio Branco, ida e volta. Na verdade, o que não se fala é quanto custará uma viagem por exemplo a Brasília, cidade em que a maioria dos usuários que saem daqui utilizam. Os voos serão Rio Branco/Porto Velho/Belo Horizonte. Mais de três mil quilômetros saindo da capital de Rondônia, para um voo de cerca de quatro horas. Dali, o passageiro que quiser ir à Capital Federal terá que pegar outro voo, de cerca de 55 minutos, para percorrer os quase 750 quilômetros. Ou seja, no total, para chegar à Capital Federal, quase quatro mil quilômetros. Hoje, o trecho Porto Velho/Brasília (2.520 quilômetros) pode custar até 2 mil reais, só de ida. Outro tanto na volta. Então, uma tarifa no trecho Porto Velho/BH, se fosse comprada para viagem dia 20 de abril, por exemplo, o custo seria de cerca de 3.300 reais ida e volta.

Aeronave da Azul pousando | Foto: Azul Linhas Aéreas/Divulgação

O usuário que precisa estender sua viagem a Brasília, pagaria mais cerca de 1.400 reais, dependendo do dia e horário. Ou seja, saindo de Porto Velho, neste voo da Azul, o passageiro gastaria um total de 4.700 reais, enquanto um voo, hoje, de Porto Velho a Brasília, direto, custa em torno de 2 mil reais, ou seja, ao menos 2.700 reais a menos. Enquanto isso, quem quiser ir a Manaus e voltar de lá, saindo de Porto Velho, continua pagando em torno de 10 mil reais. Mais voos para tirar mais dinheiro do nosso bolso? Aí é moleza para as companhias aéreas.

Sucessão em Porto Velho: Confúcio pode buscar união de partidos da base de lula em torno do MDB

E agora, José? A grande maioria do eleitorado porto-velhense, essencialmente conservadora, já tem pelo menos três nomes fortes para escolher, na eleição de outubro. Mariana Carvalho, Euma Tourinho e Marcelo Cruz já estão no páreo, sonhando em sentar na cadeira de Hildon Chaves, ocupada por ele em dois mandatos. Ainda pode surgir uma quarta candidatura, a do ex-deputado federal Léo Moraes, hoje diretor-geral do Detran, mas ela ainda é distante e tem um obstáculo importante pela frente. Para lançar-se candidato, Moraes teria que deixar o grupo do governador Marcos Rocha, a quem se aliou, porque o União Brasil, partido de Rocha, já tem Mariana como candidata. Léo terá, portanto, até seis de junho para decidir. E a esquerda, terá ou não candidato? Um nome forte, que unisse todas as alas não conservadoras, vamos dizer assim, teria chances reais, com a divisão de votos das candidaturas do outro lado. Mas quem? Basicamente, o que se ouve nos bastidores, é que Vinicius Miguel é o nome mais cotado. Ele é do PSB, mas poderia vir com apoio do PT, do PSOL e outras agremiações bem mais à esquerda. Eleitoralmente, contudo, o PT pressiona Fátima Cleide para entrar na batalha, por considerar que ela, sempre bem votada tanto na Capital como em outras regiões do Estado, teria um cacife maior nas urnas. O silêncio sepulcral de Fátima em relação ao assunto, contudo, deixa claro, ao menos até agora: essa é uma eleição em que ela prefere não enfrentar.

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A esquerda tem, contudo, uma carta poderosa na manga. O nome é Confúcio Moura. Ele estaria alinhavando, como o rondoniense mais próximo a Lula e, portanto, aos partidos aliados ao atual governo federal, uma junção de forças de todos os partidos que fazem parte da base lulista. Basicamente, a intenção seria unir MDB, PDT, PSB, mas quem sabe até PSOL, PCdo B, Rede e todos os demais partidos, em torno de um único nome: o da ex-juíza Euma Tourinho, recém lançada pelos emedebistas para concorrer à Prefeitura. Fontes quentíssimas garantiram a esse blogueiro que as conversas estão em andamento e teriam também o aval de outro nome poderoso da política rondoniense, o do empresário e ex-senador Acir Gurgacz, presidente regional do PDT, que estaria disposto a avalizar as decisões que Confúcio proporá para a disputa municipal em Porto Velho. Assim como o conservadorismo porto-velhense tem Marcos Rocha e seu Grupo; Hildon Chaves e seu grupo, ambos apoiando Mariana Carvalho, mas ainda sem se postar contra Marcelo Cruz, que também almeja o apoio do Palácio Rio Madeira/CPA, as esquerdas estão tentando, via Confúcio, com aval de Lula, unir suas forças para tentar ganhar a eleição. A disputa, a partir de agora, fervilha!

Primeira denúncia de ilegalidade numa eleição que nem começou, partiu do presidente da Assembleia, Marcelo Cruz

A campanha está longe de começar e já tem B.O. Num vídeo divulgado em suas redes sociais pelo presidente da Assembleia Legislativa e candidato a prefeito, Marcelo Cruz, surgiu a primeira denúncia de uma pretensa ilegalidade eleitoral, cometida por um aliado ao grupo dos Carvalho. O denunciado, cujo nome e sobrenome foi dito com todas as letras por Marcelo Cruz, estaria cooptando candidatos à Câmara de Vereadores, que fazem parte dos partidos aliados do deputado. A forma como isso estaria sendo feito é que torna o ato ilegal: segundo Marcelo, os candidatos procurados para trocarem de turma, teriam que fazê-lo, assinando documentos com data de 6 de abril, último prazo para troca de legenda, quando esta possibilidade se encerrou no último sábado. As tentativas do suspeito de ilegalidade estariam ocorrendo bem depois deste dia, o que se torna uma clara tentativa de burlar a legislação eleitoral. Marcelo Cruz afirmou ter testemunhas, depoimentos e até um vídeo comprovando as acusações. Anunciou ainda que encaminharia as denúncias ao Tribunal Regional Eleitoral e registraria queixa na polícia. Ou seja, bem antes das convenções que marcarão as candidaturas oficiais, os confrontos já começaram. E pode-se ter certeza: isso é apenas a ponta do iceberg do que ocorrerá na campanha que se aproxima!

Pode-se imaginar nobreza maior do que os atos de quem se dedica a aliviar a dor dos outros?

Neste mundo conturbado e recheado de egoísmo, onde o que mais vale é o que eu quero e o que eu sinto, certamente, nas relações humanas, um dos atos mais importantes é o de se dedicar a aliviar a dor alheia. Em segundo mandato como deputada federal, é isso que tem feito, com prioridade, a deputada Silvia Cristina. Se suas ações numa guerra sem fim contra o câncer, ela tivesse ajudado a salvar só uma vida ou a recuperar uma só pessoa doente, já teria valido a pena todo o esforço. Mas apenas no hospital que ela nominou de Dream (Sonho) da Amazônia e num só ano, foram nada menos do que 14 mil atendimentos, ou seja, destas, milhares de vidas afetadas, um sem número de pessoas com sequelas, por causa do câncer, tiveram seu dia a dia melhorado. A série de tratamentos, feitos com equipamentos modernos, alguns de última geração e únicos no Brasil, fizeram do Centro de Reabilitação, o já famoso Dream, um local de esperança, renovação e oportunidade de uma vida menos difícil a um sem número de afetados por esta terrível doença. Só para esta unidade salvadora, foram investidos mais de 45 milhões de reais em emendas da parlamentar, seja para a construção do prédio, seja para a compra dos equipamentos. Um dia, os mandatos de Sílvia Cristina vão acabar. Mas o que eles estão deixando para a população, certamente ficará na história. Combater a dor alheia, esse é o mantra da parlamentar!

Estamos crescendo cada vez mais e a economia melhora em praticamente todos os níveis, com Rocha liderando as ações

Os dados são irrefutáveis e eles mostram que Rondônia anda no trilho certo em relação à sua economia, ao seu crescimento, no combate ao desemprego, no seu desenvolvimento, geralmente com índices bem melhores do que as da maioria dos Estados brasileiros. Para que imaginava que Marcos Rocha, inexperiente quando assumiu o Governo há pouco mais de cinco anos, não conseguisse superar os obstáculos que teria pela frente, deu com os burros n´água. Hoje Rondônia tem o menor índice de desemprego do país, superando regiões poderosas como nossos vizinhos Mato Grosso e Mato Grosso do Sul e potências econômicas do país, como São Paulo e Rio Grande do Sul. Temos ainda o segundo maior crescimento do PIB em nível de região norte. Nosso rebanho, superando as 18 milhões de cabeças, um gado sem risco de aftosa, menos sem vacinação, fornece carne de qualidade a mais de 50 países. Nosso peixe, principalmente o Tambaqui, avança no mercado nacional e já chega a consumidores americanos, principalmente, mas também a outros países, aí sim, graças a um esforço pessoal do Governador, que se tornou um Embaixador do comércio do nosso pescado. Nosso agronegócio continua em alta. A produção do Estado só tem crescido, mesmo enfrentando forças poderosas, que usando a questão ambiental como argumento, lutam para que não possamos produzir ainda mais. Nas últimas semanas, em Brasília e São Paulo, Marcos Rocha comandou encontros do “Rondônia Day”, evento que reúne autoridades e empresários para que, literalmente, possamos vender nosso peixe, nossas potencialidades e atrair investimentos. Credite-se, grande parte do que está acontecendo, à liderança do Governador nestas áreas. Seria injustiça não fazê-lo.

A ideologia acima de qualquer sentimento de humanidade: defender as drogas é desconhecer a história das Talitas!

Quando a gente conhece histórias como a de Talita, uma jovem que vive no mundo das drogas, em São Paulo, menos entende como tem gente que ainda defende a liberação da maconha e outras drogas, incluindo as pesadas. Antes uma bela mulher, casada, com um filho que hoje tem três anos, Talita, aos 26 anos, agora parece envelhecida, desesperada. E pede socorro! Era uma bela mulher, elogiada por onde passava e com a perspectiva de ter uma vida cheia de felicidade com sua família. Então, começou a se envolver com drogas. Agora, lamentavelmente, ela é conhecida como “a Princesa da Cracolândia”, perambula pelas ruas da região do centro de São Paulo, dominada pelo tráfico e se desespera, tentando conseguir uma pedra de crack. Como sua história ficou conhecida? Nesta vida desesperada, Talita pediu ajuda à TV Record, através do programa Cidade Alerta, especializado em noticiário policial e dramas humanos. Talita quer ser socorrida. Quer ajuda para largar as drogas e voltar para o marido e o filho. Esses descerebrados, que ficam bradando em defesa das drogas, deveriam acompanhar Talita e milhares e milhares de histórias como as dela, para tentar colocar a os sentimentos de humanidade acima das suas terríveis teorias ideológicas, que não defendem a vida, mas apoiam a possibilidade de termos um mundo de zumbis. Talita pediu socorro e provavelmente conseguirá. Mas e todas as outras Talitas que andam pelas ruas? O que será delas?

Candidatos que surgiram na esquerda trocam de lado, por causa do eleitorado conservador da capital

Algumas das lideranças políticas da Capital, vindas do sindicalismo e da esquerda, portanto, se deram conta que o eleitorado local migrou para o conservadorismo e para a direita e é para lá que elas estão indo. Há vários exemplos, mas sem dúvida o principal deles é o caso da vereadora Elis Regina, caminhando para seu quarto mandato, nos dois primeiros, eleita pelo PC do B, segundo lembra um dos seus colegas de muitos anos de Câmara de Vereadores. Na última eleição, Elis passou para o Podemos de Léo Moraes, por onde se elegeu novamente. Agora, quando as melancias se acomodam no caminhão, ou seja, os vereadores procuraram partidos que lhes dão maior chance de reeleição, a combativa vereadora assinou ficha com o União Brasil, partido presidido pelo chefe da Casa Civil do governo, Júnior Gonçalves e que tem como maior líder no Estado o governador Marcos Rocha. Ou seja, muitíssimo longe da esquerda. Há vários outros casos que, no decorrer da campanha, o eleitor poderá ficar surpreso com a mudança radical de lado. Para o União Brasil também migraram outros vereadores atuais, como Macário Barros (era do Podemos) e Edimilson Dourado (que era do Avante). Tem muito mais gente, mas estes três, considerados bons de voto em suas regiões e no seu público, estão trabalhando duro pela reeleição.

À espera de um milagre: absolvido no Paraná, Sérgio Moro tem chance perto do zero de manter seu mandato no TSE

Foi apenas uma batalha vencida, mas já é surpreendente. Se dava, em todos os bastidores da política, como certa a cassação do mandato de Sérgio Moro, o homem dos dois milhões de votos e principal objeto da vingança anunciada pelo presidente Lula. O TRE do Paraná já formou maioria para não conhecer o pedido de cassação e, portanto, ele continua forte e no cargo de senador. Contudo, é sempre bom se lembrar que o ex-procurador e ex-deputado federal (líder da Lava Jato)  Deltan Dallagnol, foi absolvido por 7×0 pelos magistrados do TRE paranaense e depois, num julgamento inacreditável, por condenação por ato que se imaginava que ele cometeria, fo condenado por 7×0 no Tribunal Superior Eleitoral, liderado pelo superhipertriministro Alexandre de Moraes. As decisões do TSE, aliás, têm sido contestadas por grande parte da classe jurídica e política, pelo partidarismo com que o mais importante tribunal eleitoral do país tem atuado. Embora esteja comemorando uma importante vitória no Judiciário independente e cumpridor da legislação em vigor, Moro pode se preparar para o pior, quando seu caso chegar a Brasília. Só mesmo um milagre ou uma mudança radical nos rumos da nossa Justiça superior poderia mantê-lo como Senador. Do jeito que está, ele não tem chance nenhuma.

PERGUNTINHA

Na sua opinião, o bilionário Elon Musk está exagerando, mentindo ou falando a verdade, quando denuncia que o ministro Alexandre de Moraes mandou o ex-Twitter retirar nomes e opiniões de pessoas que usavam a rede, durante o período eleitoral, mas sem informar que essa era uma decisão judicial dele, Moraes, e sim que a plataforma é que tomara a medida?






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