Anulação de sindicância do CFM pelo STF mobiliza apoio a Hiran Gallo em Rondônia e pelo Brasil

Nas publicações, apoiadores argumentam que a atuação do CFM teve caráter institucional e preventivo, sem juízo antecipado sobre eventuais responsabilidades

PORTO VELHO – A decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes, que determinou a anulação da sindicância aberta pelo Conselho Federal de Medicina para apurar questionamentos sobre o atendimento médico prestado ao ex-presidente Jair Bolsonaro, provocou ampla repercussão em Rondônia. Rondoniense, Hiran Gallo tem no estado sua base profissional.

O procedimento administrativo havia sido instaurado após manifestações públicas e representações relacionadas às condições de assistência médica durante a custódia do ex-presidente pela Polícia Federal. Segundo o entendimento do ministro, o conselho teria extrapolado suas atribuições legais ao avançar na apuração, razão pela qual a sindicância foi anulada. A decisão também autorizou a oitiva do presidente do CFM pela Polícia Federal.

Fotomontagem de Folhadosulonline

Embora não tenha havido posicionamento público de confronto por parte de Hiran Gallo, o episódio desencadeou uma onda de manifestações nas redes sociais. Médicos, profissionais da saúde e moradores de Rondônia passaram a expressar apoio ao dirigente, sustentando que a abertura da sindicância seguiu o rito administrativo regular diante de denúncias recebidas por um órgão fiscalizador.

Nas publicações, apoiadores argumentam que a atuação do CFM teve caráter institucional e preventivo, sem juízo antecipado sobre eventuais responsabilidades. Parte dessas manifestações classifica a decisão judicial como excessiva e casuística, além de apontar risco de limitação à autonomia administrativa dos conselhos profissionais.

O debate também reacendeu críticas à judicialização de temas de grande repercussão política. Para esses críticos, a sindicância não implicava responsabilização automática de médicos, mas apenas a verificação preliminar de fatos, conforme previsto na legislação que regula o sistema dos conselhos de medicina no país.

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