
PORTO VELHO – Chega do interior de Rondônia a informação de que uma criança de três anos morreu por falta de uma UTI pediátrica. A matéria saiu aqui no seu www.expressaorondonia.com.br – veja link mais abaixo. Impossível conter a indignação diante de uma notícia como essa. E não se diga, contudo, que é pela escassez de recursos. Dinheiro há. E não é pouco. Na verdade, o que falta é competência, planejamento e, principalmente, respeito pela vida humana. Na hora de conceder mamatas fiscais a grandes empresas, governantes e políticos são ágeis no gatilho, mas, quando se trata de resolver assunto vitais à população, são lerdos como cágados.

Insisto que a crise no sistema de saúde estadual não é de hoje. É certo, contudo, que a situação piorou muito nos últimos tempos. E, quando se esperava que a população desse o troco nas urnas aos principais responsáveis pelo caos que se instalou no setor, o que se viu foi exatamente o contrário, ou seja, a renovação de mandatos de uns e a eleição de outro para Câmara dos Deputados. Sinceramente, quando o assunto é saúde pública, ninguém quer saber de resolver nada, enquanto for possível empurrar os problemas com a barriga.
Relembre aqui:
Houve uma época em que a saúde estadual funcionou. Mas isso faz tempo. Foi no governo do coronel Jorge Teixeira de Oliveira, nos idos de 1983, quando o médico legista José Adelino da Silva atuou como secretário da pasta, e o médico Viriato Moura assumiu como o primeiro diretor-geral do Hospital de Base, atendendo pacientes de todo o Estado, e também do Mato Grosso, Acre, Amazônia e Bolívia.
Ao contrário do que pensam algumas cabeças ocas, não se trata de saudosismo, mas uma maneira de reconhecer a competência e a seriedade de dois excelentes profissionais que muito contribuíram para oferecer saúde de qualidade à população rondoniense. A morte do garotinho é o reflexo do caos que se instalou na saúde pública, aqui e alhures.
*É servidor público aposentado e analista político









