O triste fim de um governo que teve tudo para dar certo – Valdemir Caldas*

A saúde vai de mal a pior. E não é de agora. Vem de longe, desde que a pasta era comandada pelo senhor Fernando Máximo, agraciado como o posto de Senador da República na eleição de 4 de outubro

Valdemir Caldas*

PORTO VELHO – Marcos Rocha chegou ao governo de Rondônia surfando na onda bolsonarista. Sua administração foi cercada de grande expectativa, se não por todos, com certeza pela expressiva maioria da população. Integro a legião de rondonienses que acorreram às urnas para sufragaram seu nome no primeiro mandato, acreditando na possibilidade de melhores dias para o nosso Estado. A pouco menos de três meses para encerrar o contrato do aluguel do imóvel chamado Rondônia, Rocha, a despeito do que se tem lido no noticiário, vai entregar ao novo inquilino a casa completamente destruída, onde nada parece funcionar adequadamente.  

Ninguém, em sã consciência, pode achar que o presidente da República, o governador ou o prefeito possui uma varinha mágica para resolver todos os problemas do país, do Estado ou do Município da noite para o dia. Ledo engano. Contudo, considerando que o senhor Marcos Rocha construiu sua carreira na área da segurança pública era de supor que ele conseguiria devolver um pouco de tranquilidade às famílias rondonienses e, destarte, deixaria sua marca registrada nesse que é um setor vital à população, mas o que se vê, hoje, é a falência do sistema, com o Estado batendo recordes de violência e a capital, Porto Velho, ocupando o ranking da criminalidade.

Foto:© Governo do Estado de Rondônia

Respeito o governador Marcos Rocha, mas digo que ele negligenciou uma das principais atribuições do Estado: a salvaguarda de seus cidadãos. É não só isso. A saúde vai de mal a pior. E não é de agora. Vem de longe, desde que a pasta era comandada pelo senhor Fernando Máximo, agraciado como o posto de Senador da República na eleição de 4 de outubro, evidenciando que o eleitor rondoniense é bonzinho.

Como representante máximo do Poder Executivo, o governador concentra em suas mãos o monopólio da segurança pública. Foram praticamente oito anos de governo Rocha. Ele teve tempo suficiente para adotar medidas preventivas e repressivas para reduzir os índices de violência, mas não conseguiu avançar na aplicação de ações duradouras e concretas, apesar de auxiliares seus arrimarem-se em argumentos frágeis para tentarem justificar a falência do setor. É o triste fim de um governo que teve tudo para dar certo.

*É servidor público aposentado, analista político; colaborador

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