
PORTO VELHO – A julgar pelas informações de bastidores, tudo indica que a chefia da mesa diretora da Assembleia Legislativa de Rondônia, cuja eleição acontecerá no dia 1º. de janeiro de 2027, logo após a posse do governador Marcos Rogério (PL), será confiada ao deputado Alan Queiroz (PL), reeleito para seu terceiro mandato.
O martelo ainda não foi batido. Alan reconhece que a escolha do novo comandante da ALE-RO não será tarefa fácil, mas considera que o ungido deverá ser alguém próximo ao governador Marcos Rogério. Eu também acho. Enxergo dificuldades não somente para o atual presidente, Alex Redando, emplacar um novo mandato, como também para os ex-presidentes Marcelo Cruz e Laerte Gomes retornarem à direção do parlamento estadual.
Entendo que o melhor para o governador Marcos Rogério é ter na presidência da ALE-RO um político experiente e alinhado ao governo. Isso ajudaria na aprovação de matérias de interesse da administração, como as reformas estruturais e o orçamento estadual, entre outros projetos de lei importantes para o desenvolvimento do estado, evitando, assim, as conhecidas manobras legislativas que impedem o poder executivo avançar de maneira célere na implantação de políticas públicas.

De tempos a este, a Assembleia Legislativa de Rondônia tornou-se alvo de frequentes operações policiais que macularam, de morte, a imagem daquele poder. As eleições de quatro de outubro evidenciaram que a maioria da população brasileira quer mudanças na imagem, na transparência e na conduta dos políticos.
O sucesso ou fracasso do governo Marcos Rogério vai depender muito de quem estará no comando da ALE-RO, a partir de janeiro de 2027. Isso porque, a maioria das decisões importantes passam pela ALE-RO. Por isso, ter um aliado no comando da Casa de Leis pode contribuir substancialmente para reduzir crises políticas, pedidos de impeachment e as frequentes disputas jurídicas, criando um ambiente de tranquilidade para a gestão pública.
*É servidor público aposentado, analista político; colaborador






