
PORTO VELHO – Enfim, votei. Deixei o aconchego da minha modesta casa na zona rural de Porto Velho, sacrifiquei o lazer com a família, viajei cerca de 60 Km para participar do 1º turno das eleições de domingo, 4, motivado não somente pelo sentimento de cidadania, mas consciente de que minha presença contribuiria de alguma maneira para mudar a face deformada da política local e nacional. E, pelo visto, deu certo, como revelaram os resultados das urnas para presidente da República, governador e senador.
Como alguns institutos de pesquisas anteciparam, a disputa para o governo de Rondônia foi resolvida no primeiro turno. O senador Marcos Rogério (PL) levou a melhor, com quase 510 mil votos. Enquanto aguardava na fila para votar ouvi declarações inteligentes de eleitores, evidenciando o amadurecimento da população, mostrando que já não mais se deixa enganar com facilidade. Infelizmente, ainda há os que insistem em manter o atual estado de coisas, que nada muda na essência no campo de direitos e garantiam individuais e coletivas.

O eleitor rondoniense foi às urnas, deu um banho de democracia e aproveitou para dizer um sonoro não a crias de mensaleiros, cuequeiros, petroleiros e patrocinadores de folhas de pagamento paralelas. Mas houve também quem não se agradou do que viu e preferiu optar por não votar em ninguém. E não foram poucos os que assim procederam. De acordo com o Tribunal Regional Eleitoral (TRE-RO), quase 275 mil eleitores deixaram de votar, outros 23.607 votaram em branco e 21.648 anularam seus votos.
Espertinhos tentaram burlar a lei eleitoral, mas acabaram caindo nas garras da Justiça. Fala-se que cabos eleitorais teriam sido pegos fazendo boca de urna. Agora, é carregar as esperanças para o segundo turno. As eleições são a expressão mais alta da vontade de um povo. Entretanto, só elas não bastam para caracterizar como democrática determinada sociedade. Sem eleição, no entanto, impossível sequer falar em democracia. Em nossas mãos, mais uma vez, repousa a responsabilidade pelos destinos do nosso país. Queira Deus acertemos na escolha. Caso contrário, serão mais quatro anos de sofrimento.
É servidor público aposentando, analista político; colaborador deste www.expressaorondonia.com.br








