PORTO VELHO – Os tempos mudaram. O MDB, que já foi um dos maiores e mais fortes partidos políticos do Estado, entra nesta campanha com parcos recursos. O candidato a Governador, o empresário da Educação e professor Pedro Abib, por exemplo, vai receber em torno de 1 milhão de reais do Fundo Partidário. Ou seja, caso isso se confirme (a informação de que é isto mesmo, vem de dentro do partido!) será um valor irrisório para uma campanha governamental.

Abib já tem as informações sobre o valor (antes, a conversa era de que seriam 2 milhões de reais para sua campanha) mas, mesmo assim, ele garante que vai continuar trabalhando para tentar chegar ao comando do Estado. Mesmo com cerca de 400 milhões de reais que receberá do Fundo Eleitoral, o MDB nacional destinará a Rondônia uma fatia muito pequena deste dinheiro.
Os candidatos à Câmara Federal pelo partido, também farão uma campanha de mangas curtas. A promessa era de que cada um dos nove candidatos receberia em torno de 1 milhão de reais. Na prática, o que se ouve é que este valor ficará próximo a 300 mil apenas. Por causa disso, já haveria candidatos aprovados na convenção do partido avisando que quer cair fora.

O MDB já elegeu governadores, senadores, deputados federais e estaduais. Nesta eleição, dividido e com nomes poucos conhecidos na corrida tanto à Câmara Federal quanto à Assembleia Legislativa, as chances de conseguir sucesso são pequenas. Na realidade, a maior esperança emedebista hoje é de um nome que não é do MDB, mas do PDT: o aliado Acir Gurgacz, apoiado na corrida pelo Senado.
O MDB já foi muito grande. Nesta eleição, contudo, com poucos recursos e poucos nomes conhecidos, pode sofrer um revés como nunca na sua história política em Rondônia.
Fonte: Do blog opiniaodeprimeira









