
OPINIÃO DE PRIMEIRA – Não foi por falta de aviso! Desde que foi realizado, em 11 de abril, comemorando os 97 anos de Guajará Mirim, o show da talentosa e linda Juliana Bonde, sua troupe; a banda ‘Bonde do Forró’ e outros artistas, ficou sob suspeita pelo seu alto custo: 450 mil reais por um único espetáculo. Antes e depois do espetáculo, o que se questionava era: não era muito dinheiro para tão pouco?
Denúncias de suspeita de sobrepreço começaram a chegar ao Tribunal de Contas do Estado desde abril. Analisando as informações, o conselheiro Paulo Cury determinou ampla fiscalização sobre o dinheiro público gasto, vindo de emenda liberada pelo deputado estadual Alan Queiroz.

Há vários questionamentos no contexto do gasto. Um deles: meses antes da apresentação em Guajará, a mesma empresa que fez o contrato em Rondônia, ofereceu o mesmo show, em outra cidade, por 235 mil reais, pouco mais da metade do que cobrou por aqui.
Outras questões: houve contratos firmados já em 2026, com custo muito menores. Apenas dois exemplos: 185 mil para apresentação da cidade de Aripuanã, no Mato Grosso e 170 mil em Moema, cidade de Minas Gerais. A pergunta é: por que em Guajará o valor cobrado foi tão grande em relação aos outros shows?
A partir de agora, todos os procedimentos, contratos e detalhes da apresentação de Juliana Bonde e sua turma estão sob a lupa investigatória do TCE, que tem sido um exemplo de atuação correta na proteção ao dinheiro público gasto.
Reduflação: palavra nova e perigosa, que resume
táticas de engodo contra o brasileiro que vai às compras
Você sabe o que é reduflação? Apesar de uma palavra pouco conhecida, ela existe e é sempre contra o consumidor. A reduflação ou a redução do tamanho ou da quantidade de um produto, ao mesmo tempo em que seu preço permanece estável, chegou com força na estrutura da economia brasileira.
A tal palavra esquisita, mas que você vai ouvir com cada vez mais frequência, ocorre quando as empresas reduzem a quantidade ou o tamanho de um produto, mantendo o mesmo preço ou até aumentando-o levemente. Isso significa que o consumidor paga o mesmo valor ou até mais, por uma quantidade menor do que costumava receber.
O problema se ampliou a partir de uma série de medidas do governo brasileiro (embora o fenômeno também possa ser sentido eventualmente em outros países) com o aumento exagerado de impostos, tributos, taxas e outros custos, todos bancados pelas empresas.

Já com margem de lucro limitada, elas recorrem a todos os recursos possíveis. Diminuir o peso ou tamanho do produto ou tirar alguns dos itens mais caros, para que o custo de produção baixe, é uma tática que se torna cada vez mais presente no dia a dia do consumidor.
Geralmente, para não serem multadas dentro da Lei de Defesa do Consumidor, a informação sobre a mudança no produto é colocada nele, mas em letras tão miúdas que se precisaria não de óculos, mas de uma lupa, para se poder ler o que está escrito nas etiquetas.
Mesmo assim é crime! E ele acontece quando há troca, adição ou diluição intencional de um alimento, matéria-prima ou a falsificação do material com o intuito de vantagem financeira e prejuízo ao comprador. Ou seja, qualquer estratégia que leve o consumidor ao engano, é ilegal.
A reduflação é uma forma de enganar o consumidor, mantendo o preço dos produtos, mas dando ao comprador informações dúbias ou de forma que ele tenha pouca chance de detectar o prejuízo que está tendo.
Na semana passada, em suas redes sociais, uma consumidora denunciou que só depois de comprar um chocolate descobriu, em letras mais que miúdas, que, na verdade, ela comprou um produto “com sabor chocolate”!
Em países sérios, os próprios mercados estão denunciando o golpe contra os consumidores, como o fez a rede Carrefour, na França. Já no Brasil, onde ainda tem mais de 500 lojas, empregando cerca de 70 mil pessoas, o Carrefour não alertou, ao menos até agra, seus consumidores do que está acontecendo com as mercadorias que ele consome.
O comprador tem direito a protestar, denunciar e não aceitar o engodo. É importante checar as etiquetas, comparar preços e não levar nada que esteja sendo usado para enganar quem vai às compras.
Começam as alfinetadas na campanha ao governo, mas nível ainda não chegou abaixo da linha da cintura
Como será o nível da campanha eleitoral deste ano? Os primeiros sintomas ainda não podem ser considerados preocupantes, caso fiquem por aí. Mesmo com o Ministério Público Eleitoral e a própria Justiça Eleitoral de olho, o clima, antes mesmo do início oficial da campanha (ela começa mesmo dia 16 de agosto) surgem indícios, ainda não contundentes, de que poderá haver, sem dúvida, golpes abaixo da linha da cintura.
Neste momento, os principais ataques têm sido feitos contra o candidato Adailton Fúria, certamente pelo crescimento do seu nome em todas as regiões do Estado. Pelas pesquisas mais sérias, se a eleição fosse hoje, Fúria seria o adversário de Marcos Rogério (o líder até aqui da corrida ao Governo) no segundo turno.
Os primeiros ataques, embora ainda não fora do que determina uma campanha de nível suportável, não têm sido feitos diretamente pelos líderes da coligação do PL/Novo/Podemos, mas sim por prepostos. Fúria tem ainda o caso de fogo amigo que não esperava. Seu ex-vice e agora prefeito Tony Pablo, parece ter se aliado aos principais adversários do seu antigo parceiro.
Fúria também tem cutucado seu principal adversário, mas nunca citando nomes. Em suas entrevistas, por exemplo, cita a omissão de quem deveria, na opinião dele, ter impedido a implantação de um sistema de pedágio absurda. Claro que se refere a Marcos Rogério.
Hildon Chaves não tem se digladiado com a dupla que, com ele, concorre ao Governo. Mas já andou trocando farpas com o prefeito Léo Moraes, que apoia Marcos Rogério. Expedito Netto não tem atacado e nem recebe ataques. Porque, na verdade, com exceção de Marcos Rogério, os demais postulantes vão querer o apoio dos esquerdistas no segundo turno.
Agora é esperar de como se comportarão os candidatos e seus times, nesta eleição disputadíssima.
Acir é lançado ao Senado em convenção do PDT e continua sua luta por justiça, para poder concorrer
A batalha continua. E a esperança de que a Justiça seja feita também. O PDT oficializou, em convenção no final de semana, o nome do ex-senador e empresário Acir Gurgacz como candidato ao Senado, em outubro próximo. Acir e seus representantes legais continuam utando com unhas e dentes para que a Justiça Eleitoral reconheça que ele já tem direito à recuperação dos seus direitos políticos.
Além de confirmar Gurgacz, o partido lançou nove candidatos à Câmara dos Deputados: Airton Pedro Gurgacz, Cordélia Santana, Elessandra Reis Batista, Josemar Figueira, José Nilton Carneiro, Ricardo Furtado da Frota, Tito Soares Paz, Vera Márcia de Sousa Angelim Moura e Ygor Requenha Romano.
A ata da convenção postergou a decisão sobre a escolha dos candidatos ao Governo. O Partido ainda não tomou decisão definitiva, embora tenha havido, durante longo tempos, conversações com o MDB de Confúcio Moura, que lançou Pedro Abib. Acir esteve na convenção do MDB, mas não ficou nada definido, ao menos até agora.
Acir Gurgacz, até hoje considerado um dos mais atuantes senadores da História política de Rondônia, luta ainda na Justiça para conseguir o aval para voltar a disputar uma eleição. A decisão definitiva deve sair nos próximos dias e há grande otimismo em sua equipe e em todos os que o querem candidato.
Nas pesquisas, mesmo não sendo oficialmente candidato, Gurgacz já aparece com chances reais de chegar a uma das duas cadeiras a que Rondônia tem direito no Senado.
Candidatos à Câmara Federal foram escolhidos a dedo por Confúcio Moura. Nomes fortes ficaram de fora
No MDB, todos os nove nomes aprovados para a disputa das cadeiras à Câmara Federal são ligados ao presidente regional e candidato à reeleição ao Senado, Confúcio Moura. Alguns são completamente desconhecidos, Outros, que teriam alguma chance de fazer votação melhor, foram preteridos, o que continua causando mal-estar dentro do partido.
As três mulheres que vão disputar, segundo a ata convenção, são Luciana Bezerra, 1512; Vilma Alves, 1555; Galdiana Silva, 1567. As duas primeiras fazem parte do time político de Confúcio e dona Galdiana Silva é Oficial de Justiça.
Já entre os candidatos homens, não há um só que tenha algum histórico na política. O que a maioria tem em comum? Também a parceria com Confúcio Moura, alguns há décadas, como o emedebista histórico, Nerival Pedraça, que concorrerá com o número 1500. Os outros: Dr. Caio Machado (número 1522); Ayel Muniz, 1580; Isac Waiuru, 1501; Fabrício Donizetti, 1510; Ronilson Pelegrini, 1515.
Foram excluídos nomes com experiência nas urnas e em mandatos, como o ex-vereador de Porto Velho, Ted Wilson; o três vezes eleito e presidente da Câmara Municipal de Guajará Mirim, Vanderlei Oliveira. De Guajará ficou também sem possibilidade de concorrer um emedebista antigo, Valsiro Pedro de Lima. De Ariquemes, o advogado Mauro Santos, de Ariquemes.
A rejeição a nomes com alguma possibilidade de eleição e a preferência por alguns dos escolhidos cuja chance são semelhantes às do Sargento Garcia prender o Zorro, se tornou um dos temas mais comentados no pós-convenção do MDB.
Aliança petista com o MDB implodiu e partido lançou dois nomes para o Senado
Já no PT, a aliança com o MDB implodiu. Como os emedebistas decidiram oficializar Pedro Abib como candidato e não fecharam com o seu possível parceiro, os petistas também se sentiram no direito de lançar candidatura própria ao Senado. Ou seja, oficializaram Expedito Netto ao Governo e voltaram a trazer Luciana Oliveira para uma das duas cadeiras senatoriais, além de Ayres Mota, do Partido Verde.
A política é realmente complexa. Durante a semana, acordos trazidos pelos bastidores da nossa política e que teriam vindo de cima para baixo, ou seja, dos diretórios nacionais, praticamente garantiam Confúcio Moura como candidato único ao MDB e do PT ao Senado. Obviamente que a contrapartida seria o MDB não lançar candidato ao Governo e apoiar Expedito Netto. Como não fez, os acordos verbais foram rompidos.
Pelas atas das convenções, MDB e PT seguirão caminhos diferentes, embora o candidato do presidente Lula em Rondônia, confirmado por várias fontes, seja mesmo o seu amigo e parceiro Confúcio Moura.
No pós-convenção do PT, outro problemão. Os petistas escolheram Luiz Teodoro, que é candidato do Psol ao Governo, como vice de Netto. Seria o óbvio, não fosse um detalhe: o Psol não foi consultado e emitiu nota oficial contestando o acordo. Teodoro topou, mas o seu partido não.
A esquerda também tem Neidinha Suruí, do PSB, para concorrer às cadeiras senatoriais.
Anel viário: obras estão andando e primeiros 17 quilômetros ficam prontos em dezembro
“A Expresso Porto é uma obra estratégica para o futuro da nossa cidade. Além de melhorar a mobilidade, ela vai retirar o tráfego pesado da área urbana, trazendo mais segurança para quem vive em Porto Velho e mais eficiência para o transporte de cargas. Hoje a população já pode ver que esse compromisso saiu do papel e está avançando”!
As palavras do prefeito Léo Moraes resumem o avanço nas obras do Anel Viário, que começaram nos primeiros dias de maio passado e que estão andando, depois de longo tempo paralisadas. Por enquanto, as equipes executam serviços de supressão vegetal, terraplenagem, cortes, escavações e aterros, além da implantação da drenagem profunda por meio da instalação de bueiros e preparação do subleito, etapa que antecede a pavimentação.
As obras são de responsabilidade do Consórcio Nova 364, “garantindo os serviços fundamentais, para garantir uma obra segura, duradoura e dentro dos padrões técnicos de qualidade”, afirma Moraes.
De acordo com a Nova 364, a expectativa é que, até dezembro deste ano, os primeiros 17 quilômetros da pista sejam liberados para utilização, enquanto os demais serviços continuarão sendo executados conforme o planejamento técnico.
As atividades seguem em ritmo contínuo, respeitando o cronograma de execução e todas as exigências técnicas necessárias para assegurar a qualidade da obra e a segurança durante cada etapa dos trabalhos.
Grandeza do agronegócio de Porto Velho será mostrado na segunda edição da Agrotec
Há informações importantes sobre a economia da Capital que muitos porto-velhenses ignoram, mas precisam saber. Por exemplo: do rebanho total de perto de 10 milhões de cabeças que existem no Estado, nada menos de 1 milhão e 800 mil são de Porto Velho. Ou seja, o município tem o maior rebanho bovino de Rondônia.
Tem mais: Porto Velho ocupa a liderança no agronegócio do Estado, ao alcançar o primeiro lugar no ranking estadual do valor adicionado bruto (VAB) Agropecuário, com 4 bilhões e 200 milhões de reais, dos quais 2 bilhões foram movimentados pela produção rural. O levantamento, elaborado por instituições do setor e pelo IBGE, evidencia a força da Capital não só na pecuária como também na soja, milho, café e mandioca.
O resumo de toda esta grandeza vai estar presente na 2ª Agrotec 2026, que acontece de 26 a 30 de agosto, novamente no Complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré. Realizada pela Prefeitura de Porto Velho, através da Semagric, a feira reunirá produtores rurais, empresas, instituições e a comunidade em uma programação voltada ao agronegócio, à agricultura familiar, à tecnologia e à inovação.
Durante a feira, a Prefeitura apresentará programas de impulso ao crescimento da produção rural, ecomoo Porteira Adentro, que leva mecanização às propriedades; o Transporte da Produção, que facilita o escoamento da agricultura familiar; o Transporte de Calcário, para o aumento da produtividade; a assistência técnica aos produtores de mel. Também se destacará o trabalho do Serviço de Inspeção Municipal (SIM), que fortalece a agroindústria e amplia o acesso dos produtos de origem animal ao mercado com segurança e qualidade.
A Agrotec também contará com exposições, palestras, rodadas de negócios, demonstrações tecnológicas e espaços dedicados à inovação no campo.
Energisa alerta sobre perigos com energia elétrica, que causou 50 acidentes fatais em quatro anos
Na semana em quer se registrou o Dia Nacional da Prevenção de Acidentes de Trabalho (foi na última segunda-feira), a Energisa aproveitou para lembrar a importância da prevenção de acidentes envolvendo a rede elétrica, especialmente entre profissionais que atuam próximos a fios e estruturas energizadas.
Ao mesmo tempo, lamentou profundamente os cerca de 50 acidentes fatais ocorridos nos últimos quatro anos, em relação a questão, principalmente, de toques acidentais na rede elétrica. O maior número de mortes se registrou na zona rural.
Atividades como instalação de internet e telefonia, obras da construção civil e operação de máquinas agrícolas seguem entre as mais expostas ao risco, muitas vezes por falta de medidas preventivas adequadas.
A coordenadora de segurança da Energisa Rondônia, Jucilene Dias, diz que “grande parte desses acidentes poderia ser evitada com medidas simples. A energia elétrica não pode ser vista, mas o risco é real. Por isso, reforçamos constantemente a importância de manter distância segura da rede e seguir os protocolos de segurança”, alerta!
Os riscos sempre são grandes e os cuidados precisam ser na mesma proporcionalidade. No campo, o alerta é ainda mais crítico: operações com tratores, colheitadeiras e outros veículos motorizados próximos à rede elétrica, estão diretamente relacionadas aos casos de toque acidental, principal causa de mortes no período analisado.
Em casos de emergência envolvendo a rede elétrica, a orientação é clara: a população não deve se aproximar. O recomendado é acionar o Corpo de Bombeiros, pelo 193, e também entrar em contato com a Energisa por meio dos canais oficiais de atendimento: WhatsApp Gisa (69) 99358-9673, aplicativo Energisa On, site www.energisa.com.br ou pelo telefone 0800 647 0120.
Perguntinha
Qual sua opinião sobre promessa de campanha do candidato à Presidência da República Romeu Zema, que avisou que, se eleito, decretará as facções criminosas como organizações terroristas e, ainda, que construirá um grande, um enorme presídio na Amazônia (será que ele pensou em Rondônia?) para colocar toda a liderança do crime organizado?









