André Mendonça manda apurar repasses do Master para filme sobre Bolsonaro

PF vai apurar o repasse de recursos de Vorcaro para a realização do longa ‘Dark Horse’ e rastrear o caminho do dinheiro

BRASÍLIA – O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) André Mendonça autorizou, nesta quinta-feira, 23, a abertura de um inquérito pela Polícia Federal para investigar a origem dos recursos usados no financiamento do filme “Dark Horse”. A informação foi confirmada pela equipe do R7.

O longa aborda a trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

Em maio, o The Intercept Brasil divulgou áudios em que o senador e pré-candidato à Presidência pelo PL, Flávio Bolsonaro (RJ), pede dinheiro ao dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, para a produção da obra.

O ministro André Mendonça, do STF, é o relator do caso envolvendo o filme Dark Horse – Reprodução/Instagram- @therealjimcaviezel 

Segundo a publicação, o banqueiro teria disponibilizado cerca de R$ 60 milhões.

Agora, a Polícia Federal poderá confirmar se a quantia equivale à informada e rastrear o caminho percorrido pelo dinheiro.

Ainda de acordo com a reportagem, o montante disponibilizado por Vorcaro foi enviado a um fundo nos Estados Unidos por meio da Entre Investimentos e Participações, empresa já suspeita no caso Master.

Processo no STF

Em junho, o deputado Lindbergh Farias (PT-RJ) enviou uma petição ao STF afirmando haver indícios de irregularidades no financiamento do filme. Segundo o parlamentar, o aporte milionário não foi recebido pela produtora responsável pela obra. Para Lindbergh, as divergências sobre a origem, o repasse e o destino do dinheiro exigiam apuração.

Na petição, o deputado sustentou que os valores poderiam estar relacionados a crimes como lavagem de dinheiro, financiamento político irregular, ocultação patrimonial e associação criminosa.

Ele pediu, então, ao Supremo que investigasse a movimentação dos recursos, identificasse quem recebeu ou intermediou as quantias e verificasse a eventual participação de Flávio, Eduardo e Jair Bolsonaro.

A PGR (Procuradoria-Geral da República) se manifestou favoravelmente à abertura das investigações, mas entendeu que o caso não deveria ficar com o ministro Alexandre de Moraes, como solicitava Lindbergh.

Em parecer, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, afirmou que os fatos guardavam relação com procedimentos sobre Banco Master sob relatoria de André Mendonça.

O entendimento foi acolhido pelo STF, que redistribuiu o processo ao ministro, responsável por autorizar a abertura do inquérito nesta quinta-feira.

Por: Amanda Garcia, do R7, em Brasília
Fonte: r7.com.br


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