PORTO VELHO – É muito suspeito o vídeo divulgado nas redes sociais do presidente da Assembleia Legislativa de Rondônia, Alex Reduto, que dizer, Redano, poucas horas da operação da Polícia Federal que devassou, na manhã desta quinta-feira, 9, a presidência e a diretoria-geral da Casa de Leis em busca de provas para o inquérito que apura os crimes de formação de quadrilha, peculato, lavagem de dinheiro e ocultação de patrimônio.
Veja o vídeo no Instagram do deputado:
É, com certeza, sinal de alerta para a própria Polícia Federal, já que o presidente da Assembleia dá indicação clara de que tem gente de sua confiança monitorando os passos da investigação.

Algo muito parecido com o modus operandi do ex-presidente daquela Casa, Valter Araújo, que acabou preso e banido da vida pública. Por enquanto!
A narrativa de Redano no vídeo revela uma incrível coincidência temporal entre o cancelamento de sua agenda e a deflagração da operação.
No grupo de WhatsApp “Nominata Republicanos 2026”, Redano comunicou às 22h11 que não participaria de um jantar político devido a um “problema familiar de última hora”.

Redano é um político daqueles com cara de ‘boi manso’ e aparece no vídeo um pouco abatido, alegando cansaço pelo dia corrido, confirmando que recebeu informações que poderia levar o Judiciário a erro.
Nada nem tão enigmático assim…
É uma suspeita que coloca em xeque a integridade e a credibilidade das instituições de controle.
Alguns acontecimentos e a falta de divulgação de informações dos órgãos envolvidos que se seguiram à operação também fogem do comum neste tipo de operação.
A Polícia Federal não fez a tradicional coletiva de imprensa para falar sobre o resultado da operação e a insossa Nota Oficial da Assembleia só joga mais dúvidas sobre a operação.
E tem alguns pontos da operação que poderiam ter sido esclarecidos pela Polícia Federal, pela CGU ou pelo Ministério Público.
O primeiro é porque a Controladoria Geral da União participa das investigações?
Tem recurso federal envolvido?
Se a CGU participa é porque tem recurso federal envolvido e, daí, alcançar a Prefeitura de Ariquemes, já que a Assembleia não recebe dinheiro da União.
Team ainda um braço da operação em uma empresa em Manaus que trabalha com a locação de ambulância
Confira no link abaixo:
Exclusivo: oficina mecânica alvo de operação da PF em Manaus pertence ao dono do Barollo; veja vídeo
Na operação ‘Reduto’, as autoridades anunciaram o cumprimento de 19 mandados de busca e apreensão, dois de prisão preventiva, além do afastamento de 11 servidores e o bloqueio de até R$ 9 milhões em bens.
Espera-se que nas próximas horas ou nos próximos dias a Polícia Federal possa prestar maiores esclarecimentos à imprensa sobre o resultado desta operação ‘Reduto’.
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