
PORTO VELHO – Por mais que eu queira acreditar no que dizem alguns políticos, não tem jeito, com o tempo, eles próprios se encarregam de me lembrar de que fazer isso é, em parte, um gesto, digamos, de boa vontade. Outros diriam, talvez, de ingenuidade. Conquanto desenvolvam uma atividade de alta relevância social, com juras de comprometimento público durante as campanhas eleitorais, muitos políticos, infelizmente, não conseguem honrar, a maior parte das vezes, aquilo que dizem ou prometem. Não sem motivo já entrou para o folclore que prometer, por prometer, é esporte preferido da maioria deles.
Frequentemente, as páginas de alguns jornais eletrônicos vêm carregadas de farto material comprovando essa verdade. E, reconhecidamente, não falam nenhum absurdo, apenas reproduzem aquilo que, na prática, muitos eleitores têm conhecimento. Em outubro haverá eleições, quando a população rondoniense irá às urnas para escolher os seus novos dirigentes. São oito anos de mandato do governador Marcos Rocha, e de sua base na Assembleia Legislativa de Rondônia.

Espera-se que o eleitor esteja mais amadurecido pelos ventos democráticos, ou seja, que não se deixe enganar com facilidade, sabendo que, bem no fundo, não são poucos os que preferem a manutenção do atual estado de coisas, que pouco ou quase nada acrescentou na essência em nível de direitos e garantias individuais e coletivas, embora muitos acreditam que houve algumas conquistas, mas elas perdem o eventual brilho diante da dura realidade pela qual passa a maioria da população.
Governar Rondônia é um desafio para gigantes. Os problemas são antigos e de difícil solução. Muitos são os que se consideram preparados para a difícil missão, mas só um corredor cruzará a linha de chegada. O futuro de Rondônia está nas mãos de cada eleitor. Cabe a ele a responsabilidade de identificar e evitar eleger e reeleger enganadores da consciência social.
*É servidor público aposentado e analista político









