VILHENA – Um erro da Justiça do Estado de Goiás fez com que a professora vilhenense Suélen da Cruz Nunes passasse 12 horas na Colônia Penal/Presídio Feminino esta semana. Ela recebeu voz de prisão na última terça-feira, 16, quando dava aulas na escola “Ensina-me a Viver”, da rede municipal, em Vilhena.
A confusão aconteceu porque o oficial encarregado de protocolar o mandado judicial colocou o nome da vilhenense “Suélen da Cruz Nunes” no lugar da verdadeira denunciada, “Suélen da Cruz Muniz”. A grafia errada no sistema importou automaticamente os dados da professora, por isso, as informações “batiam”.
Por telefone, o reportagem da Folha do Sul on Line conversou hoje com a educadora, que também leciona em outra escola pública da cidade, e ela relatou os momentos de humilhação que passou, ao ser detida na frente de colegas, e presa por um crime que não cometeu.

De acordo com Suélen, um oficial de justiça chegou ao estabelecimento de ensino e explicou que havia um mandado de prisão contra ela, expedido por uma das varas judiciais da cidade de Aparecida de Goiânia (GO). A acusação: deixar de pagar pensão alimentícia.
A professora explicou que a única filha, uma menina autista grau 2, de 8 anos, mora com ela, e o pai da menina, que vive em Mato Grosso, não atrasa a pensão. A argumentação não adiantou e, ao sair da escola, a suposta devedora foi colocada dentro de uma viatura policial e levada para a Unisp -felizmente sem algemas.
Ao ler o mandado de prisão, a vilhenense constatou que os dados dela no documento estavam todos corretos: nome completo, número de CPF, nome da mãe e até endereço. O que aumentou o espanto, pois ela nunca viajou para Goiás.
Na Delegacia de Polícia, em Vilhena, onde passou por exame de corpo de delito, a educadora não conseguiu obter informações para desfazer o mal entendido, já que nenhuma autoridade tinha acesso ao processo no qual ela era acusada.
Levada para o presídio feminino, Suélen ficou em uma cela com outra detenta que, coincidentemente, estava presa justamente por dívida de alimentos (pensão), mas neste caso, a denúncia era verdadeira.
“Eu tenho pressão alta e sofro de ansiedade, e fiquei naquele cubículo sem ventilação, pagando pelo crime cometido por outra pessoa a mais de mil quilômetros de onde moro”, desabafou a entrevistada.
A aflição da educadora só chegou ao fim por volta das 23:00h daquele dia, quando a advogada contratada por ela descobriu: um erro da justiça goiana fez com que o nome dela fosse colocado no mandado de prisão no lugar da verdadeira ré, denunciada pela Defensoria Pública de Aparecida de Goiânia.
A confusão aconteceu porque o oficial encarregado de protocolar o mandado judicial colocou o nome da vilhenense “Suélen da Cruz Nunes” no lugar da verdadeira denunciada, “Suélen da Cruz Muniz”. A grafia errada no sistema importou automaticamente os dados da professora, por isso, as informações “batiam”.
A professora vai processar o Estado de Goiás, cujo erro a fez passar pelo constrangimento de ser presa e sair de viatura da escola onde trabalha no turno da manhã. O erro judicial a fez passar por uma grande humilhação pública em Vilhena.
Fonte: Da redação da Folha do Sul









