ARIQUEMES (RO) – Foi a júri popular nesta sexta-feira, 15, o réu Valter C. R, pela morte de sua ex-companheira, em Monte Negro, na Comarca de Ariquemes. O júri teve a atuação da promotora de Justiça Tereza de Freitas Maia Cotta, que sustentou as teses acusatórias acolhidas pelo Conselho de Sentença. O acusado foi condenado a 45 anos de cadeia e pagamento de indenização no valor de R$80.000,00 à família da vítima.
O crime ocorreu na madrugada do dia 24 de novembro de 2024, após a vítima e o acusado saírem de uma festa em um bar da cidade.
O corpo de Luzia (no destaque) abandonado pelo companheiro e algoz em uma rua de Monte Negro
Enquanto caminhava, L. P. V. foi brutalmente assassinada com golpes profundos de canivete na região do pescoço, que atingiram a veia jugular.
Ainda de acordo com o inquérito, momentos antes do crime, ambos estavam em uma festa e o homem, enciumado, teria enviado mensagens à irmã da vítima, dizendo que iria matar a namorada.
No julgamento, o Ministério Público sustentou que o crime foi cometido por motivo torpe em razão de ciúmes e sentimento de posse, nutridos pelo réu.
Os jurados reconheceram que o feminicídio foi praticado com recurso que dificultou a defesa da ofendida e o meio cruel, em razão da brutalidade fora do comum com o que os golpes foram desferidos.
Luzia deixou uma filha com deficiência visual.
Fonte: Gerência de Comunicação Integrada (GCI-MPRO)



O corpo de Luzia (no destaque) abandonado pelo companheiro e algoz em uma rua de Monte Negro





