PORTO VELHO – A geração distribuição e comercialização de energia elétrica aos moradores dos distritos do Baixo-Madeira – localidades ao longo do rio Madeira de Porto Velho até Calama, nos limites da divisa com o Estado do amazonas – é de responsabilidade de empresa contratada pela Energisa. Logo, a responsabilidade pelo pagamento dos salários e de contribuições sociais dos trabalhadores são de inteira responsabilidade da empresa, no caso a Amazonbio, do Grupo BBF, dona das Unidades Termo Elétricas (UTEs) instaladas em cada um dos distritos.

A informação é da assessoria de comunicação da Energisa que manteve contato com a reportagem deste www.expressaorondonia.com.br logo após a publicação da matéria com informações do Sindicato dos Urbanitários (Sindur) denunciando calote a cerca de 50 trabalhadores da empresa Amazonbio do Grupo BBF, com atrasos e pagamentos incorretos de salários, pendências relativas a quinzenas, não pagamento e falta de um calendário de férias e 1/3 de férias, não pagamento de horas extras, não recolhimento do FGTS desde fevereiro de 2024, além de não pagamento da segunda parcela do 13º salário com pendências desde o final de 2025; falta de reajuste no valor do vale alimentação e descumprimento da ajuda de custo.
Os trabalhadores ameaçam decretar uma greve, o que deixaria os moradores destes 12 distritos sem energia.
As unidades termo elétricas (UTEs) compõe o chamado sistema isolado de produção de energia, que atende os doze distritos do Baixo Madeira – São Carlos, Conceição da Galera, Demarcação, Calama, Maici, Santa Catarina, Nazaré, no Baixo-Madeira, assim como o distrito de Izidolândia, na Zona da Mata, Urucumacuã, em Pimenta Bueno; e os distritos de Surpresa, Porto Rolim e Pedras Negras, no Vale do Guaporé.
De acordo com a denúncia do sindicato, a empresa Amazonbio está descumprindo vários direitos trabalhistas básicos desde o final de 2025, caracterizando um verdadeiro calote.
Segundo a assessoria da Energisa, a empresa não tem nenhuma responsabilidade com o pagamento dos funcionários da Amazonbio. A Energisa contrata a empresa para gerar e distribuir a energia nestes chamados sistemas isolados.
Com o problema, a Energisa aciona sua assessoria jurídica para analisar as medidas que serão adotadas pelo descumprimento do contrato.
A empresa, no entanto descarta a possibilidade de um apagão de energia elétrica nos distritos do Baixo-Madeira e dos outros sistemas isolados.
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