CEREJEIRAS – Uma moradora desta cidade está enfrentado desafio gigante do outro lado do oceano. Como tantos outros rondonienses que sonham com uma vida de mais oportunidades, Sthefany Freire, 22 anos, migrou para o Estados Unidos e em 2023 fez a travessia e, assim que chegou a terra do Ti Sam recebeu uma notícia que lhe trouxe alegria e tristeza ao mesmo tempo. Estava grávida, mas também foi diagnosticada com câncer e o feto poderia não resistir ao tratamento pesado. Chegou a ser aconselhado pelos médicos a fazer um aborto.

O Folha do Sul on Line entrevistou, por telefone, na noite desta terça-feira, uma garota de 22 anos, ex-moradora de Cerejeiras, que hoje vive no Estados Unidos, onde travou a dura batalha por uma vida, e continua lutando pela outra.
Residindo desde 2023 nos EUA, e atualmente vivendo em Charlotte, uma das principais cidades e centro comercial do Estado da Carolina do Norte, Sthefany Freire, que trabalhou em uma ótica de Cerejeiras, antes de migrar para o EUA, precisou tomar uma decisão difícil, ao descobrir, ao mesmo tempo, que estava grávida e tinha um tumor no colo do útero.
Em janeiro do ano passado, os médicos que atendiam Sthefany recomendaram que a cerejeirense fizesse o aborto de sua bebê, já que o pequeno feto, que só ficou visível nos exames quando tinha 12 semanas, poderia não resistir aos tratamentos indicados para combater o câncer.

A jovem gestante, porém, resistiu à recomendação, e encarou três sessões de quimio e outras cinco de radioterapia com a menina no ventre. A pequena Luara lutou junto e chegou ao mundo prematura (com 8 meses), em agosto do ano passado. Hoje, está saudável, mas a mãe segue na batalha.
“Desde 2017, eu tenho crises de epilepsia, e com o tratamento, meu remédio para convulsão não faz tanto efeito. Por esse motivo, meu esposo, Hernandes Lima Campos, de 27 anos, fica comigo para o tratamento e para me ajudar com nossas filhas, Luara, de 5 meses, e Helliza, de 4 anos. Para o linfoma, estou fazendo quimioterapia – entrei para parte das quimioterapias vermelhas as mais agressivas”, explica a entrevistada.
Após descobrir que também tem um linfoma no estômago, Sthefany, que trabalhava em faxinas nos EUA, hoje precisa se dedicar ao próprio tratamento e às filhas pequenas. Por isso, para arcar com as despesas médicas no sistema norte-americano, ela precisa de ajuda.

Ela conta que, nesta fase difícil, tem recebido ajuda material (comida e roupas) de uma igreja evangélica americana, que também ampara espiritualmente toda a família.
A jovem mãe, que chegou a precisar ficar intubada, sabe que sua luta é difícil, pois os médicos ainda relutam em fazer a cirurgia para o linfoma, que descobriu depois em seu estômago, no final do ano passado. E o seguro-saúde dela cobre apenas parte dos procedimentos.
Quem puder contribuir com qualquer valor, pode fazer depósitos através da seguinte chave-pix: 69996091256.
Fonte: Da redação da Folha do Sul









