A inteligência é uma das habilidades mais desejadas, mas apesar de saber que ela pode ser desenvolvida ao longo do tempo com alguns cuidados e esforço, existem fatores que estão fora do nosso controle, como a genética?
As estimativas variam, sugerindo que entre 50% e 80% da inteligência pode ser influenciada geneticamente
Dr. Fabiano de Abreu Agrela
De acordo com o novo estudo “Contribuição Genética para a Inteligência: Análise de Variações Genômicas e Fatores Ambientais do Projeto GIP”, do Pós PhD em neurociências, Dr. Fabiano de Abreu Agrela, em parceria com o Bacharel em Farmácia, Hitty-Ko Kaminura, com o especialista em liderança e gestão de pessoas, Fagner Nogueira e com a Mestre em psicologia da educação, Gizela Souza.
“A inteligência é moldada pela interação entre fatores genéticos e ambientais. As estimativas variam, sugerindo que entre 50% e 80% da inteligência pode ser influenciada geneticamente”.
“A identificação de variantes genéticas específicas associadas a escores de QI elevados, como as do gene ADAM12, reforça a complexidade da arquitetura genética da inteligência. Adicionalmente, a análise de SNPs em genes relacionados a funções cognitivas, neurodesenvolvimento, plasticidade sináptica”, afirma o estudo, realizado pelo GIP – Genetic Intelligence Project – em parceria com o CPAH – Centro de Pesquisa e Análises Heráclito.
Fatores ambientais que podem influenciar a inteligência:
– Educação e estímulo cognitivo, principalmente durante a infância;
– Nutrição adequada e dieta;
– Ambiente familiar;
– Exposição a experiências diversas ;
– Saúde mental e física;
– Qualidade do sono ao longo da vida;
– Interação social.
Como saber nossos genes ajuda a estimular a inteligência?
Um dos principais benefícios de conhecer seus genes e entender a sua predisposição para uma maior ou menor inteligência é ter consciência disso e utilizar as técnicas mais adequadas para usar da melhor forma esses recursos.
“Os resultados do estudo podem ter implicações significativas para o desenvolvimento de intervenções educacionais e sociais personalizadas, direcionadas às necessidades individuais de acordo com o perfil genético”.
“As descobertas do Projeto GIP não apenas consolidam o papel da genética na inteligência, mas também abrem novas perspectivas para pesquisas futuras e o desenvolvimento de intervenções personalizadas, que levem em consideração a predisposição genética individual e a otimização do ambiente para o desenvolvimento cognitivo pleno”, ressalta o estudo.
Créditos: Dr. Fabiano de Abreu Agrela (Helder Couto) Imagem Ilustrativa (Freepik)