Entre 10 de novembro e 15 de dezembro, o projeto Sesc 52 percorreu todos os municípios de Rondônia, levando uma ampla programação de ações culturais gratuitas à população. Reconhecido como o maior projeto de circulação e difusão artística do estado, a iniciativa tem como objetivo fomentar a cultura regional, fortalecer artistas locais e ampliar o acesso da comunidade à arte.
Um dos grandes destaques da edição de 2025 foi o espetáculo “As Aventuras de Vô Capistana”, apresentado pela Cia de Artes Evolução. No formato de contação de histórias, a peça conquistou plateias de todas as idades ao retratar a realidade, os mitos e as lendas da Amazônia a partir das memórias de um típico seringueiro rondoniense: o carismático Vô Capistana.
Interpretado pelo ator Eules Lycaon, o personagem conduz o público por relatos que mesclam vivências no seringal, valores familiares e a relação com a floresta, promovendo um resgate sensível da história e da identidade cultural do estado.
Impacto nas escolas e no público jovem
Em 26 de novembro, o espetáculo foi apresentado na Escola Municipal de Educação Infantil e Ensino Fundamental Pinóquio, no município de Seringueiras. Para o diretor da instituição, Pedro Miani, a experiência foi marcante. “É um trabalho maravilhoso. Trouxe o lúdico para as crianças e fez com que todos participassem dessa cultura, conhecendo um pouco mais sobre Rondônia. Recomendo que abram as portas, porque é sensacional”, afirmou.
Já no dia 1º de dezembro, a apresentação ocorreu no auditório da Escola Municipal Benjamin Constant, em Ouro Preto do Oeste. O orientador Eudino Batista destacou a receptividade dos alunos e o valor educativo da peça. “O teatro resgata a cultura dos seringais, que foram a primeira fonte de renda do nosso estado. A obra aborda temas como os animais, a família e toda a logística do trabalho dos seringueiros”, ressaltou.
No dia seguinte, 2 de dezembro, foi a vez da Escola Municipal de Educação Infantil Balão Mágico, em Vale do Anari, receber o projeto. O gestor da unidade, Oriel Klamerick, destacou a relevância da iniciativa para regiões mais afastadas dos grandes centros. “Para o interior, onde o acesso à cultura é limitado, ações como o Sesc 52 fazem toda a diferença. É um projeto interativo e de grande valor cultural”, avaliou.
Cultura como direito
Para Eules Lycaon, a participação no Sesc 52 representou uma experiência transformadora. “A cada apresentação é um novo aprendizado. Como artista e idealizador de As Aventuras de Vô Capistana, é muito enriquecedor vivenciar essa troca com públicos tão diversos”, afirmou.
Por meio do Sesc 52, o Sistema Fecomércio reafirma o compromisso do Sesc com a democratização do acesso à arte e à cultura. Ao estimular a circulação artística, valorizar a produção local e ampliar o contato do público com diferentes expressões culturais, o projeto contribui de forma efetiva para o desenvolvimento cultural das comunidades e reforça a cultura como um direito de todos.









