PORTO VELHO – Agentes da Vigilância Sanitária interditaram o restaurante universitário do Campus da Universidade Federal de Rondônia (Unir) em Porto Velho, depois que mais de 100 acadêmicos apresentaram sintomas de intoxicação alimentar grave, com diarreia, vômito e desidratação intensa. Todos os estudantes tiveram que procurar atendimento médico depois de jantar no Restaurante Universitário, na noite da última quinta-feira, 27.
Eles apresentaram sintomas de intoxicação alimentar grave, segundo o Centro Acadêmico de Medicina da instituição. O caso continua sendo apurado pela Vigilância Sanitária e, neste sábado, os estudantes estão sendo orientados a procurar a Unidade de Saúde localizada no bairro Mato Grosso, onde há mobilização para atender as vítimas desde às 10h.
A reportagem deste www.expressaorondonia.com.br fez contato com a reitora Marília Contiguiba e ela pediu para a Assessoria de Comunicação informar as providências que foram adotadas.

Na tarde de ontem, sexta-feira, 28, após receber denúncia da Associação de Docentes da Unir (Adunir) e de professores, a Vigilância Sanitária de Porto Velho fez uma vistoria no Restaurante Universitário da Unir e, na ocasião, constatou a veracidade da suspeita a partir de laudos médicos apresentados pelos alunos. A Adunir e os professores subsidiaram documentação junto à Vigilância Sanitária que, em visita ao Campus, decidiu lacrar o restaurante.
De acordo com a Adunir, em comunicado publicado às 14h41, a Pró-Reitoria de Cultura, Extensão e Assuntos Estudantis (Procea) da Unir informou que recebeu relatos de suspeita de intoxicação alimentar entre estudantes e servidores do Campus de Porto Velho após refeição realizada no RU na noite de quinta-feira, dia 27, e que estaria tomando as providências. No mesmo comunicado, a Procea solicitou que os estudantes e servidores que tenham jantado no RU e que apresentaram sintomas de intoxicação alimentar, que procurassem os serviços de saúde para atendimento o mais breve possível e que fizesse contato com a Pró-Reitoria para apresentar informes sobre a situação para subsidiar ações de apoio e cuidado.
Ocorre que o comunicado foi alterado às 17h08, quando a Procea acrescentou que tomou outras providências, como acionar a Vigilância Sanitária e solicitou vistoria técnica no RU o mais breve possível, com a emissão de laudos técnicos. “Muito estranha essa alteração do comunicado, pois a Vigilância Sanitária já havia sido acionada pela Adunir e pelos professores, que nos enviaram a documentação relativa ao acionamento da Vigilância Municipal e, provavelmente, o comunicado da Procea tenha sido alterado no momento em que a Vigilância Sanitária chegou ao Campus. O que é também estranho é que, no caso da contaminação da água na Unir no mês de outubro de 2025, a Unir não acionou a Vigilância Sanitária e alega que no caso do RU a Procea acionou. Ficamos no aguardo da documentação comprobatória de que a Procea efetivamente acionou a Vigilância Sanitária”, disse um diretor da Adunir.

Em aviso amplamente divulgado nas redes sociais, o Centro Acadêmico de Medicina assim se manifestou: “todos os integrantes da comunidade acadêmica que quiserem receberão atendimento médico especializado, com avaliação, orientação, suporte e coleta de amostras para possível identificação do agente etiológico responsável pelo surto. Peço aos colegas para massificarem essa informação nos seus grupos departamentais, por gentileza”.

“Montamos um mutirão de atendimento médico, com alguns professores do curso, com apoio da Semusa, do Lacen, da Epidemiologia e Vigilância Sanitária Municipal, relatou um acadêmico que preferiu não se identificar. Em nenhum momento o Centro Acadêmico orienta os alunos a procurarem a Unir em razão de fatos já omissos”, completou.
De acordo com informações levantadas pelo Coluna da Hora, o Diretório Central dos Estudantes (DCE) e o Centro Acadêmico de Medicina foram essenciais no levantamento do registro dos casos.
Outro descaso recente
Recentemente, os estudantes da Unir também tiveram patologias pela má administração da água fornecida pela instituição federal. Na época, dezenas de acadêmicos passaram mal estar após ingerir água no bebedouro do campus e, dias depois foi descoberto que havia uma carcaça de animal morto na caixa d’água que abastece o local.
Por: Géri Anderson
OUTRO LADO
Ações para cuidados com alunos e interdição do Restaurante Universitário
Publicado em: 28/11/2025 22:48:03
A pró-reitoria de Cultura, Extensão e Assuntos Estudantis, Procea, informa a toda a comunidade universitária que, considerando relatos de intoxicação alimentar de alunos após o jantar da noite de quinta-feira, dia 27, servido no Restaurante Universitário do Campus de Porto Velho, solicitou na manhã da sexta-feira, 28, vistoria da Vigilância Sanitária e, após ter o pedido atendido no período da tarde, houve a interdição da unidade pela fiscalização.
Como consequência, o RU não abrirá para refeições a partir da segunda-feira, dia 1º. Tão logo a situação esteja superada e o funcionamento regular seja possível, a comunidade universitária será imediatamente informada.
Cuidados com alunos e servidores – Ainda na manhã da sexta-feira, 28, após os primeiros relatos de intoxicação terem chegado à Procea, pró-reitoria diretamente responsável pelo acompanhamento dos serviços prestados pelo RU, foram implementadas ações de cuidado e acompanhamento e, se necessárias, a devida responsabilização:
– Na manhã da sexta-feira, dia 28/11, um processo específico foi aberto para reunir relatos, documentos e demais informações referentes à possível intoxicação alimentar;
– A Vigilância Sanitária foi acionada pela Procea e solicitado para que fosse realizada vistoria técnica no Restaurante Universitário com a emissão de laudos técnicos, o que efetivamente ocorreu na tarde da sexta-feira, dia 28/11;
– A empresa contratada para preparar e servir refeições foi notificada para prestar os devidos esclarecimentos e os detalhamentos referentes à situação;
– Os nutricionistas da Unir, responsáveis pela gestão do contrato de prestação de serviços junto à empresa, e pelo acompanhamento dos serviços prestados, realizaram vistorias no RU para emissão de laudo técnico próprio;
– Com base neste conjunto de ações e informações coletadas a Procea está adotando as medidas necessárias e cabíveis para que sejam sanados os problemas identificados, e para que haja a devida responsabilização.
– Assistentes sociais da Universidade, de posse da lista com todos os estudantes que jantaram no RU em 27/11, buscam de modo ativo alunos que relataram sintomas de intoxicação alimentar para auxiliar, quando necessário, na obtenção de atendimento de saúde. Em alguns casos os estudantes foram deslocados, em veículos da Universidade até atendimento médico;
Equipe com médicos, enfermeiros e psicólogos da Unir, além de assistentes sociais de posse da lista com todos os estudantes que jantaram no RU em 27/11, estão à disposição para acolher, atender e auxiliar alunos e servidores de acordo com as necessidades apresentadas.
O contato com a Procea deve ser feitos por meio dos canais abaixo:
E-mail: [email protected]
WhatsApp: (69) 2182-2211
Fonte: Ascom-Unir









